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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Zulu, Azerbaijani, Tabacaria, Animais, fazer a cobra fumar
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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


O LEMBRADOR

          Eu já disse, repito e comprovo com uma ruma de arquivos de imagens e links de jornais, que o ex-prefeito Marão Filho foi o político que mais mentiu ao povo de Votuporanga em todos os tempos. Consequentemente o que mais prometeu e não cumpriu, noticiou possibilidades como fatos, mas que a grande maioria nunca se concretizaram.

          Seus dois mandatos foram uma sequência inacreditável de barbeiragens efetivadas pelo domínio total da política e dos poderes que deveriam lhe fazer frente. A sequência se inicia com a venda do velho estádio, legitimado em leilão público, cujo interesse de fato seria de 4 ou 5 que realmente teriam em conta corrente os 3,4 milhões necessários, sendo esses 4 ou 5 possíveis, membros do grupo político do então prefeito. Ou seja, legalmente se oportunizaria armas para todos, mas quem de fato tinha a bala eram poucos e de um mesmo grupo. A manobra ficou muito pior ainda quando a promessa do novo estádio com complexo esportivo não se concretizou e o então prefeito teve que empreender um estádio com metade das dimensões prometidas, inacabado e com recursos do caixa da viúva municipal, já que o convênio federal não se vislumbrou de fato. O resultado é o estádio novo pelas metades e o tal complexo esportivo é só um buraco inacabado na frente do estádio.

          Se vender o patrimônio público pela metade do que valia foi tão fácil, comprar pagando duas vezes o que valia não deveria ser tão difícil. Isso foi concretizado naquela aquisição do prédio de 2 mil e poucos m2 (menos de 10% da área total do estádio que era de 22.500 m2), num cantinho da Av. A. A. Paes (com terreno descaído e um prédio velho em cima de difícil adaptação), emergencialmente comprado para abrigar uma creche, isso por 1,75 milhão. Assim como vender por leilão público, comprar por oferta pública foi ainda mais fácil e tudo legalizadíssimo. O Estado procura, tem oferta, os avaliadores avaliam, o Estado preenche o cheque. Se fosse vender por este preço ao mercado privado, estaria com placa de vende-se lá até hoje, pois este tipo de negócio só se realiza sob critérios de vacas mortas.

          Entremeando um governo e às promessas requentadas e não cumpridas do segundo, o final foi melancólico e não menos dramático e inacreditável. Depois de já ter vendido e comprado sob a bandeira legítima da oferta pública, o ex- prefeito inaugurou um novo formato de negócio público, o da obra feita com pagamento especificado em patrimônio público. Assim se concretizou a contratação da empresa do Cabra do North para a construção do novo Paço Municipal, que assim que começado, seria finalizado no prazo de 8 meses. Lógico que ninguém questionou o fato de que uma obra ser paga em patrimônio público, poderia ser um modelo de direcionamento de licitação para um único pretendente interessado e que, talvez, já estivesse tudo combinado ao aceitar tal condição. Também, quem questionaria isso, se o então prefeito governava a cidade com tudo dentro (como diria o Jucá, tem que pôr o Michel, com o Congresso, com o Judiciário, com tudo)

          Bom, é do conhecimento público que o político Marão Filho foi parido de um embuste administrativo gestado na provedoria da Santa Casa, que depois dos seus também dois mandatos apareceu por lá em final de 2011 uma dívida de 25 milhões (mais de 60% do patrimônio total da santinha) do dia pra noite, muito desta dívida acumulada por juros contraídos em empréstimos no mercado de crédito, na tentativa de escondê-la da população, e neste meio de tempo aparecer um salvador da pátria. Não apareceu, à dívida se acumulou e teve que ser posta pra fora do tapete que a escondia.

          Mas, de todas os embustes políticos capitaneados pelo ex-prefeito Marão Filho, eu dele, não teria tido a coragem e a audácia de ter ido na reinauguração do Horto Florestal no domingo passado. É que foi exatamente nos 8 anos do governo Marão Filho que mais se prometeu projetos para aquela região e nenhum se concretizou ou esteve perto de. Muitos antes dele prometeram benfeitorias para o Horto e represa, mas o governo Marão Filho é bem simbólico nesses dois aspectos, posto que prometeu desassoreamento da represa nos dois mandatos e o que fez foi legalizar seu loteamento (da família) até no limite máximo possível num dos lados da represa, ajudando ainda mais no seu assoreamento. Prometeu um grande projeto turístico, ambiental e esportivo para o Horto, que teve muitos nomes, sendo o último anunciado como Parque da Represa Marinheirinho, mas terminou seus dois mandatos com o nosso velho Horto Florestal fechado e abandonado. Foi de muita coragem do prefeito Marão Filho ter ido naquele evento. Sorte dele não estarmos em uma nação dessas em que as pessoas vestem aqueles coletes explosivos.

          Eu sei que é chato ser o “lembrador” e ficar lembrando desse monte de coisas que eles querem te fazer esquecer, mas é que tô ouvindo burburinhos de que talvez o ex-prefeito Marão Filho seja o candidato como nosso representante à Câmara Alta em 2018 (isso se tiver eleição em 2018, já que com o golpe, perdemos o status de nação democrática), então, faz parte do meu trabalho te acordar. Errar uma vez é humano, duas é burrice e três é uma nomenclatura que prefiro ver concretizada para daí então construir um verbete ao dito popular. É bom que todo mundo se lembre que quando eles querem, tudo FOI PAPAI QUE FEZ.

