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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Zulu, Azerbaijani, Tabacaria, Animais, fazer a cobra fumar
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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


O PODER CIDADÃO

          O blog do Lamparina, além de ser o espaço livre e pioneiro na blogosfera e na internet, sempre fez o trabalho de acompanhamento das contas públicas por aqui desde o início da obrigatoriedade dessa disponibilização de dados pelo Portal Transparência. Isso quando ele funciona, o que não tem sido o caso da atual gestão municipal, que mais mantém ele e seus arquivos fora do ar do que de fato em operação.

          Mas, foi através da nossa vigilância que o povo de Votuporanga descobriu que era enganado com vitórias frequentes de uma mesma empresa nos certames licitatórios; que um grupo montou um esquema para ganhar todas às licitações de aluguel de som, carreta-palco, tendas e insumos para eventos, uma mamata que se perpetuou por anos em dois ciclos administrativos. Depois de muitos anos manobrando o sistema e fraudando essas licitações, agora todos os responsáveis estão na mira do MP, o que não é garantia de nada, mas que ao menos o fato é notório e está para o conhecimento público, para além dos nossos 7 ou 8 leitores do Blog. O Ex-prefeito Marão Filho e outros responsáveis respondem na Justiça por improbidade administrativa.

          Foi também pelo Blog do Lamparina que nossa população ficou sabendo que despesas de viagens eram pulverizadas em nome de alguns funcionários da Secretaria de Esportes do governo passado. Apresentei pessoalmente o caso ao MP local, mas a promotora da época disse que por ela estava tudo certo, que havia um empenho e havia um pagamento legal através dele (não se importando se uma telefonista tenha recebido mais de 2 mil reais de ressarcimento com diárias de viagens), que o correto seria apresentar a queixa no Poder Legislativo ou ao TCE. Tenho guardado aqui o ofício da Senhora Promotora, para que não alegue ignorância.

          Muitas licitações por aqui cheiram fraude, aparente e claramente indicam direcionamento, como da empresa que opera o marketing municipal a quase 2 décadas, ou da que ganha tudo na contratação de transporte rodoviário de passageiros e viagens fretadas. Temos os indícios, temos a motivação e temos até algumas provas, mas não temos a ajuda de ninguém realmente disposto a abraçar a causa de lutar contra a corrupção que nos rodeia. Parece que todo mundo só se preocupa com a de Brasília, aquela que sai diariamente nos noticiários da tevê, mas não liga muito para a mesma que todo dia rói um pedaço do queijo público local.

          Nada e nem ninguém chega perto do poder público para ajudar. Todos querem é tirar uma casquinha, levar uma vantagem em cima da arca da viúva, que assim já é popularmente conhecida por não ter o zelo que deveria ter com suas trancas e com sua segurança.

          É com esta experiência e com esta certeza que monitoro já antecipadamente uma suposta empresa de assessoria que participará de um projeto no Distrito de Simonsen, projeto este da revitalização de uma praça em parceria com a UNIFEV e empresas privadas. Ao primeiro pagamento que o poder público fizer a esta empresa, estaremos aqui para denunciar a capivara dela. Nada contra ela, seus sócios e seus métodos, mas já estamos avisados do modus operandi e já estamos monitorando seus passos, assim como os daqueles que se envolverem com esta empresa e com quais intenções se dará esse envolvimento nebuloso já de entrada.

          Nos quesitos das coisas estranhas que acontecem no universo dos nossos representantes na esfera estadual e federal, também sempre estivemos aqui trazendo as informações de que o nosso deputado estadual Carlão Pignatari está entre os 5 parlamentares que mais têm despesas ressarcidas na ALESP.

          Recentemente trouxemos a público o caso “Rondônia Gate”, o caso do nosso ex-deputado João Dado que entre 2008 e 2012 viajava frequentemente com despesas na cota parlamentar para Porto Velho, mas não se tem pagamentos de hospedagem, alimentação, deslocamentos, sendo só mesmo o pagamento do bilhete aéreo. Em contraposição a isso, o mesmo deputado João Dado, em Novembro/2009, gastou R$ 900,00 em hospedagem num hotel de Votuporanga, sua base residencial.

          O Blog do Lamparina não tem instalado um robô super inteligente e vasculhador como o do citado grupo de cidadania, mas mesmo no manual e na base dos olhos vidrados na tela, também cruzamos os dados e descobrimos que o ex-deputado João Dado recebeu R$ 58,00 de ressarcimento de despesas com táxi gasto em Manaus, quando no dia não tinha nenhuma viagem sua para aquele destino, tendo sido anotada somente uma de Congonhas à Brasília. Caso o ex-deputado não tenha pegado uma carona no jatinho de um dos seus muitos amigos de Brasília, seria algo por ser melhor explicado.

           O segredo para acabar com a corrupção não é ficar falando dela, é agir, é conhecer, é operar e desbaratar os meandros do sistema. Não é fácil, mas estamos prestando este serviço público desde muito tempo e nem sempre se chega a um resultado prático, uma vez que não podemos de fato contar com uma ação prática dos poderes que têm esta atribuição, recebem pra isso, fortunas até, e não cumprem com sua função.

          Nós do Blog do Lamparina fazemos algo de concreto para mudar esta realidade, e o melhor, isso não lhe custa absolutamente nada!!!


 

 

          http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2017/11/05.html#!v/6267741 



Escrito por LAMPARINA às 00h45
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AVALIAÇÃO DA CARNIÇA QUE EXALA

          Como já dito, é chato ser o lembrador oficial da terra, esta missão inglória, porém necessária ao “lembramento” da caipirada que vive levando o drible da vaca dos que ela deposita confiança e o voto.

          Essa polêmica toda atual dos imóveis lindeiros nas Paineiras avaliado em R$ 200,00 o m2 me remete à 2011, quando o poder público decidiu vender o velho estádio Plínio Marin, num dos pontos mais nobres da cidade, numa área única de 22.500 m2, plana e altamente valorizada, tendo a avaliação sido feita no valor de R$ 150,00 o m2. Ao final da liquidação em leilão público, o imóvel acabou sendo arrematado por 3,4 milhões, o que saiu R$ 151,00 o m2, sendo 50% pago de imediato e + 24 parcelas do saldo devedor em iguais pagamentos. Nós do Blog do Lamparina com nossos 7 ou 8 leitores fomos os únicos a questionar essa avaliação, haja vista que moro na Vila Marin há 50 anos e sei que aqui, naquela época, não existia negócio por menos de R$ 500,00 o m2. Recentemente meu irmão vendeu um terreno pequeno dele aqui na área, com menos de 180 m2, por quase R$ 800,00 o m2, o que prova que a valorização de 2011 para cá se deu em bases normais. Levemos em consideração então que, por ser uma área muito grande e com o repasse das despesas decorrentes da demolição que se fazia necessária por conta do comprador, certamente valeria no mínimo o dobro daquilo que foi avaliado, eu disse no mínimo.

          Mas, o comprador no leilão foi um empresário que viria a ser o vice–prefeito no ano seguinte. Seria coincidência??? Talvez... Mas eu não acredito muito neste tipo de coincidência quanto envolve dinheiro. Quatro anos depois este empresário venderia a metade desta área arrematada em leilão público por um preço que, supostamente (digo supostamente, porque são especulações públicas e não fatos que posso comprovar), seria mais do dobro do que foi pago por toda a área. A galinha chocou e deu ovos de ouro.

          Noutro negócio público 3 anos depois, mas desta vez na compra, o poder público pagou 1,75 milhão numa área com um prédio velho em cima, num canto de rua descaída e de pouco mais de 2 mil m2, o que saiu a razão de mais de R$ 850,00 o m2. Que sorte teve o vendedor, não??? Se não fosse o interesse público ter depositado lá seu interesse, certamente estaria com placa de vende-se até hoje e com preço pela metade disso, que é o que vale o lugar atualmente. Deixo claro que também não acredito nesse tipo de sorte.

          Parece que na hora em que o poder público vai comprar dos amigos, o avaliador dá uma mãozinha e na hora que o poder público vai vender para os amigos, o avaliador novamente dá outra mãozinha, mas na hora em que o poder público tem que vender pequenas frações de terrenos, cantos de ruas e becos à populares e é a maioria assim esses imóveis lindeiros, o avaliador assenta o preço em cima e não tem chororô, é o rigor da lei sem tirar e nem por.

          Deve ser por isso que um dos avaliadores é o corretor oficial dos negócios da Turma e ficou muito rico nos últimos tempos com a corretagem vinda do fluxo do movimento dos investimentos imobiliários deles!!!


PS: Vender o estádio por pouco mais de 150,00 o m2 e vender fracionados lindeiros nas Paineiras por R$ 200,00 o m2, é um escárnio e um vergonha pública que os 6 anos que separam a manobra desta podridão não conseguem dissipar o mau cheiro que exala. Senhores dos outros dois poderes, por favor chamem a polícia pra prender esses canalhas!!!



Escrito por LAMPARINA às 15h40
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DADETE

          A sessão legislativa dessa noite foi marcada pelo polêmico projeto 178/2017, que trata da alienação mediante venda direta aos proprietários lindeiros de imóveis de propriedade do município. Esses imóveis em questão ficam nas proximidades da Chácara das Paineiras e os interessados estiveram na Casa do Povo para acompanharem a votação do polêmico projeto.