          Tenho que reconhecer que o ex-prefeito Marão Filho é um homem que quase nunca cumpre o que promete, mas tem muita coragem. Eu dele teria feito como o Romário, e no dia da reinauguração do Horto teria desligado o celular e espamparado pelos 4 ventos que eu estava com diarreia crônica, sem a mínima possibilidade de comparecer ao evento. Ao invés disso ele foi e ainda teve que aguentar o ex-prefeito Carlão (foi crueldade extrema, pura vingança de político que odeia o outro e sente prazer em colocá-lo em situações constrangedoras) citando ele como o maior prefeito de Votuporanga de todos os tempos.

          Vai ser cruel assim lá no Horto Florestal, que depois de duzentas promessas de um reino de faraonices, acabou sendo reinaugurado com a mesma estrutura que eu conheço ter há quase 50 anos, pois eu era criança e o nosso Horto já era exatamente como é hoje, mas ficava aberto ao desfrute da comunidade!!!

 



Escrito por LAMPARINA às 16h18
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100% I-DI-O-TA

          Na sessão legislativa última houve dois pronunciamentos que se contrapuseram em relação ao aumento anunciado da tarifa da zona azul de R$ 2,00 para R$ 2,50.

          O nobre Meidão, do alto da sua vasta experiência legislativa de 10 mandatos, foi para a tribuna e disse o que o povo queria ouvir, que este aumento é meter a mão no bolso do trabalhador (quando lhe convém, ele sabe ouvir e representar a voz do povo). Defendeu a cobrança fracionada e disse que brigará por esta causa. (assino debaixo da cobrança fracionada, é o que há de mais justo para a matéria)

          Já o nobre Antonio Carlos Francisco, engatinhando ainda na seara legislativa, fez o que faria um amadorzão da política, falou com o coração e sem uma única dose de razão. Se posicionou favorável ao aumento e se embasou num delírio aos de senso comum, dizendo que os benefícios trazidos pelo Centro Social justificariam este aumento. Falou dos 70 empregos mantidos na função e dos 400 jovens assistidos na entidade. De fato seria uma boa justificativa, mas...      

          Lá na Dinamarca, com um estado de bem estar social consolidado, com o mais alto nível de igualdade de riquezas do mundo, certamente trabalhador algum se importaria com um aumento desses, ainda mais com esta carga social agregada. Lá na Dinamarca certamente não há uma entidade sobrevivendo da sobrecarga tarifária do trabalhador para manter seus trabalhos sociais, haja vista que lá o Estado se faz presente para cumprir com seu papel de atribuição. Aqui, tristemente, se confunde filantropia e trabalho social, com aumento abusivo de uma tarifa que será paga por todos, num momento em que o país atravessa este estado de caos econômico, já refletindo em tudo em nossas vidas e decretando o estado social caótico que estamos adentrando. Os índices de desemprego, o aumento da criminalidade e de dependência social não me deixam mentir.

          É da atribuição do Estado, em todos os seus níveis, a obrigação de repassar recursos aos que desenvolvem e prestam um bom trabalho social, como é o Caso do Centro Social de Votuporanga. O cidadão, já pagador de uma das maiores cargas tributárias do planeta, sob o consumo, sem ter meios de sonegar um puto sequer, não pode aceitar o ultraje de ter uma tarifa aumentada 25% numa pedrada só, nem pela desculpa-muleta do ganho social agregado.

          No Colóquio realizado pelo Instituo Cirineu da Paróquia São Bom Jesus, no período eleitoral, o então candidato a prefeito João Dado garantiu aos representantes das entidades que se faziam presentes lá na Câmara naquela noite (inclusive os digníssimos representantes do CSV), que os repasses às entidades seriam aumentados em 100% no ano de 2017. Certamente com repasses aumentados em 100%, não será os 25% de aumento em cima da tarifa do estacionamento rotativo, arrancado do couro do trabalhador, que trará mais eficiência aos trabalhos desenvolvidos pela entidade. Dando uma olhadinha por cima, em 2016, foram mais de 615 mil em pagamentos ao Centro Social. Não tive tempo e nem saco para abrir todos os empenhos (são 6 páginas), mas tudo indica que 70% desse valor é repasse de convênios e de subvenção social. O resto é pagamento de salários dos contratados da prefeitura junto à entidade. Então, se a subvenção aumentará 100% em 2017 como garantiu o então candidato e agora prefeito eleito, o valor só da subvenção deve passar de 800 mil agora em 2017.

          Portanto, diante desta explicação meio óbvia de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, que fique bem claro que, pagamento de uma tarifa para utilização do estacionamento rotativo é uma coisa e manutenção dos bons trabalhos sociais desenvolvidos pela entidade é outra coisa, e os responsáveis legais também são outros. Quem paga a tarifa do estacionamento rotativo é o povo, o usuário, que paga também todos os impostos da imensa carga tributária que nos é imposta. Quem tem obrigação de amparar e desenvolver trabalhos sociais é o Estado, repassando subvenções ao terceiro setor. Se o Estado não cumpre também com esta função a contento, não se pode sacrificar ainda mais o cidadão, que já tem sofrido com um monte de outras funções que o Estado também não cumpre (ou cumpre pelas metades), como Saúde, Educação, Segurança e etc.

          Nesta, assino debaixo da fala do nobre Meidão e faço adendo – É meter a mão no bolso do trabalhador sim, e mais, é chamá-lo de idiota com todas as letras, separando sílabas para se evidenciar com mais ênfase: I – DI – O – TA!!!

 


 

 


 




Escrito por LAMPARINA às 11h35
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OPERAÇÃO RONDÔNIA

          Como divulgado aqui em matéria jornalística investigativa exclusiva pelo Blog do Lamparina, divulgamos 19 passagens aéreas com destino à Porto Velho encontradas no período de 11/2009 à 10/2012 nas despesas da cota parlamentar do nosso ex-deputado João Dado.         Como ele é deputado por SP, é uma quantidade de passagens que não conseguimos efetivamente encontrar vínculo com o mandato parlamentar. É sabido que existem restrições nas restituições de despesas dos gastos referentes à participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres. Portanto, fica distante a possibilidade de que estas viagens todas sejam para esta finalidade.

          Seguindo a lógica da investigação fomos além e procuramos saber se além das passagens, quanto mais teria sido pago com as despesas reembolsáveis nos dias destas viagens à Porto Velho. Sim, porque o parlamentar em viagem não consome só o bilhete aéreo, mas transporte local para locomover-se (táxi ou aluguel de carro), hospedagem e alimentação. Para nossa surpresa, não houve lançamento de nenhuma despesa além da emissão dos bilhetes aéreos. Sendo assim, muito provavelmente o então deputado deve ter ido a Porto Velho-RO, resolvido tudo que foi lá resolver ali mesmo no aeroporto, tomou o avião de volta e voltou, se alimentando só com o serviço de bordo.

           No caminho dessas buscas nos deparamos com algumas despesas que mereceriam explicações mais detalhas. Uma delas é a emissão de duas notas fiscais no mesmo dia (02/11/2009) com pagamentos no valor total de R$ 900,00 referente hospedagens num hotel da base do então deputado, Votuporanga, sendo o referido hotel o Votuporanga Palace. Como o deputado tem moradia na cidade, poderia alegar ser despesas de algum assessor de Brasília que veio aqui a serviço, já que às regras de uso da cota parlamentar prevê este tipo de reembolso, mas como não tem nenhum tipo de despesa outra que justifique essa despesa, permanece no campo da dúvida o motivo que teria levado o então deputado a sacramentar 900 conto da cota com despesas de hospedagem na cidade sede da sua base política. Requisitar essas informações complementares seria uma tarefa mais difícil, mas como o hotel em questão pertence à família do atual vereador Hery Kattwinkel, cidadão que também preza à transparência, talvez ele consiga revirar os arquivos da emissão das notas fiscais do negócio da família e nos dar uma luz sobre esta despesa.

          Outra dúvida encontrada também se refere aos lançamentos das despesas do dia 08/07/2011, onde existe a emissão de um bilhete de viagem dizendo que o então deputado fez voo Congonhas / Brasília, porém tem dois lançamentos no mesmo dia reembolsando uso de serviço de táxi e alimentação em Manaus-AM. Muitas possibilidades podem ter ocorrido, desde uma viagem rápida de Brasília à Manaus de carona num dos jatinhos de propriedade dos tantos amigos milionárias do Congresso (os 300 amigos) ou em avião da FAB, já que não tem bilhete de passagem emitido com destino à Manaus, nem para o deputado e nem para assessores, o que justificaria a despesa, teoricamente.

          Quem sabe o próprio ex-parlamentar dê uma revirada em sua agenda e nos explique essas ocorrências um tanto, digamos, estranhas ao cidadão comum, que é quem paga por tudo isso!!!

 

 




Escrito por LAMPARINA às 11h56
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RODADO EM PORTO VÉIO

 

          Que o nosso ex-deputado João Dado é um dos 72 indiciados pelo MPF no episódio que ficou conhecido como a Farra das Passagens, é do conhecimento geral da nação. Então eu resolvi dar uma espiadinha nessas passagens e ver se tinha alguma coisa diferente do habitual. É uma pesquisa difícil, complexa, demanda muito tempo pra abrir bilhete por bilhete pra verificar o trecho do destino, mas como ganho bem pra isso, não esmoreci diante da dificuldade e depois de muitos dias pegando um pouquinho por dia, apresento-vos agora o resultado do trampo árduo.

          O Transparência da Câmara só apresenta documentos disponíveis de 04/2009 em diante. Então o resultado só reflete a partir daí.

          Eu sempre pensei que o ex-deputado João Dado fosse deputado por SP, pela nossa região noroeste, mas exatamente no dia 12/11/2009 começou sua saga de viagens constantes para Porto Velho-RO, que seguiu com mais 3 viagens em 2010, 7 viagens em 2011 e 8 viagens em 2012, totalizando assim 19 viagens para Porto Velho, sendo 10 idas e 9 vindas. Depois em 2013 e 2014 à representação política Porto-Velhence parece que cessou misteriosamente e não houveram mais viagens para este destino. Se alguém que tiver proximidade com o ex-deputado souber explicar o motivo do rompimento desta representação, que nos explique. Bom, certamente ele terá que explicar para o MPF o que tanto fazia em Porto Velho. Mas, já deve ter uma boa explicação engatilhada na “guia”.

          Mais engraçado do que essas idas e vindas constantes à Porto Velho é o fato de que no dia 23/05/2011 o assessor parlamentar Cesar Fernando Camargo embarcou também num voo Brasília / Porto Velho com passagem arcada pela cota parlamentar do então deputado João Dado, mas não tem embarque de volta descrito.

          Espero que o ex-deputado João Dado não tenha deixado o Cesinha pro trecho “rodado”, tendo que voltar no busão da Eucatur. De Porto Velho até Votuporanga de busão é um pecado que ninguém merece pagar assim tudo de uma vez só.

          O ex-deputado João Dado dizia que gastava muito em combustível (num único posto da cidade) e pouco em passagens aéreas porque a maioria das vezes ele ia pra Brasília de carro, o que é um fato verificado. O problema é que depois de Brasília ele embarcava num avião pra Porto Velho!!!



Escrito por LAMPARINA às 11h52
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VIDA LONGA AOS MENTIROSOS

          Assistindo agora alguns vídeos da reinauguração do nosso Horto Florestal. Que bom que depois de muitos anos o nosso Horto tenha a possibilidade de voltar a ser uma maravilha de Votuporanga.