          Não deveria ser polêmico, haja vista que são imóveis públicos e que existe todo um conjunto de leis obrigatoriamente aplicadas que regem esta matéria. Acontece que o ex-prefeito Marão Filho, no apagar das luzes de 2016, com a intermediação do ex-vereador Jura e do seu líder de governo Silvão, fecharam a negociação de um acordo para que estas áreas fossem vendidas, tendo na época ficado acertado (e certamente tendo sido feita avaliação pelo então prefeito) que o preço seria R$ 100,00 o m2 e seria dividido em 100 vezes, já que é uma área da cidade habitada por população de baixa renda, possibilitando assim que os proprietários lindeiros tivessem a condição de adquirir as referidas áreas. Não tendo tido tempo de fazer o projeto e sacramentar no Legislativo, deixou o acordo esquadrejado para que o prefeito da continuidade, João Dado, fizesse o projeto e desse seguimento em sua aprovação. Este acordo fechado agora se tornou um verdadeiro presente de grego deixado como herança do prefeito que saiu ao prefeito que entrou. (mas, há que se salientar que na visão política, obteve-se o resultado esperado, uma vez que os votos foram obtidos, mas agora o acordão foi cancelado)

          Com a entrada do novo prefeito, nova avaliação foi solicitada e o laudo apontou preço de mercado de R$ 200,00 o m2, o dobro da avaliação de 2016, além da diminuição do número de parcelamento de 100 para 40. Como o prefeito João Dado sabe que não tem o controle total da cidade, ele não é doido de fazer os “acertinhos” que marcaram a administração Marão Filho, o governo do “jeitinho” e que esses jeitinhos nunca foram contestados nem na esfera legislativa e raríssimas vezes na judiciária. (o ex-prefeito Marão Filho governava por jeitinhos, porque tinha absoluta certeza da sua impunidade; que tudo e todos que importava estavam do lado dele. O João Dado não tem esta certeza, e nem pode ter, pois se tiver, ele será apeado do poder pelos mesmos que o colocaram lá para tapar o buraco gigante deixado por eles)

          Alguns nobres edis subiram na tribuna para exaltar o que chamaram de característica legalista do prefeito João Dado (eu chamo de cagalhaço mesmo, e é bom que ele tenha, pois quem dorme em covil tem que ter medo de cobra), entre eles os edis doutores, Francisco e Hery Kattwinkel.

          Da parte contrária, o melhor discurso foi do nobre edil Silvão, que anotou a falta de mobilidade do prefeito João Dado em procurar estes interessados e discutir os novos termos desse projeto, uma vez que já existia um acerto firmado anteriormente com o governo passado. Silvão foi além e disse que o prefeito se comporta de forma distante do povo, talvez pelo evento envolvendo seu atrito direto com os moradores do residencial que provocou toda aquela mobilização pela adequação dos portões, onde os moradores disseram que, na prefeitura o prefeito decide do jeito dele, mas lá a coisa era diferente - segundo narrou em tribuna o nobre Silvão -, numa clara ameaça à integridade física do prefeito, que talvez por isso esteja traumatizado e mantendo esta distância toda do povo. O Silvão também fez pedido de vista ao projeto para que se ganhasse um tempo maior para discuti-lo, mas foi voto vencido, ventilando que o projeto já teria vindo com recomendação do Executivo de prioridade de aprovação imediata nesta sessão. (inexplicavelmente, parece que o prefeito não queria deixar o cadáver esfriar, temendo sofrer pressão novamente do Legislativo num tema de sensibilidade pública, e novamente ter que voltar atrás, o que já virou marca registrada dos quase 10 meses do seu governo)

          O nobre Marcelo Coienca, ao final da sua fala de indignação quanto ao fato de não ter havido a devida discussão e convencimento das partes envolvidas no projeto, ventilou em tribuna uma teoria popular que anota possibilidades de poderes supremos do prefeito no Executivo e no Legislativo, dando a entender que a fala do povo pode ter razão contextualizada nas coisas que lá acontecem na prática. (dessa vez ele foi mais esperto e disse isso sob uma linguagem pressuposta, sem aquela barbeiragem do início do mandato que quase o levou ao Conselho de Ética por dizer verdades em tribuna que não deveriam ser ditas em público)

          Estranho e bizarro mesmo foi o pronunciamento do nobre edil Chandelly, que foi para a tribuna justificar ao prefeito que votaria contra o projeto, mas que não era e nem nunca seria oposição ao senhor prefeito. (nesta hora eu tive a certeza de que o nobre Coienca e sua exaltação da fala do povo, tinha certa razão de ser, uma vez que vereador nenhum é eleito, teoricamente, para ser situação e nem oposição, mas sim legislar livremente sob o conceito da representatividade pública e das definições do seu entendimento da busca do melhor dentro desta representatividade, da legalidade e do interesse público. Pareceu claramente um pecador implorando pelo perdão do santo de devoção antes até do cometimento do pecado)

          O episódio principal da noite pode ser avaliado pela ótica conciliadora do prefeito Marão Filho, o que dava jeitinho em tudo e tinha total impunidade desses seus surtos de jeitinhos; pela ótica legalista do prefeito João Dado, que realmente não pode vacilar, porque o fogo-amigo consome ele; pela certeza absoluta de que o prefeito que saiu em conluio com o que entrou deram um exemplo clássico do autêntico estelionato eleitoral, uma vez que um representava a continuidade do outro, mas consagrada a continuidade nas urnas, o que um deixou sacramentado foi literalmente jogado na lata de lixo pelo que entrou.

          Que me perdoe o ex-prefeito Marão Filho, que gostava muito de brincar de DEUS usando a máquina pública para fazer seus milagres na base do jeitinho, mas eu tenho que concordar com o prefeito João Dado quanto à manutenção da legalidade no que tange à proteção do interesse e dos recursos públicos, apesar de que o episódio anotou falhas tremendas na falta de diálogo e de condução democrática da parte do Executivo, se mostrando, como em tantas outras matérias, um autoritário cabeça-dura (de coco-pelado) de carteirinha. Me valendo também da bizarrice que aprendi na noite vinda do nobre edil Chandelly, deixo claro que estou dando meu apoio à sua demonstrada disposição na defesa da legalidade, mas não sou e nem nunca serei um DADETE, ou sei lá como se nominar os sodomizados pelo poder do prefeito João Dado, que precisam chegar ao cúmulo de explicar ao chefe do poder independente suas atitudes que estão por vir.

          É por essas e por outras que temos assistido na vida pública, que temos a mais absoluta certeza de que aquela divisão dos três poderes é mera retórica republicana que ninguém acredita mais, isso se algum dia conseguiu convencer alguém de que esta linha de divisão de fato existiu!!!



Escrito por LAMPARINA às 15h38
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DÉJÀ VU

Esta é uma daquelas postagens que eu gostaria de marcar todos os meus mais de 2 mil "amigos" e obrigá-los a ler e a refletir sobre o tema. Mas, dizem que não é chique marcar amigos nas postagens, então marcarei apenas alguns poucos que não se importarão com a minha falta de chiqueiro!!!


DÉJÀ VU

          Como depois de dias e mais dias de debates intermináveis sobre se o peladão do museu é arte ou safadeza, já havendo um entendimento básico da massa racional para o consenso de que talvez seja arte, já que, se fosse safadeza o peladão estaria expondo sua despudorada e descomunal peça profana na G Magazine (feito o Vampeta, à soldo e ao alcance de mais de 200 milhões de espectadores e não de alguns privilegiados gatos pingados num museu, reduto povoado pela classe média e alta), partimos agora para o entendimento da ideologia de gênero.

          Por incrível que pareça eu já fui jovem um dia e os meus 14 anos se deram exatamente em 1982. Esse ano foi um dos difíceis de engolir. A melhor seleção de futebol do mundo, a seleção do Telê, perdeu a Copa na Espanha. Nossa vizinha Argentina, depois de ganhar a Copa de 78 em casa, foi massacrada em 73 dias de guerra nas Ilhas Malvinas, com a televisão falando e mostrando o dia todo da maravilha que era um tal caça inglês chamado Harrier, uma revolução da época, haja vista que pousava e decolava na vertical feito helicóptero, o que tinha revolucionado a economia de guerra embarcada, pois que não precisava mais do espaço para serem catapultados ao voo, podendo assim um porta-avião levar maior quantidade de aeronaves de combate. Um tal míssil Tomahawk também era a sensação do noticiário diário da guerra. O Cid Moreira falava muito nele e na desgraceira que a Real Força Aérea da Rainha fez com a FAA dos hermanos, numa estratégia de guerra descomunal, com 28 caças da Rainha massacrando uma esquadrilha de 120 Mirages e Daggers dispostos em combate, dos mais de 200 da frota total argentina, naquele momento, a segunda maior potência bélica do continente, atrás da pequena Ilha de Fidel no Caribe. Também, 82 marcou pela morte precoce de Elis Regina.