          Eu tenho uma ligação de proximidade muito grande com o Horto porque meus tios Carmen Motos e Mário Sakuma foram caseiros de lá por muitos anos. Então passei toda a minha criancice e adolescência lá. Às muitas nascentes que corriam na área do parque, os peixinhos que capturávamos nos regos d’água pra levarmos pra casa, eu, meus irmãos e primos. O futebol e as brincadeiras de bola jogados entre as imponentes árvores de eucalipto. A pescaria escondida dos guardas que patrulhavam a margem da represa, que era e é proibida para a pesca. A horta municipal plantada e cuidada com a paciência que meu tio japonês tinha para com as verduras e a certeza de se chegar lá, apanhar um rabanete, um pepino, um tomate e naquela base do se não mata engorda, só dar aquela lustrada “desbactericida” na camisa e comer sem nem precisar lavar.

          Minha maior lembrança do lugar foi a grande festa do casamento do meu tio Francisco Motos (no galpão principal do horto), por muitos anos PM aqui, coordenador do Centro Social. Eu agora não me lembro o ano precisamente, mas imagino que tenha sido entre 74, 75 ou 76. Como nos casamentos das grandes famílias daquela época, meu avô Leandro Motos (que ninguém o conhecia pelo nome, mas pelo apelido de Zé Maria. Eu mesmo só fui saber que ele se chamava Leandro pouco antes de morrer) deu um festão para o casamento do seu filho caçula; churrascada de dia inteiro, muita cerveja até que os convidados aguentassem tomar, muito refrigerante para às mulheres e crianças, o tradicional pão com carne moída, mandioca cozida, o molhinho de tomate com pimenta e batatas curtidas no vidro. Ao final de um dia inteiro de festa e do baile da noitinha, caiu um toró d´ água e ninguém conseguia ir embora, porque tinha aquela subidinha logo que passava a lagoa e no barro vermelho os carros não conseguiam subir. Nós passamos a noite improvisados pra todo lado na casa dos meus tios. Muitos convidados não se atreveram em enfrentar a tempestade e também passaram a noite no galpão de festas. Fomos embora no outro dia quando o sol saiu e secou a estrada.

          Quando agora assistindo a solenidade de reinauguração do Horto, vendo e escutando às “autoridades” discursarem, me deu a impressão de que, no discurso, estariam entregando alguma obra nova e grandiosa para os munícipes de Votuporanga. Ledo engano dos senhores e senhoras autoridades. Só estão entregando de volta ao povo de Votuporanga um patrimônio que sempre foi nosso e que vocês, exatamente um pouco de todos vocês que estão no piso alto da autoridade, permitiram abandonar, desleixaram no zelo e nos cuidados.

          Muitos dos senhores autoridades que vejo no vídeo deveriam é se envergonhar (nem preciso citar nomes), pois além de negligenciarem o que já tínhamos como realidade, à já constituída estrutura existente no Horto, venderam a ilusão pública da implantação de projetos megalomaníacos que seriam empreendidos na área do velho Horto e da represa de capitação d’água.

          Um era deputado e prometeu a verba vinda de Brasília, o outro era prefeito e propagandeou a promessa como fato concreto e já pronto para ser posto em prática (lógico, era ano eleitoral e fez parte do pôpurri de promessas não cumpridas do primeiro mandato, mas renovada para o segundo), inclusive pagando para fazer um projeto milionário que nunca saiu da gaveta.

          Bom, já que nunca entregaram o que prometeram, ao menos nos entregaram o nosso velho Horto (exatamente com a mesma estrutura que sempre teve desde a primeira inauguração) de volta.

          Vida longa aos enganadores e mentirosos para que possam ter mais tempo de disseminar promessas e mentiras novas, assim o povo esquece às velhas e não cumpridas. Povo gosta exatamente de quem tem na mentira uma fonte inesgotável de cordas para amarrar-lhes os pés!!!

 




Escrito por LAMPARINA às 13h46
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MECENISMO

          Há quase 30 anos na estrada e convivendo com todo tipo de gente com todo tipo de necessidades e de sonhos, eu posso me considerar como a um mecenas das artes. Sempre fui o colaborador dos artistas de sinal que ficam nas esquinas de Porto Velho, de Belém, Altamira, Santarém, portais da região amazônica por onde perambulam muitos mochileiros de todo continente sul americano, principalmente uruguaios, argentinos e chilenos, os povos mais desenvolvidos do nosso continente e, que têm muita curiosidade de conhecimento sobre a floresta e a região toda. Esse pessoal viaja só com a mochila e a boa vontade de todo mundo, com muitos ganhando os trocados da subsistência diária demonstrando habilidades artísticas e circenses, o que é um verdadeiro espetáculo da vida.

          Também convivi na estrada com artistas que eram desconhecidos e que hoje são detentores de grande patrimônio econômico e artístico. Já contei por aqui, na forma de crônicas divertidas, algumas das minhas experiências com Leandro e Leonardo, Wesley Safadão, Banda Calypso e muitos outros.

          Minha história com a ex-trupe do Chimbinha pela primeira vez remonta de quando eles ainda não eram tão famosos, estavam iniciando a trajetória que os levou ao top. Eu tinha jantado em Montes Claros e estava descendo para o Nordeste, mas depois do jantar comecei a passar muito mal, com cólicas e dores típicas das de intoxicação alimentar. Parei no Posto da Serra em Francisco Sá-MG, uma cidadezinha que fica bem no pé da serra que leva o mesmo nome, eu estava muito mal, dor de cabeça e de tudo que se pudesse imaginar, vômito, diarreia e etc. Quando parei, peguei as tralhas de banho e me dirigi ao chuveiro. Passando perto do restaurante observei o movimento fora do normal, o ônibus da Banda Calypso parado na porta e muita gente dentro e na porta do restaurante. Eu tinha urgência e não fiquei perdendo tempo, corri logo pro banheiro. Banheiro de posto na beira da estrada na maioria das vezes - e fora os das grandes redes vendedoras de combustíveis, o que não era o caso daquele posto -, é uma escolha difícil entre você fazer suas necessidades nele ou ele em você. Os banheiros do Posto da Serra de Francisco Sá era os do tipo que fazia em você, além de poucos. Cheguei na emergência e tava tudo ocupado. Eu ali desesperado, com dor, passando muito mal e todos os banheiros ocupados. Até que escutei a descarga e vi que desocupou um cômodo, tendo saído de dentro um sujeito esquisito com o cabelo pintado umas mechas igual gambá. Quando se tem muita pressa não dá pra obedecer aquela regra básica de intervalo mínimo entre um uso programático e outro de banheiro público, e tive que entrar no famoso vácuo. Quando entrei e puxei o fôlego, meu Deus, não resisti e gritei: Pelo amor de Deus, encomenda a alma porque o corpo já foi!!!

          Sim, era o Chimbinha o cliente perfumado antecessor. Tomei banho e fui pro restaurante tomar uma água tônica com limão, o remédio mais usual nesses casos. Aí empreendi conhecimento de perto de toda trupe. Eu conheço muitos grupos desses de brega, forró e esses grupos todos que fazem sucesso e fortuna no norte e nordeste, são compostos essencialmente de bailarinas lindas ou gostosas, às vezes os dois e uns cabras animados na cantoria. O Calypso não tinha nada pra fazer o sucesso que fez. Joelma era jovem e conseguia ser mais feia do que é atualmente, suas bailarinas eram tão esquisitas e feias quanto ela e os músicos eram um bando de gente estranha do Pará, mas que se estivessem perto de um disco voador, certamente seriam confundidos com ETs.

          Tomei minha água tônica em meio aquele fuzuê total e fui saindo de fininho do meio da bagunça, quando uma das bailarinas feias vestida com um shortinho que, uma gravata borboleta fazia 2 e sobrava pano, me enquadrou – Motô, compra o nosso CD pra ajudar a banda (naquele tempo ainda era CD). Eu tava muito mal, querendo ir logo pra cama tomar uns 3 Dorflex pra ver se acordava diferente no dia seguinte e não consegui ter forças pra sair dela – Quanto é meu anjo – perguntei educadamente (porque responder mal pra mulher feia dá mais azar do que gato preto passar por debaixo da escada), com ela tendo respondido que era “10 real”, mas como eu era um fã especial, ela faria por “5 real”. Não estranhei a generosidade comercial da artista, mas estranhei um pouco o emprego do plural. Depois me aquietei, afinal, ela era bailarina e cada um tem que ser bom no que faz. Saquei os “5 real” da carteira e ela me entregou aquele bem precioso, que ficou jogado em cima do painel por muitos anos, tomando sol e chuva quando ela vinha contrária, sem nunca sequer ter sido tirado do plástico que o embalava. Por muitas vezes a gente não sabe o tesouro que tem em mãos. Certamente deve ter ido pro lixo em alguma das raras faxinas da cabine.

          Incontáveis foram às minhas colaborações financeiras com artísticas desconhecidos ou quase, que sequer guardei ou tomei conhecimento do seu material precioso. Comprava só pra ajudar mesmo nos sonhos das pessoas. Desses anos todos de “mecenismo” só um material eu guardei, exatamente porque a abordagem da vendedora foi muito tentadora. Já contei esta história por aqui também. A jovem artista era de Rondônia e me ofereceu para comprar o CD dela, que ela autografaria e quando fosse famosa era só eu procurá-la que ela me devolveria o dinheiro multiplicado por mil. A proposta foi muito tentadora, mesmo tendo eu pago R$ 20,00 num CD desses feito em casa que valeria no máximo R$ 3,00 com o valor artístico agregado. Pensei, não com o mecenismo dos de sempre, mas como um bom investimento. Isso já deve ter uns 17 ou 18 anos que adquiri este título de capitalização e quando estou deprimido e olho pra ele, fico imaginando quando será que vou vê-la no Faustão e poder pedir o resgate dessa minha aplicação.

          Bom, eu ajudei muitos artistas desconhecidos e não me arrependo. Tenho pena é de quem comprou um LP, CD, DVD ou qualquer trabalho de um artista pobre e desconhecido que, sabe-se lá por quais motivos, depois de muito rico, famoso e com os holofotes em si, vai num programa de televisão e diz que no Brasil não houve ditadura, mas sim um regime de militarismo vigiado.

          Eu ainda tenho esperança de resgatar aquela minha aplicação na Catiane Almeida, mas quem aplicou um único centavo na dupla Zezé de Camargo e Luciano, já perdeu tudo que aplicou!!!

 




Escrito por LAMPARINA às 18h05
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GENTE BOA

          Impressionante como existe uma confusão explícita entre pessoa pública e pessoa privada, mesmo esta confusão vindo da parte de pessoas que têm esclarecimento para discernir muito bem uma da outra.

          Ontem na Câmara, com toda aquela questão dos agravos proferidos pela nobre edil Edinalva e a possibilidade de ela fazer uma retratação (o que foi feito aos moldes proposto por ela, uma retratação pública sem retratar o erro, mas nos acusando de mal interpretar seus termos bem intencionados), algumas pessoas me realçaram do quão “gente boa” a nobre edil é. E, não desacredito de jeito algum, apesar de conhecê-la muito pouco na vida pública e nada na privada.

          Gente boa somos todos, até que se prove o contrário. Até o Geddel, um grande político baiano que perambula por cargos e mais cargos públicos desde a década de 80, que fez parte de todos os governos democraticamente eleitos e com muita influência em todos, é gente boa. Se ficar provado que aquele apê dos 51 milhões está mesmo na cota dele, perde o status quo, mas até lá, no máximo é um gente boa com alguma restrição no crédito, provisoriamente preso até que seja julgado.