          Mas, 1982 não foi só coisa ruim não. Aprenderíamos a gostar de vôlei com o surgimento da geração que ficaria conhecida como de prata, depois de ganhar o Mundialito no Rio e ficar em segundo no Mundial na Argentina, com a geração Renan, Willian, Xandó, Bernard, Bernardinho & Cia. Foi o ano do início da redemocratização com o retorno das eleições diretas para governador, com a triunfal vitória de Leonel Brizola no Rio, vindo quase direto do exílio para o Palácio da Guanabara e a importante vitória de Franco Montoro em SP. Com o início da redemocratização parcelada em prestações, o país mudava de cara e surgia também o rock Brasil para compor musicalmente a trilha desses novos tempos do frescor dos ares democráticos que se vislumbravam depois de já quase 20 longos anos de uma ditadura opressora e interminável, com bandas que revolucionariam nossa cultura musical, como: Barão Vermelho, Legião Urbana, Capital Inicial, entre outras.

          Com toda esta revolução política, esportiva e cultural, começava a nascer os primeiros indícios da revolução social na prática. Um grande problema já rondava a sociedade naquela época, a gravidez precoce e a consequente evasão escolar dessa população feminina. Então o governo do estado colocou em prática um projeto experimental que mais tarde seria conhecido como aula de Educação Sexual. Naquele momento era mais uma tentativa mesmo pra ver no que dava. Sem ter quadro profissional capacitado e nem nada, alguns professores se voluntariaram emergencialmente (mais na base do perfil desinibido e na boa vontade de ensinar) para ensinarem os princípios básicos de educação sexual aos alunos adolescentes e quem sabe frear aquela situação que começava a sair do controle. Foi exatamente neste ano de 1982 que, pelo destemor da nossa desinibida professora de Inglês, Dona Noédia Maria Neves Ortêncio (que se colocou como uma mulher à frente do seu tempo, é viva e não me deixará mentir sozinho), que tive minha primeira aula de Educação Sexual. Me lembro exatamente quais foram as palavras iniciais dela e todos os assuntos que vieram depois; hímen, clitóris, lábios maiores e menores (grandes e pequenos, como queiram), pênis, glande, corpo esponjoso e cavernoso, camisinha de vênus (e a aplicação correta da mesma, na famigerada banana). Onde já se viu isso?!?!?!

          Meu deus do céu, que mundo é esse em que os pobres adolescentes vão pra escola para aprenderem matemática, português, geografia e uma mulher desinibida vem com assuntos assim de uma hora para a outra. Masturbação, masturbação feminina e os métodos de autoconhecimento e exploração da mulher, orgasmos (“deus” nos defenda dessa pecaminosa!!!). Prevenção de doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, pílula anticoncepcional. (“deus” do céu, que criança com 14 ou 15 anos precisa saber isso??? Isso é criminoso, mais ou menos como a mãe que interagiu com a filha na performance do peladão do MAM, mas sem hoje a propagação imediata da informação on line)

          Absurdo tudo isso... Esses ensinamentos imundos, acrescidos das barbaridades que passavam na televisão, iriam acabar com a família tradicional. Escola não era lugar de se ensinar aquela pouca vergonha. Escola era lugar de ensinar matéria da grade curricular, isso é coisa de ser ensinado em casa, pelas mães e pais – é o que diziam os conservadores da época, mesmo que as tais mães e pais da época, muitos deles nem sabiam os nomes daquilo tudo e eram mais inocentes na matéria do que os próprios filhos.

          O ano de 1982 também foi o ano do primeiro caso verificado de AIDS no Brasil, o que logo em seguida viraria uma epidemia mundial, tendo na década de 90 o Banco Mundial feito a previsão assombrosa de que até 2000 o Brasil teria perto de 1,2 milhões de contaminados, o que não se confirmou e em 2002 tínhamos em torno de 600 mil.

          Nos anos seguintes e com a epidemia de AIDS avançando, aquele pequeno projeto experimental de educação sexual teve que virar realidade de fato e nos ajudou a atravessarmos tudo isso que veio depois.

          Hoje com a internet e tudo dentro dela quase sem restrição de acesso, que não da parte do usuário, provavelmente uma criança de 7 ou 8 anos saiba muito mais de sexo do que eu com 50.

          Outro dia eu estava olhando uns vídeos no Youtube, de faça você mesmo, com umas dicas e quebra-galhos com estilete e estava na mesma sessão de amostragem um vídeo de uma aula de masturbação feminina, com a professora sentada na frente da classe, com o compasso aberto e ensinando os alunos e alunas na prática. No clímax da aula a professora atirou um jato de secreção que quase atingiu a primeira fileira da classe. Fiquei lembrando da nossa querida Dona Noédia, com aquela banana na mão vestindo a camisinha nela e de como nossas aulas de educação sexual seriam totalmente das de família tradicional se fossem hoje.

P          or isso, com a vivência dos meus cinquentão - dona Noédia, nossa professora de Inglês levada ao sacrifício de ensinar educação sexual de emergência, já deve estar beirando os 80 -, me sinto diante de um déjà vu quando ouço os reacionários e conservadores do momento repetirem os mesmos mantras lá de 1982: que vai acabar com a família tradicional, que escola não é lugar disso e blá blá blá.

          Eu já assisti esse filme e acho que passarei o resto da vida assistindo suas reedições, sempre com o mesmo roteiro e com os mesmos atores, travados, com discursos velhos de moral, de família, de algo que na prática nunca se sustentou. Espero que mais uma vez o racionalismo tome a vanguarda e plante o nosso futuro, dando uma banana para esta gente atrasada e sem noção!!!



Escrito por LAMPARINA às 15h42
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DIÁRIO DO ABSURDO

         http://www.folhar.com.br/destaques/secretaria-estadual-de-saude-diz-que-efetua-repasses-de-forma-voluntaria-e-nao-responde-sobre-atrasos-de-contrato-com-santa-casa-de-votuporanga/  

 

          Caro Diário...

          Como vemos aqui, a assessoria da Secretaria de Saúde de São Paulo tergiversou a pergunta feita pelo vereador Daniel Davi referente ao não pagamento de 3 parcelas do custeio de serviço contratado pela secretaria junto à entidade.

          Não respondeu o motivo do débito não ter sido até agora honrado, tendo respondido que repassa recursos extras de forma voluntária, o que ajuda na cobertura dos débitos da defasagem da tabela SUS e blá blá blá.

          Seria como dizer assim: Que parcela atrasada da dívida da geladeira, se eu te dei um carro de presente??? É isso que disse a assessoria da secretaria.

          Já falamos, refalamos e falaremos mais um milhão de vezes até que o mais desinteressado ser, dito do povo, entenda. Saúde pública não é ato de caridade, é obrigação constitucional de Estado.

          Quando o Estado (em qualquer das suas instâncias) assina um contrato, a menos que alguma cláusula esteja em desacordo para que ele suspenda o pagamento, este pagamento está constante de uma gestão orçamentária e não tem como faltar dinheiro para honrá-lo sem que o ato comprometa direta e legalmente o gestor. Tá lá coberto pela previsão orçamentária, logo, se o Estado não paga, o que tem que fazer o ente contratado que não recebeu pelo serviço contratado???

          Bom, se na iniciativa privada, a resposta é certa, paralisa-se a prestação do serviço, porque nem relógio trabalha de graça, tendo que dar corda ou por pilha.

          Então, por que isso não acontece com às filantrópicas??? A resposta também é meio óbvia. Porque filantropia na gestão da saúde pública é a manutenção do laço no pé, é o bridão na boca do povo para que setores estrategicamente posicionados administrem as rédeas com ganhos políticos.

          Um dia de serviços paralisados, caos e a responsabilidade recaindo sobre quem não cumpriu sua parte, e a população saberia quem é quem na saúde pública e na administração pública dela.

          Mas, isso não interessa para o grupo da sociedade secreta que domina quase toda a rede de filantropia em saúde pública no Brasil. O governador do estado atual é amigo, e aos amigos, toda proteção. Se fosse um governo não grato, certamente seria o estrito cumprimento do contrato e tome mídia pra chamar de caloteiro o gestor que não honra seus contratos.

          Como dito pela assessoria de forma implícita - Não honramos nosso compromisso, mas cumprimos outros que não eram compromissados. Ou seja, a verbinha subvencional cai um pouco aqui e ali, pelas mãos sempre generosas do cacicado político, gerando loas dos dois lados, do lado dos caciques locais que reivindicam e do lado dos caciques de fora que articulam sua liberação.

          O povo, que é quem paga por tudo isso e quem mantém o sistema, fica grato e devedor ao cacicado político e à instituição filantrópica que faz caridade prestando serviço de saúde pública da obrigação constitucional do governo, sem receber pelo contratado.

          Nossa gratidão aqui é tão expressa que um cacique local até montou palanque dentro da Santinha para ser prefeito por 8 anos. Depois da saída dele da Santinha, ele já sentado na cadeira de prefeito, descobrimos que a Santinha devia 25 milhões na praça.