          Quando você avança um sinal vermelho ou comete qualquer irregularidade no trânsito, o estado não deixa de emitir a multa pra você porque você é gente boa, nem porque você tem longo histórico de motorista exemplar e naquela situação específica cometeu aquela infraçãozinha de nada. O poder estatal pune o gente boa e motorista exemplar com o mesmo rigor com que pune o reincidente, o gente boa e motorista péssimo. E todo mundo apoia isso e diz que é assim mesmo, que tem que aprender pelo bolso, que o melhor professor é a carteira do sujeito gente boa.

          Me valho destas alegações para exemplificar e justificar que o caso da nobre Edinalva e a representação que fiz ao Conselho de Ética é contra a nobre edil Edinalva e seus atos como vereadora e representante do povo. Não a conheço o suficiente para ter algum juízo da sua vida pessoal, e mesmo que a conhecesse, sua vida pessoal não é do meu interesse e nem de nenhum de nós cidadãos e eleitores. Só me interesso pela vida pública de gente boa dela.

          Assim como os que vão analisar sua conduta pela presumida e apontada falta de ética e decoro, não deveriam fazê-lo quanto à colega vereadora legal, que tem trabalho voluntário e assistencialista, a edil gente boa que se mostra uma serva de Deus, Cristã, que ora pela Casa, pelos funcionários, pelos móveis, decorações, adereços e blá blá blá. Deveriam analisar o caso pela ótica do se a nobre edil gente boa, investida da função pública de representar mais de 90 mil votuporanguenses (porque os eleitos não representam só seus eleitores, mas o interesse público de toda população) feriu ou não o conjunto de regras éticas e o decoro parlamentar estabelecido pela Casa. Se posto da forma como deveria ser, certamente a nobre edil estaria condenada à uma punição, que lhe serviria de exemplo e aos demais, por um placar de 13 x 0. Seria o punir pelo bolso que tanto nos impõem em tudo aqui na vida real.

          Mas, por todos os “gente boa” que vieram interceder pela gente boa dela, sabemos que isso não acontecerá e que será mesmo mais um arquivo morto com um placar de 0 x 13!!!


PS1: Quero deixar claro que fiz algumas consultas em jurisprudências parecidas e não vejo o caso dela como merecedor de uma punição em último grau, o da perda do mandato. Mas, acho que ela jamais poderia sair do episódio sem nenhum tipo de punição. Seria essencial para o seu aprendizado e o de muitos ali!!!


PS2: Quero deixar claro também que o nobre edil gente boa Marcelo Coienca, por ter também escorregado em termos, não deveria ter saído ileso daquele episódio em que ele foi obrigado a dar o salto triplo carpado invertido. A diferença é que no episódio do nobre Marcelo só se ouvia os burburinhos de bastidores de que uma galera de gentes boas planejava era calar as meias verdades emitidas por ele com a perda do mandato!!!



Escrito por LAMPARINA às 17h33
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SESSÃO LEGISLATIVA GOSPEL-LAICA

          A noite legislativa de segunda tinha tudo pra ser quente para além dos veranicos que a chegada do verão está provocando, pois tinha muitas homenagens, muitos projetos na pauta, inclusive aquele que devolveria o poder deliberativo aos Conselhos (poder roubado pelo prefeito João Dado quando no pacotão de Janeiro efetuou uma manobra de furto assinada pelos nobres edis, que nem conseguiram ler o teor das mais de 300 páginas do pacotão), que passou sem contestação, fazendo assim justiça.

          No mais, era a expectativa de se o nobre presidente Osmair leria a representação protocolada ao Conselho de Ética por este blogueiro, em virtude da gravidade das falas pronunciadas na última sessão do dia 4, quando a nobre Edinalva se valeu de termos ofensivos contra internautas e concorrentes do pleito eleitoral último. O nobre presidente Osmair Ferrari esclareceu que a representação será lida e votada na próxima semana, assim também como uma moção de repúdio protocolada pelo presidente do PRB, Gustavo Garcia, que também não se agradou das falas da partidária no exercício do mandato, maculando assim o nome da legenda publicamente. Parece que existe uma especulação de que outros líderes partidários também vão protocolar exigências de desagravo da parte da nobre vereadora, pois que a coligação pela qual ela concorreu também não ficou nada satisfeita com suas colocações generalizadas ofensivas.

          Já nos trabalhos em tribuna, destaque para as falas do nobre vereador Hery Kattwinkel, que, entre outras coisas, foi muito duro nas críticas direcionadas a um funcionário da prefeitura em cargo de comissão, que segundo o nobre edil, ganha mais de 8 mil e é muito bom de críticas aos secretários (não prestei muita atenção no nome, mas parece se tratar do primeiro-primo, o que no Paço é mais conhecido como Cris, como o da série de tevê do século passado).

          Na vez da nobre vereadora Edinalva o clima quente da noite se refrescou, com ela usando seu tempo em tribuna para homenagear um munícipe, o pastor Toninho Alegria. A homenagem foi se transformando em uma sessão que depois alguns observadores mais atentos me reportaram se tratar de uma sessão legislativa gospel. (achei estranho essa mistura, mas como a noite estava muito quente, até que o evento gospel-laico, com cantoria e tudo, serviu para arrefecer o ambiente. Fiquei pensando cá com meus 2 ou 3 botões espanados, que nós, o interesse público, pagamos uma vereadora para legislar e ela promove solenidades gospel com seu tempo regulamentar em tribuna. Será que lá no púlpito da sua igreja de devoção o pastor nos permitiria o uso com assuntos e discussões legislativas nos dias de culto??? Depois refleti melhor e diante das falas últimas, melhor gastar os minutos em oração e cantorias santificadas mesmo)

          Entre algumas defesas dos que também desferiram críticas aos internautas na sessão passada, a do nobre ativista dos animais, Leonardo Chandelly, que disse que não teve intenções de ameaçar e nem censurar ninguém, que é jornalista, radialista e que não quer suprimir o direito de expressão de ninguém. (não foi o que pareceu ser a fala da semana passada, mas, impressões à parte, ainda está em tempo de apresentar as tais provas que tem contra o suposto corrupto flagrado em ato de corrupção e desfazer esta má impressão passada)

          A nobre Edinalva voltaria a usar o tempo de explicação de voto em tribuna para ler o que seria uma retratação aos agravos proferidos aos internautas e concorrentes perdedores do pleito de 2016. Notadamente a nobre edil carece de assessoria mais dinâmica, posto que enveredou pelo caminho de que teria sido mal interpretada, o que definitivamente não foi. Vossa Excelência foi muito bem interpretada, posto que seu pronunciamento naquela noite não deu margem para outras interpretações que não às que claramente proferiu ao entendedor módico. Se arrependida ou com um pouco mais de modéstia, teria dito que se expressou mal, e não que foi mal interpretada. Outra curiosidade incoerente do discurso de retratação foi dizer que teria direcionado as ofensas a um único crítico que constantemente lhe desfere críticas (que todo mundo sabe de fato quem seria o desafeto, mas que ele não foi candidato em 2016). (mas, como eu fui o cidadão que protocolou representação ao Conselho de Ética e Decoro da Casa, compartilho das mesmas certezas que a nobre edil declarou em tribuna na suposta retratação, às de que ela será arquivada pelos nobres pares na sessão da semana que vem. No regime democrático é assim, o cidadão só pode ir até aonde é da sua prerrogativa e eu cumpri com a minha, que era a de manifestar o repudio ao ato afrontoso aos representados do mandado da nobre edil. Identificar se houve um ato afrontoso que mereça ser punido ou não, será decidido pelo plenário na próxima segunda. Com seguimento e instauração do processo disciplinar ou absolvição, creio que o episódio servirá de alento das responsabilidades multiplicadas dos que falam em nome de terceiros)


PS1: Parabéns aos poucos e comprometidos cidadãos que foram lá ontem exercer o sagrado direito de não concordar com tudo que nos é imposto, e, para além da proteção internética. Não deu pra contar, vi todos lá, não era muito menos de 30 e nem mais de 40, mas alguns velhos companheiros que não se entregam, vindo a borracha que vier. É esse tipo de cidadão comprometido que temos orgulho de fazer parte. Segunda que vem tem mais e vamos estar lá novamente!!!


PS2: Já existe uma bolsa de apostas que tá pagando nada pelo 13 x 0 em favor do arquivamento. Eu não tenho nada pra apostar, mas se tivesse apostaria no 12 x 1!!!



Escrito por LAMPARINA às 11h46
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JÃO POLÊMICA

          http://www.acidadevotuporanga.com.br/cidade/2017/09/loteador-devera-construir-creche-e-posto-de-saude-n37866 

          O prefeito João Dado tem se notabilizado pelas polêmicas que se envolve. Neste domingo a mídia local traz notícia de mais uma polêmica certa para o currículo do nosso atual prefeito.

          A manchete diz: “Loteador deverá construir creche e posto de saúde – A intenção do prefeito João Dado é modificar a legislação para que os loteadores sejam obrigados a equipar seus loteamentos”.

          Numa olhada distante sobre o tema, parece ser uma boa, uma vez que esta possível evolução da legislação deixaria o empreendedor privado encarregado de fazer aquilo que o poder público agora está obrigado. Todo mundo sabe que obra privada anda mais depressa e custa menos da metade (pode ser muito menos) do que obra pública. Também seria muito bom se condicionar a liberação da comercialização do empreendimento depois de pronta toda a infraestrutura de obrigação do empreendedor.

           Dei uma olhadinha por cima na Lei 6.766, Que dispõe sobre o parcelamento de solo e dá outras providências, Lei Federal de 19 de Dezembro de 1979 e notei que ela estabelece  infraestrutura básica dos parcelamentos situados nas zonas habitacionais declaradas por lei como de interesse social (ZHIS) e que se consistirá, no mínimo, de: “Consideram-se infraestrutura básica os equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais, iluminação pública, redes de esgoto sanitário e abastecimento de água potável, e de energia elétrica pública e domiciliar e as vias de circulação pavimentadas ou não”. Todo resto pode estar previsto em legislações estaduais ou municipais, logo, pode ser adequado por uma legislação municipal, por exemplo. Isso quer dizer que se o prefeito João Dado tomar para si mais este projeto polêmico, poderá sim implantá-lo.

            Enxergado aqui as possibilidades legais do polêmico projeto, vamos partir para algumas considerações importantes. Na atual situação o empreendedor promove a infraestrutura básica prevista na lei e a prefeitura promove o resto, como creches, escolas, posto de saúde, centro de convivência e demais possibilidades. Então quando um loteador planeja e calcula a execução do empreendimento ele calcula suas despesas e seu lucro nele (tudo dentro de uma lógica de mercado), repassando o preço final para o consumidor, no caso nós. Como agora com a aprovação do polêmico projeto a despesa do empreendedor será maior, ele nos repassará ela, pois o ditado é antigo – É do couro que sai a correia. Se você já acha que um terreno custa muito caro em Votuporanga, mais de 2 vezes o que custa em Rio Preto, por exemplo, se prepare, pois poderá piorar.