          Qualquer governo realmente sério que um dia chegar ao poder no Brasil (se um dia alguém conseguir este feito), sua primeira grande intervenção no modelo de saúde pública terá que ser acabar com às subvenções no serviço de saúde. O governo contrata, paga o combinado e o contratado fornece o serviço contratado e ponto final. Não tem chorinho, não tem ajudinha, não tem uma mãozinha aqui pra fechar a folha de pagamento, não tem o tostãozinho ali pra quebrar a parede pra instalar a lavanderia que não coube no projeto, nada disso. Qual das partes não cumprir o contratado, está desfeito o contrato e que procure pelos seus direitos legais. É assim que funciona no serviço privado, eu contrato, eu pago e eu tenho o serviço contratado. Nenhuma etapa desta relação comercial pode ser banalizada ou desvirtuada sob pena de quebra das regras. Será que no serviço privado o contratante manda um dinheirinho a mais do que o valor contratado, pra ajudar no serviço???

          É isso caro diário... Continuamos aqui falando para às paredes e para às orelhas atentas dos bodes, os que veem tudo, os que sabem tudo, fazem tudo, controlam tudo e todos, inclusive afrouxam e apertam o bridão na boca do povo quando querem.

          O dia que a boca fizer calo, quem sabe o povo responde com um corcoveado e tira o bode que galopa tranquilo, de cima das suas costas!!!



Escrito por LAMPARINA às 21h23
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MESTIÇADO AMESTRADO

          Muita gente tem muitas teorias, mas a minha teoria caminha para o lado de que o prefeito João Dado cria e se envolve em tantas polêmicas para criar uma cortina de fumaça ao fato de que, já são nove meses de mandato, muitas promessas feitas e até agora nenhuma realização significativa, principalmente quanto aos tais milhões que viriam via emendas dos mais de 200 amigos de Brasília. O governo Marão Filho, um total inexperiente na política, começou 2009 com uma enxurrada de recursos para reformas e pracinhas, mas os tempos eram outros e tinha aquela ajudinha da máfia das emendas.

          Muito desta situação não é realmente culpa do prefeito, mas das dificuldades que se encontram também os tais 200 amigos que o prefeito fiou confiança nas emendas na campanha. Com seus problemas próprios e de difícil solução, uma vez que o país está paralisado e enredado em indícios de corrupção que banham a maioria dos amigos de Brasília, os tais amigos do prefeito João Dado e outros tantos amigos que compõem o Congresso Nacional não têm como ajuda-lo, estando travando suas batalhas próprias de sobrevivência.

          Segundo nos informou o contador-mor municipal em audiência pública esta semana, os repasses decorrentes de impostos tem caído consideravelmente. Acontece que às despesas não sofreram nenhuma redução para se adequarem a esta nova realidade previsível de queda de receitas.

          Às previsões para 2017/8 eram péssimas em 2016, mas mesmo assim alguns candidatos optaram por externar o discurso na base das ilusões políticas e não da realidade prática da administração; dizer que fariam e aconteceriam, mesmo sabendo que a realidade que se vislumbrava no cenário nacional estava completamente comprometida pelos ideais golpistas de um governo que deu golpe parlamentar para assumir o poder. Tudo foi piorando com a deterioração desse governo golpista lá em cima, com escândalos e mais escândalos e o governo foi paralisando totalmente. Nós aqui em baixo só estamos sentindo os reflexos dessa paralisia governamental de cima.

          Sem dinheiro para sequer terminar às muitas obras que o Marão Filho deixou inacabadas, o recurso do prefeito João Dado é apostar na fumaça para esconder a total inércia do governo, que não se pode atribuir totalmente a ele, mas à sua falta de condições políticas para ter ajustado a máquina pública a uma realidade mais austera. Ele ganhou a eleição sendo o candidato da continuidade, assumindo quase todos os compromissos (e os compromissados) do que saiu e renovando outros compromissos com mais alguns que entraram pela porta do Paço junto dele. Impossível enxugar alguma coisa com esta relação de ter que continuar o que era errado e ainda ter que errar mais por conta própria.

           São nove meses de governo e o prefeito João Dado não tem efetivamente nada o que mostrar ao povo. No aniversário da cidade ele mostrou obras do complexo esportivo que estavam paradas até poucos dias antes, dando uma mãozinha de obra por lá no buraco abandonado para criar uma manchete de que as obras estavam a todo vapor. Dias atrás o prefeito João Dado reinaugurou o Horto Florestal com pompas, discursos e circunstâncias políticas (que deveria envergonhar a quase todos ali no palanque das autoridades), mas era só o velho Horto que conhecemos há quase 50 anos dado uma mão de cal, sem absolutamente nada de novo, bem longe daquelas promessas todas que ele, enquanto deputado federal junto ao seu antecessor na prefeitura, Marão Filho, prometeram para o lugar e para o povo de Votuporanga nos tempos em que às vacas eram gordas e rolavam.

          O problema é que toda esta inércia administrativa só tende a piorar para 2018. Além de ser um ano que será marcado pela continuidade da paralisia governamental em Brasília e em SP, aqui no terreiro, os que fizeram do João Dado o bode expiatório da continuidade deles, tendem a abandoná-lo nesta canoa furada, pulando novamente para o iate restrito deles, porque em 2020 querem um governo puro-sangue da Turma novamente e não querem nem resquício de parceria com um “mestiçado amestrado”. Ter essa Turma como aliado é sempre um risco iminente e como adversário, é certeza de muitas rasteiras, obstrução de caminhos e o uso do poder econômico pra empreender isso. Dinheiro, eles estão de carteiras cheias, posto que foram 16 anos carregando uma tantada pra dentro da guaiaca deles.

          O governo João Dado amarga um primeiro ano de mandato completamente sem identidade e com 9 meses de governo, já demonstrando estar à deriva. Não é o governo que agrega tudo e todos na elite e na manutenção dos seus benefícios anteriormente derramados por 16 anos ininterruptos, nem é o governo que o povo precisa para romper com este ciclo de 16 anos de péssimos gestores do dinheiro público. Necessitamos urgentemente deste guardião das prioridades dos nossos interesses.

          Mas, nós aqui não gostamos de falácias e sim tudo devidamente comprovado. Basta então dar uma olhadinha no Transparência para notarmos que o governo João Dado até aqui, de uma carteira de convênios de 2,93 milhões, com apenas pouco mais de 700 mil próprios deste governo atual, aportou de fato nos cofres públicos apenas R$ 471.300,00 e já estamos a 3 meses do final do ano. O máximo que poderá acontecer é receber o resto da carteira própria.

          No primeiro ano do governo Marão Filho em 2009, de uma carteira parecida, com 2, 3 milhões, quase toda própria do governo que se iniciava, aportou no cofre R$ 1.972.550,90.

Lógico que a gente sabe que o primeiro ano de um prefeito que não tem experiência administrativa é bem difícil de se captar recursos, pela inexperiência na condução da máquina e nas relações políticas. No segundo mandato iniciado em 2013, o então prefeito deixou a cama pronta para si e de uma carteira de 6,5 milhões, quase tudo já em finalização de liquidação, tendo de fato aportado nos cofres R$ 1.145.116,90, num ano em que já se sentia os efeitos da crise financeira e o início da paralisação governamental.

          Os convênios firmados são o reflexo do nível de investimentos do governo Federal, que esta redução já sinalizava a grave crise orçamentária que estávamos adentrando. Ao prefeito responsável, caberia a diminuição de despesas para conter este reverso orçamentário. Mas, como diminuir e racionalizar despesas num governo que precisa manter uma panelinha velha na máquina nova e ainda arrumar mais encosto para novas panelas???

          Como diziam alguns céticos num bordão desmoralizante no período eleitoral – É o governo do dado, e o que é dado poderá nos sair muito caro. Só estamos começando a pagar o preço!!!

 

 


 




Escrito por LAMPARINA às 14h20
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O LEMBRADOR DO ESTACIONAMENTO DO SHOPE

          O ex-prefeito Marão Filho, como já exaustivamente dito por aqui, apesar da sua megalomania e da sua recorrente mania de propagandear possibilidades e depois descobrir que não seriam possíveis - entrando assim para o cartel das suas promessas não realizadas -, era um gestor que, quando flagrado dentro de um curral de varas, não se fazia de rogado em sair de ré e buscar uma rápida saída de emergência.

          Foi assim quando ele foi lá em Barretos encontrar o Cabra do North e encher ele de promessa pra construir um shope aqui nos ventos. Na hora de cumprir a promessa de entregar o asfalto e demais serviços que comporiam a promessa de empreender o estacionamento do empreendimento, como incentivo do poder público ao empreendedor, descobriu que este projeto de incentivo de 1 milhão de reais precisava passar pelo crivo da Câmara. Ele achou que tendo 14 vereadores na sua base isso não seria dificuldade alguma e mandou o projeto pra ser votado.

          Acontece que mesmo tendo uma maioria assim tão absoluta, isso não faz um assunto tão imoral tornar-se moral, e ficamos roucos aqui de denunciar esse absurdo de o poder público presentear um empreendedor privado com 1 milhão de reais de dinheiro público, dinheiro de impostos do povo e que não será revertido em favor dele, mas em favor de um empreendimento privado. Incentivo se dá a título de isenção de impostos, facilidades burocráticas e etc. Pegar dinheiro público do caixa da viúva pra tocar obra de obrigação privada, é presente, presente que gestor público algum encontrará moralidade nisso em lugar nenhum do mundo. O prefeito Marão Filho hesitou algumas vezes em mandar votar o projeto, promovendo algumas manobras para tirar o foco negativo da matéria nas discussões que nós aqui do Blog do Lamparina iniciamos e difundimos, mas no dia 14/10/2013 o prefeito pisou firme no acelerador e “mandou” votar sua vontade no Poder Legislativo, ainda com a redação do projeto destituindo a necessidade futura do Executivo consultar o Legislativo para realizar incentivos descritos quando a empresa incentivada tiver previsão de gerar 500 empregos ou mais. Salvo engano do peso dos meus cabelos brancos, dos 14 nobres com obrigação de voto, apenas 2 votaram contrários ao imoral projeto 140/2013, os nobres Jura Silva do PT e Osmair Ferrari do próprio PSDB, partido do prefeito. Depois de tanta imoralidade, era o cumprimento legal da promessa do milhão oferecido como “dote” pelos munícipes de Votuporanga para selar o casamento do prefeito Marão Filho com o Cabra do North, uma união que mais adiante se frutificaria em muitas outras manobras, todas muito discutíveis sua legitimidade e moralidade, como a construção do Centro Administrativo, tendo sido contratado e com moeda de pagamento em bens públicos.

          O shope do Cabra tinha começado a ser construído em Maio de 2013, mais precisamente no dia 07/05, com programação de ser inaugurado exatamente 12 meses depois, para Maio de 2014, com um atraso ou outro, até começo de Agosto pra inauguração fazer parte das festividades da cidade.

          Já passamos de 3 anos de atraso na entrega da obra e ninguém de fato sabe quanto deste nosso milhão está lá enterrado nas obras do estacionamento do shope do Cabra, nem se, com tanto atraso e com o início de outra administração, esta nova cumprirá (acho que já pactuaram isso no apagar das luzes de 2016) com a entrega de todo o imoral presente ao empreendedor. É sabido por todos que, entre a terraplenagem que foi executada pelo maquinário municipal, o rebaixamento da marginal defronte o empreendimento e o que já foi gasto nas obras do estacionamento, já deve ter passado de milhão, mas ainda faltam alguns reparos finais com guias e sarjetas, e o asfalto.

          Com tanta coisa escondida debaixo dos tapetes abarrotados de ilegalidades e de imoralidades das últimas administrações, que descobriram que poderiam governar usando o caixa público como se deles fossem, bastava que elegessem a maioria absoluta no Poder Legislativo, logo, nem nós do Blog do Lamparina lembraremos que já tem enterrado quase um milhão de dinheiro público no esqueleto do shope do Cabra e vai faltar uma tantada ainda pra completar o presente milionário.

          Enquanto existir um caipira tonto pra salivar na palha e fechar o cigarro do malandro, este só molha o bico pro beijo!!!

 

 




Escrito por LAMPARINA às 01h36
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O RACHÃO DA CERVEJA

          O Prefeito João Dado foi num programa de rádio e engrossou a voz pra dizer que se o veto do Executivo na questão da venda de bebidas alcoólicas por food truck for derrubado, à administração ingressará na Justiça pela sua manutenção. Disse o prefeito que quem administra é o Executivo e não cabe esta função ao Legislativo.

          Elencou suas razões pela manutenção da proibição desse tipo de comércio em área pública, recorrendo à alguns exemplos em tese.

Em suma, João Dado afirmou que a vontade individual de um cidadão não pode fazer frente à de mais de 93 mil habitantes e se colocou em defesa do interesse público que esta vontade da maioria supostamente conclama.

          Segundo burburinhos que está correndo na Câmara, já existe um racha nas opiniões dos nobres edis e o assunto pode decretar a primeira grande crise dentro da base quase total do prefeito.

          Contando por alto, este blogueiro anotou pelo menos uns 5 votos que, teoricamente, engrossariam o coro para quebrar o veto do prefeito ao projeto. Lógico que, este movimento seria encabeçado pelo próprio líder de governo, o nobre edil Hery, o autor do projeto (o que seria uma situação política praticamente insustentável para o governo na manutenção da liderança, que segundo dizem, estaria com os dias contados, só até o final de 2017, mas pode terminar antes se isso prosperar), e certamente pelo também nobre Meidão, já que ele tenta aprovar um projeto para vender bebidas no estádio desde 2016 e não tem conseguido apoios a matéria. No dia 08/05/2017 o nobre Meidão encaminhou novamente outro projeto para legalizar a venda de bebidas alcoólicas no estádio, o projeto 63/2017, que ainda não foi posto para votação dos pares.

          Às alegações elencadas pelo prefeito João Dado para o veto são discutíveis, porém, indiscutível é que se este projeto for aprovado, abrir-se-á a porteira para que o projeto da venda de bebidas no estádio seja também posto pra andar e aprovado, pois esta é uma vontade da maioria do legislativo desde 2016, mas faltou-lhes coragem para endossar isso publicamente, acalentando os poucos que não conseguem ficar sem o álcool sequer para assistirem um evento esportivo, mas caindo no desgosto da grande maioria que veem isso como um absurdo e um risco desnecessário aos torcedores, que vão ao estádio para assistirem partidas de futebol e não para encherem a cara.

          Um veículo móvel (ou alguns, que seja, já que se abrir a porteira, certamente aparecerão outros) vendendo cervejas artesanais aqui e ali na cidade pode causar alguns constrangimentos à alguns setores sociais, mas os riscos são infinitamente mínimos. Porém, abrir possibilidade para que se legalize a venda de cervejas e bebidas alcoólicas no estádio municipal de futebol, um local de aglomeração de massa, sob a instabilidade de disputas futebolísticas, com público de idosos, mulheres e crianças, é uma loucura total que eu não queria ter minha assinatura e o meu histórico debaixo de uma bestialidade dessas.

          Como hoje a religião deixou os templos e habita na representativa publica das relações políticas, nunca é demais lembrar que o nobre Meidão, o incansável edil que busca esta liberação do álcool no estádio, professa a fé cristã sob o ideário evangélico, justamente o apoio convocado pelo prefeito João Dado para refutar a liberação do food truck cervejeiro: “Eu que frequento as igrejas evangélicas, eu tenho certeza que o povo evangélico não vai ser favorável à essa medida, porque a bebida, ela tira a pessoa da sua razão, do seu eixo, isso faz com que ela possa praticar atos contrários ao interesse público. Quantos de nós não sabemos que mesmo a pessoa alcoolizada numa festa atira num outro ou briga num bar, às vezes se matam, assim por motivos fúteis, porque por conta da bebida, que tirou a razão da pessoa” – disse o prefeito.

         

O rachão da cerveja está convocado e quem ganhar, leva uma espumosa bem gelada de brinde. Se o prefeito João Dado perder, ao menos ele é dono de umas peruas que fazem suas campanhas políticas, podendo adaptá-las para food truck cervejeiro e dominar o nicho cervejeiro na cidade até na próxima campanha, porque no poder Legislativo, mesmo fazendo 13 vereadores na sua base, parece que ele está perdendo totalmente o controle do domínio!!!

 


 




Escrito por LAMPARINA às 00h53
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O SOL NASCEU PARA TODOS

          Num vídeo publicado por um site da cidade na sexta-feira passada (e depois excluída a publicação), o secretário Mineiro da pasta do Esporte aparecia ladeado pelos nobres vereadores Meidão e Wartão para convidar a população para a inauguração de, segundo eles diziam no vídeo, uma “novidade” que seria inaugurada no sábado no Parque da Cultura. Segundo às falas deles no vídeo, esta novidade se tratava do trailer empreendido por uma licitação pública da prefeitura e que disponibilizaria o serviço de aluguel de bicicletas aos usuários do Parque.

          Não se sabe se por uma gafe tripla demonstrando o desconhecimento de que, desde Novembro de 2016, já existe este serviço disponível aos usuários do parque, serviço oferecido pela empresa “Aki tem bike”, ou se mera tentativa de menosprezar este comerciante já lá praticando esta atividade comercial, o vídeo foi postado com o intuito de dizer que seria a inauguração de uma novidade, o que não é verdade. É apenas mais uma empresa, esta que atendeu aos requisitos da licitação e se instalou na área pública, ocupando um espaço público de 30 m2 de área.

          Para informar e não deformar seus 7 ou 8 leitores, o Blog do Lamparina disponibiliza agora os termos principais desta licitação pública: A permissionária foi a empresa Votuciclo Comércio de Bicicletas e Peças Ltda. – EPP, que ocupará o espaço público de 30 m2, por um período de 60 meses, pagando 92,95 UFMs (ao preço total do dia seria R$ 327,45) por mês, perfazendo um total de R$ 19.747,00 ao final dos 60 meses. Esses valores serão corrigidos de acordo com a Unidade Fiscal do Município (UFM).

          Portanto, fica aqui o relato de que a informação disponibilizada pelos 3 agentes públicos não é verdadeira, já existe no Parque da Cultura uma empresa trabalhando no sistema de aluguel de bicicletas. Soma-se a ela esta concessionária do espaço público inaugurada no sábado, o que é muito bom para os usuários que podem ter disponível um serviço com concorrência no mercado e assim praticar a escolha do que lhe melhor servir com preço, qualidade, atendimento e tudo mais.

          O sol nasceu para todos e assim deveria ter seus raios refletidos nas muitas direções. Quem tenta ofuscar o sol, geralmente se queima na tentativa!!!



Escrito por LAMPARINA às 17h53
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CACHIMBO MELADO

          Domingo é um dia bem tranquilo para se falar em amenidades...

          Acho que eu já disse isso, mas nunca é demais falar. 
          Sou de uma família de imigrantes europeus, que imigraram da Espanha fugindo da fome, das pestes e das guerras do início do século XX. Como quase a maioria daquela época, iletrados. Meus bisavós e avós paternos venderam o pouco que possuíam lá e imigraram para o Brasil na tentativa de viverem em paz, e com sorte, prosperidade, longe do caos que assolava o continente europeu. Aqui chegando e com o pouco de recursos que trouxeram, compraram algumas terras baratas do então mundo novo no Sertão da Noroeste paulista e se estabeleceram na cultura do café, o que tinha de mais possível e rentável à época. Primeiro em Potirendaba, depois em Tanabi e por último para a então Vila da Prata (Simonsen), haja vista que Votuporanga ainda não tinha sido fundada quando meu avô paterno comprou uma propriedade no córrego da Piedade, uma região então fria, como recomendação médica da cura de uma bronquite asmática da minha avó. Minha avô era analfabeta de tudo, como a maioria das mulheres da época e meu avô mal assinava o nome. Criaram 9 filhos, sendo 5 homens e 4 mulheres.

          Da parte da minha mãe foi mais difícil ainda, posto que meus bisavós e avós maternos só trouxeram da Espanha o sonho de uma vida melhor, tendo meu avô e família trabalhado como meeiros de café até conseguirem comprar uma propriedade aqui na Boa Vista dos Andradas. Meus avós maternos já eram mais evoluídos um pouco e sabiam ler com dificuldade e escrever o nome, isso conquistado pelo perseverar da convicção religiosa, o que acabou sendo uma imposição para o aprendizado das leituras bíblicas. Foram pioneiros aqui na fundação do Templo da então seita das Testemunhas de Jeová. Como a família da minha mãe era composta por 7 mulheres e 3 homens, formavam uma família mais socialmente equilibrada e desenvolvida, sem os ranços do machismo dominante nas grandes famílias de mais homens do que mulheres. Também ajudava o fato de que meu avô era ativo na religião e viajava com a família para Congressos e Assembleias, o que acabava abrindo possibilidades para o desenvolvimento maior do conhecimento, das relações sociais e uma pequena abertura aos conceitos evolutivos.

          Na família do meu pai o único verbo que se conjugava era o trabalhar. Foi o que aprenderam e o que repassaram aos filhos. Entre meu pai e os oito irmãos, somente dois dos mais novos realmente tiveram possibilidades de estudar um pouco, posto que em idade escolar já moravam aqui em Votuporanga. O resto dos 7, sabiam malemá ler e escrever porque meu avô contratou um professor pra ensinar este mínimo. Do resto era só carpir café, colher café, abanar café, secar café, ensacar café e guardá-lo na tulha, porque naquele tempo tinha mais café no bule quem tivesse mais café na tulha.

Porém, tanto do lado da família do meu pai quanto da minha mãe (um pouquinho mais evoluída), fui criado no seio de duas famílias europeias, racistas, preconceituosas e ignorantes, como a grande maioria das pessoas daquela época.

          Acho que com o conhecimento, a evolução dos tempos e o autoconhecimento, conseguimos (pelo menos a maioria dos da minha geração da família) ultrapassar às fronteiras desse ranço do racismo e do preconceito, tendo nos tornado pessoas um pouco mais evoluídas. Tenho profundo orgulho da história de vida dos meus avós, mas tenho consciência de que eles eram o reflexo dos da sua época, ignorantes, racistas e preconceituosos.

          Acho que consegui evoluir um pouco e passar conceitos de evolução ao meu filho, mesmo com a chegada desses tempos tão tenebrosos que estamos atravessando agora, com a cadela do fascismo em cio permanente e com o “cachimbo” melado, como dizia o meu avô pra se referir às suas éguas, porcas e vacas no cio.

          Eu reconheço a dívida que a Pátria tem para com os nossos irmãos negros e índios. Também reconheço às diferenças e escolhas individuais das pessoas, não estando eu nem aí para a preferência sexual dos meus semelhantes. Se eu ver dois homens ou duas mulheres se beijando na rua, não faço disso um espetáculo, nem drama e nem tragédia, só sigo o meu caminho. Não me atingem, não me afetam e fico feliz que tenham se encontrado, mesmo nas diferenças ou nas igualdades. Talvez a minha postura seja assim porque saí daqui da capital da caipirice cedo e fui viver no mundo e saber coisas, ver coisas e conhecer coisas, que aqui existem modelos também, mas estão devidamente enroladas num manto de hipocrisia permanente.

          Algum tempo atrás eu acreditava que às pessoas deveriam ser verdadeiras e declararem publicamente aquilo que são, seja lá o que for que tiverem de diferente ou de igual. Como não sou um produto acabado e estou sempre apto às mudanças, hoje entendo que não é da minha conta e que sejam lá o que são ou o que quiserem ser, declarado ou não, nada tenho com isso. Acho que já é mais um pequeno passo na minha evolução pessoal que precisa ser acelerada, tendo em vista que já tô entrado no último terço e preciso melhorar muito ainda nesta jornada evolutiva.

          Esses dias alguém me marcou numa publicação de um vereador que, depois de compartilhar uma postagem dessas de fake news do absurdo e enchê-la de enunciado carregado de ódio, preconceito, ignorância e total desconhecimento de causa, quando combatido, correu excluir a postagem (não fui eu quem o combateu, pois sou ferreiro velho e não costumo perder tempo em bater em ferro frio). Fico triste, não pelo fato de ser um político em exercício de mandato, e portanto, que deveria representar com mais dignidade aqueles que pensam como ele para não os incluírem no ridículo e na boçalidade dos seus atos. Fico triste por ele ser um jovem... Um jovem com a cabeça mais torta, ignorante e preconceituosa do que os meus avós nascidos no século XIX, juntos. Fico com pena também porque ele tem um filhinho e tenho temor pela mente tortuosa que poderá sair de uma criança educada nesses princípios em pleno século XXI.

          Meus avós tinham motivo para serem assim, eram o reflexo dos tempos e da sociedade da época. Que motivos pode ter um cidadão médio esclarecido, com acesso irrestrito ao conhecimento e à evolução, mas que mesmo assim enfia a cabeça no buraco e despacha de lá feito avestruz?!?!?!

          Quanto mais tempo se demora para se enxergar em inércia e se colocar em estado de evolução, mais difícil será de se atingir os patamares mínimos do processo!!!



Escrito por LAMPARINA às 11h39
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O LEMBRADOR

          Eu já disse, repito e comprovo com uma ruma de arquivos de imagens e links de jornais, que o ex-prefeito Marão Filho foi o político que mais mentiu ao povo de Votuporanga em todos os tempos. Consequentemente o que mais prometeu e não cumpriu, noticiou possibilidades como fatos, mas que a grande maioria nunca se concretizaram.

          Seus dois mandatos foram uma sequência inacreditável de barbeiragens efetivadas pelo domínio total da política e dos poderes que deveriam lhe fazer frente. A sequência se inicia com a venda do velho estádio, legitimado em leilão público, cujo interesse de fato seria de 4 ou 5 que realmente teriam em conta corrente os 3,4 milhões necessários, sendo esses 4 ou 5 possíveis, membros do grupo político do então prefeito. Ou seja, legalmente se oportunizaria armas para todos, mas quem de fato tinha a bala eram poucos e de um mesmo grupo. A manobra ficou muito pior ainda quando a promessa do novo estádio com complexo esportivo não se concretizou e o então prefeito teve que empreender um estádio com metade das dimensões prometidas, inacabado e com recursos do caixa da viúva municipal, já que o convênio federal não se vislumbrou de fato. O resultado é o estádio novo pelas metades e o tal complexo esportivo é só um buraco inacabado na frente do estádio.

          Se vender o patrimônio público pela metade do que valia foi tão fácil, comprar pagando duas vezes o que valia não deveria ser tão difícil. Isso foi concretizado naquela aquisição do prédio de 2 mil e poucos m2 (menos de 10% da área total do estádio que era de 22.500 m2), num cantinho da Av. A. A. Paes (com terreno descaído e um prédio velho em cima de difícil adaptação), emergencialmente comprado para abrigar uma creche, isso por 1,75 milhão. Assim como vender por leilão público, comprar por oferta pública foi ainda mais fácil e tudo legalizadíssimo. O Estado procura, tem oferta, os avaliadores avaliam, o Estado preenche o cheque. Se fosse vender por este preço ao mercado privado, estaria com placa de vende-se lá até hoje, pois este tipo de negócio só se realiza sob critérios de vacas mortas.

          Entremeando um governo e às promessas requentadas e não cumpridas do segundo, o final foi melancólico e não menos dramático e inacreditável. Depois de já ter vendido e comprado sob a bandeira legítima da oferta pública, o ex- prefeito inaugurou um novo formato de negócio público, o da obra feita com pagamento especificado em patrimônio público. Assim se concretizou a contratação da empresa do Cabra do North para a construção do novo Paço Municipal, que assim que começado, seria finalizado no prazo de 8 meses. Lógico que ninguém questionou o fato de que uma obra ser paga em patrimônio público, poderia ser um modelo de direcionamento de licitação para um único pretendente interessado e que, talvez, já estivesse tudo combinado ao aceitar tal condição. Também, quem questionaria isso, se o então prefeito governava a cidade com tudo dentro (como diria o Jucá, tem que pôr o Michel, com o Congresso, com o Judiciário, com tudo)

          Bom, é do conhecimento público que o político Marão Filho foi parido de um embuste administrativo gestado na provedoria da Santa Casa, que depois dos seus também dois mandatos apareceu por lá em final de 2011 uma dívida de 25 milhões (mais de 60% do patrimônio total da santinha) do dia pra noite, muito desta dívida acumulada por juros contraídos em empréstimos no mercado de crédito, na tentativa de escondê-la da população, e neste meio de tempo aparecer um salvador da pátria. Não apareceu, à dívida se acumulou e teve que ser posta pra fora do tapete que a escondia.

          Mas, de todas os embustes políticos capitaneados pelo ex-prefeito Marão Filho, eu dele, não teria tido a coragem e a audácia de ter ido na reinauguração do Horto Florestal no domingo passado. É que foi exatamente nos 8 anos do governo Marão Filho que mais se prometeu projetos para aquela região e nenhum se concretizou ou esteve perto de. Muitos antes dele prometeram benfeitorias para o Horto e represa, mas o governo Marão Filho é bem simbólico nesses dois aspectos, posto que prometeu desassoreamento da represa nos dois mandatos e o que fez foi legalizar seu loteamento (da família) até no limite máximo possível num dos lados da represa, ajudando ainda mais no seu assoreamento. Prometeu um grande projeto turístico, ambiental e esportivo para o Horto, que teve muitos nomes, sendo o último anunciado como Parque da Represa Marinheirinho, mas terminou seus dois mandatos com o nosso velho Horto Florestal fechado e abandonado. Foi de muita coragem do prefeito Marão Filho ter ido naquele evento. Sorte dele não estarmos em uma nação dessas em que as pessoas vestem aqueles coletes explosivos.

          Eu sei que é chato ser o “lembrador” e ficar lembrando desse monte de coisas que eles querem te fazer esquecer, mas é que tô ouvindo burburinhos de que talvez o ex-prefeito Marão Filho seja o candidato como nosso representante à Câmara Alta em 2018 (isso se tiver eleição em 2018, já que com o golpe, perdemos o status de nação democrática), então, faz parte do meu trabalho te acordar. Errar uma vez é humano, duas é burrice e três é uma nomenclatura que prefiro ver concretizada para daí então construir um verbete ao dito popular. É bom que todo mundo se lembre que quando eles querem, tudo FOI PAPAI QUE FEZ.

          Tenho que reconhecer que o ex-prefeito Marão Filho é um homem que quase nunca cumpre o que promete, mas tem muita coragem. Eu dele teria feito como o Romário, e no dia da reinauguração do Horto teria desligado o celular e espamparado pelos 4 ventos que eu estava com diarreia crônica, sem a mínima possibilidade de comparecer ao evento. Ao invés disso ele foi e ainda teve que aguentar o ex-prefeito Carlão (foi crueldade extrema, pura vingança de político que odeia o outro e sente prazer em colocá-lo em situações constrangedoras) citando ele como o maior prefeito de Votuporanga de todos os tempos.

          Vai ser cruel assim lá no Horto Florestal, que depois de duzentas promessas de um reino de faraonices, acabou sendo reinaugurado com a mesma estrutura que eu conheço ter há quase 50 anos, pois eu era criança e o nosso Horto já era exatamente como é hoje, mas ficava aberto ao desfrute da comunidade!!!

 



Escrito por LAMPARINA às 16h18
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100% I-DI-O-TA

          Na sessão legislativa última houve dois pronunciamentos que se contrapuseram em relação ao aumento anunciado da tarifa da zona azul de R$ 2,00 para R$ 2,50.

          O nobre Meidão, do alto da sua vasta experiência legislativa de 10 mandatos, foi para a tribuna e disse o que o povo queria ouvir, que este aumento é meter a mão no bolso do trabalhador (quando lhe convém, ele sabe ouvir e representar a voz do povo). Defendeu a cobrança fracionada e disse que brigará por esta causa. (assino debaixo da cobrança fracionada, é o que há de mais justo para a matéria)

          Já o nobre Antonio Carlos Francisco, engatinhando ainda na seara legislativa, fez o que faria um amadorzão da política, falou com o coração e sem uma única dose de razão. Se posicionou favorável ao aumento e se embasou num delírio aos de senso comum, dizendo que os benefícios trazidos pelo Centro Social justificariam este aumento. Falou dos 70 empregos mantidos na função e dos 400 jovens assistidos na entidade. De fato seria uma boa justificativa, mas...      

          Lá na Dinamarca, com um estado de bem estar social consolidado, com o mais alto nível de igualdade de riquezas do mundo, certamente trabalhador algum se importaria com um aumento desses, ainda mais com esta carga social agregada. Lá na Dinamarca certamente não há uma entidade sobrevivendo da sobrecarga tarifária do trabalhador para manter seus trabalhos sociais, haja vista que lá o Estado se faz presente para cumprir com seu papel de atribuição. Aqui, tristemente, se confunde filantropia e trabalho social, com aumento abusivo de uma tarifa que será paga por todos, num momento em que o país atravessa este estado de caos econômico, já refletindo em tudo em nossas vidas e decretando o estado social caótico que estamos adentrando. Os índices de desemprego, o aumento da criminalidade e de dependência social não me deixam mentir.

          É da atribuição do Estado, em todos os seus níveis, a obrigação de repassar recursos aos que desenvolvem e prestam um bom trabalho social, como é o Caso do Centro Social de Votuporanga. O cidadão, já pagador de uma das maiores cargas tributárias do planeta, sob o consumo, sem ter meios de sonegar um puto sequer, não pode aceitar o ultraje de ter uma tarifa aumentada 25% numa pedrada só, nem pela desculpa-muleta do ganho social agregado.

          No Colóquio realizado pelo Instituo Cirineu da Paróquia São Bom Jesus, no período eleitoral, o então candidato a prefeito João Dado garantiu aos representantes das entidades que se faziam presentes lá na Câmara naquela noite (inclusive os digníssimos representantes do CSV), que os repasses às entidades seriam aumentados em 100% no ano de 2017. Certamente com repasses aumentados em 100%, não será os 25% de aumento em cima da tarifa do estacionamento rotativo, arrancado do couro do trabalhador, que trará mais eficiência aos trabalhos desenvolvidos pela entidade. Dando uma olhadinha por cima, em 2016, foram mais de 615 mil em pagamentos ao Centro Social. Não tive tempo e nem saco para abrir todos os empenhos (são 6 páginas), mas tudo indica que 70% desse valor é repasse de convênios e de subvenção social. O resto é pagamento de salários dos contratados da prefeitura junto à entidade. Então, se a subvenção aumentará 100% em 2017 como garantiu o então candidato e agora prefeito eleito, o valor só da subvenção deve passar de 800 mil agora em 2017.

          Portanto, diante desta explicação meio óbvia de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, que fique bem claro que, pagamento de uma tarifa para utilização do estacionamento rotativo é uma coisa e manutenção dos bons trabalhos sociais desenvolvidos pela entidade é outra coisa, e os responsáveis legais também são outros. Quem paga a tarifa do estacionamento rotativo é o povo, o usuário, que paga também todos os impostos da imensa carga tributária que nos é imposta. Quem tem obrigação de amparar e desenvolver trabalhos sociais é o Estado, repassando subvenções ao terceiro setor. Se o Estado não cumpre também com esta função a contento, não se pode sacrificar ainda mais o cidadão, que já tem sofrido com um monte de outras funções que o Estado também não cumpre (ou cumpre pelas metades), como Saúde, Educação, Segurança e etc.

          Nesta, assino debaixo da fala do nobre Meidão e faço adendo – É meter a mão no bolso do trabalhador sim, e mais, é chamá-lo de idiota com todas as letras, separando sílabas para se evidenciar com mais ênfase: I – DI – O – TA!!!

 


 

 


 




Escrito por LAMPARINA às 11h35
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OPERAÇÃO RONDÔNIA

          Como divulgado aqui em matéria jornalística investigativa exclusiva pelo Blog do Lamparina, divulgamos 19 passagens aéreas com destino à Porto Velho encontradas no período de 11/2009 à 10/2012 nas despesas da cota parlamentar do nosso ex-deputado João Dado.         Como ele é deputado por SP, é uma quantidade de passagens que não conseguimos efetivamente encontrar vínculo com o mandato parlamentar. É sabido que existem restrições nas restituições de despesas dos gastos referentes à participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres. Portanto, fica distante a possibilidade de que estas viagens todas sejam para esta finalidade.

          Seguindo a lógica da investigação fomos além e procuramos saber se além das passagens, quanto mais teria sido pago com as despesas reembolsáveis nos dias destas viagens à Porto Velho. Sim, porque o parlamentar em viagem não consome só o bilhete aéreo, mas transporte local para locomover-se (táxi ou aluguel de carro), hospedagem e alimentação. Para nossa surpresa, não houve lançamento de nenhuma despesa além da emissão dos bilhetes aéreos. Sendo assim, muito provavelmente o então deputado deve ter ido a Porto Velho-RO, resolvido tudo que foi lá resolver ali mesmo no aeroporto, tomou o avião de volta e voltou, se alimentando só com o serviço de bordo.

           No caminho dessas buscas nos deparamos com algumas despesas que mereceriam explicações mais detalhas. Uma delas é a emissão de duas notas fiscais no mesmo dia (02/11/2009) com pagamentos no valor total de R$ 900,00 referente hospedagens num hotel da base do então deputado, Votuporanga, sendo o referido hotel o Votuporanga Palace. Como o deputado tem moradia na cidade, poderia alegar ser despesas de algum assessor de Brasília que veio aqui a serviço, já que às regras de uso da cota parlamentar prevê este tipo de reembolso, mas como não tem nenhum tipo de despesa outra que justifique essa despesa, permanece no campo da dúvida o motivo que teria levado o então deputado a sacramentar 900 conto da cota com despesas de hospedagem na cidade sede da sua base política. Requisitar essas informações complementares seria uma tarefa mais difícil, mas como o hotel em questão pertence à família do atual vereador Hery Kattwinkel, cidadão que também preza à transparência, talvez ele consiga revirar os arquivos da emissão das notas fiscais do negócio da família e nos dar uma luz sobre esta despesa.

          Outra dúvida encontrada também se refere aos lançamentos das despesas do dia 08/07/2011, onde existe a emissão de um bilhete de viagem dizendo que o então deputado fez voo Congonhas / Brasília, porém tem dois lançamentos no mesmo dia reembolsando uso de serviço de táxi e alimentação em Manaus-AM. Muitas possibilidades podem ter ocorrido, desde uma viagem rápida de Brasília à Manaus de carona num dos jatinhos de propriedade dos tantos amigos milionárias do Congresso (os 300 amigos) ou em avião da FAB, já que não tem bilhete de passagem emitido com destino à Manaus, nem para o deputado e nem para assessores, o que justificaria a despesa, teoricamente.

          Quem sabe o próprio ex-parlamentar dê uma revirada em sua agenda e nos explique essas ocorrências um tanto, digamos, estranhas ao cidadão comum, que é quem paga por tudo isso!!!

 

 




Escrito por LAMPARINA às 11h56
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RODADO EM PORTO VÉIO

 

          Que o nosso ex-deputado João Dado é um dos 72 indiciados pelo MPF no episódio que ficou conhecido como a Farra das Passagens, é do conhecimento geral da nação. Então eu resolvi dar uma espiadinha nessas passagens e ver se tinha alguma coisa diferente do habitual. É uma pesquisa difícil, complexa, demanda muito tempo pra abrir bilhete por bilhete pra verificar o trecho do destino, mas como ganho bem pra isso, não esmoreci diante da dificuldade e depois de muitos dias pegando um pouquinho por dia, apresento-vos agora o resultado do trampo árduo.

          O Transparência da Câmara só apresenta documentos disponíveis de 04/2009 em diante. Então o resultado só reflete a partir daí.

          Eu sempre pensei que o ex-deputado João Dado fosse deputado por SP, pela nossa região noroeste, mas exatamente no dia 12/11/2009 começou sua saga de viagens constantes para Porto Velho-RO, que seguiu com mais 3 viagens em 2010, 7 viagens em 2011 e 8 viagens em 2012, totalizando assim 19 viagens para Porto Velho, sendo 10 idas e 9 vindas. Depois em 2013 e 2014 à representação política Porto-Velhence parece que cessou misteriosamente e não houveram mais viagens para este destino. Se alguém que tiver proximidade com o ex-deputado souber explicar o motivo do rompimento desta representação, que nos explique. Bom, certamente ele terá que explicar para o MPF o que tanto fazia em Porto Velho. Mas, já deve ter uma boa explicação engatilhada na “guia”.

          Mais engraçado do que essas idas e vindas constantes à Porto Velho é o fato de que no dia 23/05/2011 o assessor parlamentar Cesar Fernando Camargo embarcou também num voo Brasília / Porto Velho com passagem arcada pela cota parlamentar do então deputado João Dado, mas não tem embarque de volta descrito.

          Espero que o ex-deputado João Dado não tenha deixado o Cesinha pro trecho “rodado”, tendo que voltar no busão da Eucatur. De Porto Velho até Votuporanga de busão é um pecado que ninguém merece pagar assim tudo de uma vez só.

          O ex-deputado João Dado dizia que gastava muito em combustível (num único posto da cidade) e pouco em passagens aéreas porque a maioria das vezes ele ia pra Brasília de carro, o que é um fato verificado. O problema é que depois de Brasília ele embarcava num avião pra Porto Velho!!!



Escrito por LAMPARINA às 11h52
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VIDA LONGA AOS MENTIROSOS

          Assistindo agora alguns vídeos da reinauguração do nosso Horto Florestal. Que bom que depois de muitos anos o nosso Horto tenha a possibilidade de voltar a ser uma maravilha de Votuporanga.

          Eu tenho uma ligação de proximidade muito grande com o Horto porque meus tios Carmen Motos e Mário Sakuma foram caseiros de lá por muitos anos. Então passei toda a minha criancice e adolescência lá. Às muitas nascentes que corriam na área do parque, os peixinhos que capturávamos nos regos d’água pra levarmos pra casa, eu, meus irmãos e primos. O futebol e as brincadeiras de bola jogados entre as imponentes árvores de eucalipto. A pescaria escondida dos guardas que patrulhavam a margem da represa, que era e é proibida para a pesca. A horta municipal plantada e cuidada com a paciência que meu tio japonês tinha para com as verduras e a certeza de se chegar lá, apanhar um rabanete, um pepino, um tomate e naquela base do se não mata engorda, só dar aquela lustrada “desbactericida” na camisa e comer sem nem precisar lavar.

          Minha maior lembrança do lugar foi a grande festa do casamento do meu tio Francisco Motos (no galpão principal do horto), por muitos anos PM aqui, coordenador do Centro Social. Eu agora não me lembro o ano precisamente, mas imagino que tenha sido entre 74, 75 ou 76. Como nos casamentos das grandes famílias daquela época, meu avô Leandro Motos (que ninguém o conhecia pelo nome, mas pelo apelido de Zé Maria. Eu mesmo só fui saber que ele se chamava Leandro pouco antes de morrer) deu um festão para o casamento do seu filho caçula; churrascada de dia inteiro, muita cerveja até que os convidados aguentassem tomar, muito refrigerante para às mulheres e crianças, o tradicional pão com carne moída, mandioca cozida, o molhinho de tomate com pimenta e batatas curtidas no vidro. Ao final de um dia inteiro de festa e do baile da noitinha, caiu um toró d´ água e ninguém conseguia ir embora, porque tinha aquela subidinha logo que passava a lagoa e no barro vermelho os carros não conseguiam subir. Nós passamos a noite improvisados pra todo lado na casa dos meus tios. Muitos convidados não se atreveram em enfrentar a tempestade e também passaram a noite no galpão de festas. Fomos embora no outro dia quando o sol saiu e secou a estrada.

          Quando agora assistindo a solenidade de reinauguração do Horto, vendo e escutando às “autoridades” discursarem, me deu a impressão de que, no discurso, estariam entregando alguma obra nova e grandiosa para os munícipes de Votuporanga. Ledo engano dos senhores e senhoras autoridades. Só estão entregando de volta ao povo de Votuporanga um patrimônio que sempre foi nosso e que vocês, exatamente um pouco de todos vocês que estão no piso alto da autoridade, permitiram abandonar, desleixaram no zelo e nos cuidados.

          Muitos dos senhores autoridades que vejo no vídeo deveriam é se envergonhar (nem preciso citar nomes), pois além de negligenciarem o que já tínhamos como realidade, à já constituída estrutura existente no Horto, venderam a ilusão pública da implantação de projetos megalomaníacos que seriam empreendidos na área do velho Horto e da represa de capitação d’água.

          Um era deputado e prometeu a verba vinda de Brasília, o outro era prefeito e propagandeou a promessa como fato concreto e já pronto para ser posto em prática (lógico, era ano eleitoral e fez parte do pôpurri de promessas não cumpridas do primeiro mandato, mas renovada para o segundo), inclusive pagando para fazer um projeto milionário que nunca saiu da gaveta.

          Bom, já que nunca entregaram o que prometeram, ao menos nos entregaram o nosso velho Horto (exatamente com a mesma estrutura que sempre teve desde a primeira inauguração) de volta.

          Vida longa aos enganadores e mentirosos para que possam ter mais tempo de disseminar promessas e mentiras novas, assim o povo esquece às velhas e não cumpridas. Povo gosta exatamente de quem tem na mentira uma fonte inesgotável de cordas para amarrar-lhes os pés!!!

 




Escrito por LAMPARINA às 13h46
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