            Seguindo este raciocínio, antes o empreendedor pagava a parte dele e a prefeitura pagava a parte dela, tendo o proprietário adquirente deste terreno o custo x do IPTU. Com o novo e polêmico projeto o empreendedor vai pagar novas atribuições, vai repassar para o preço do terreno (que vai ficar mais caro ainda do que já é) e a prefeitura, agora aliviada deste investimento público, certamente vai cobrar menos IPTU do adquirente, certo produção??? Esta é a lógica da coisa que precisa ser posta bem clara. Menos investimento público da prefeitura se reflete em cobrança menor de imposto.

              Se o prefeito João Dado colocar tudo isso muito claro para que a população possa fazer a conta do custo-benefício e este lhe ser favorável, o prefeito João Dado pode contar com a nossa ajuda pra colocar o projeto em prática, posto que seria um tiro na burocracia e na morosidade das obras públicas.

              Mas, se o prefeito João Dado pretende repassar esta obrigação, ora estatal, para o empreendedor privado e não garantir nenhum tipo de benefício imediato ao cidadão que vai comprar um terreno e pagar mais caro ainda do que já é, já lhe garanto a disposição contrária mais uma vez.

              E que nem se atreva em dizer que a economia desses recursos públicos poderiam ficar no caixa e serem aplicados em outras coisas e outras obras, pois é uma balela que não vai colar.

 

              Se demonstrar ganho real e custo-benefício imediato ao munícipe com redução de impostos, TAMO JUNTO!!!



Escrito por LAMPARINA às 18h55
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MIXUPA

          Agora que os achados e perdidos perderam todos, ou que os mortos e feridos federam todos, como preferirem, podemos falar de fato sobre aquele fatídico episódio da NEGOCIATA. Entre outras coisas, que nele o nobre edil Marcelo Coienca queria questionar o prefeito sobre a sua promessa de campanha de enxugar a máquina pública, medida que é típica de candidato, mas que nunca é posta em prática na vitória.

          Pois bem, o prefeito recém empossado em Janeiro deu esta entrevista ao nosso amigo Rogério Castro do Diário da Região e a primeira pergunta foi logo sobre o tema enxugar a máquina pública, o que confirmou o prefeito ser uma prioridade do seu governo.

          O nobre Marcelo Coienca tinha uma certa razão deste seu questionamento em dizer que às atribuições das secretarias da Cidade e de Obras são muito parecidas e poderiam ter sido fundidas. O que o nobre Marcelo talvez não saiba é que a secretaria da Cidade foi originalmente criada para exercer um controle sobre as associações de bairro e ter demandas ouvidas politicamente e talvez até atendidas, se possível fosse. Isso foi uma invenção dos tempos do Marão Filho, os tempos das vacas tão gordas que deitavam e rolavam na má gestão, no desperdício de dinheiro público e no abuso do azeite da máquina, onde parecia coração de mãe.

          Com o tempo a secretaria da Cidade virou a secretaria da pipoca, do quentão e do chocolate, pois era pra lá que corriam os líderes comunitários para pedir doações da prefeitura para as festas juninas e julinas nas ruas, demonstrando assim influência aos líderes e quem sabe até empreendendo futuras lideranças e vereadores, não pior das hipóteses um conselheirinho tutelar. Depois, com a inesperada doença do primeiro secretário indicado pelo Marão Filho e com o faz-tudo Marcelino Poli assumindo o cargo (sem postura política e mais como um bom recebedor de ordens) ainda na administração Marão, a secretaria da Cidade virou uma espécie de sucursal da de Obras, mas mais para pequenos e emergenciais reparos, aqueles que a mídia e a população costuma notar e fazer estardalhaço. O secretário Marcelino é muito pontual e eficiente nessas soluções rápidas. Foi ouvindo seu nome ser mencionado toda sessão legislativa pelos nobres edis atendidos nas demandas - ainda quando era só um reles chefe de divisão, não tendo ainda chegado ao status de secretário -, que o nobre Marcelino ganhou o know hol de "Marcelino me quebra esse galho". Na iniciativa privada o cabra muito eficiente nas empresas e que atende todo mundo tem um nome já garantido nos verbetes de dicionário, é o famoso "MIXUPA" (aos corretores de plantão, é com X mesmo, senão a atividade muda o foco).

          Lógico que o nobre Coienca tem razão de cobrar o enxugamento da máquina, é pra isso que ele é vereador, pra cobrar eficiência nas políticas públicas e no desenvolvimento delas. Só não deveria ter assinado o pacotão de leis (aquele que ninguém leu) da primeira semana de Janeiro, aquele da PLC 001/2017 - DISPÕE SOBRE A ESTRUTURAÇÃO ORGANIZACIONAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE VOTUPORANGA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS, exatamente o que mantém e garante aval legislativo à secretaria da Cidade, com alguns cargos devidamente indicados e ocupados por indicados do PV.

          Portanto nobre edil Marcelo, como Vossa Excelência assinou o pacotão sem ler, e como quase todos os nobres edis, decidiu dar um voto de confiança ao prefeito, agora, só lhe resta chorar na cama, que é lugar quentinho pra isso!!!



Escrito por LAMPARINA às 16h29
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SOBREPOSIÇÃO DE IDEIAS

          Como foi anunciado com exclusividade antecipada pelo Blog do Lamparina aos 45 do segundo tempo nesta tarde de segunda; na promoção relâmpago do fim da feirinha de supermercado, já estava tudo acertado para que o nobre edil Marcelo Coienca fizesse uma retratação pública em tribuna e fosse devidamente perdoado pelo Dr. Ali e o restante da bancada ofendida do PV. (o resto do anúncio, o aprecio do “gatinio” na gateria da Pe. Izidoro, foi cortesia do Blog para motivar presença da massa na Casa do Povo)

          Politicamente foi a medida mais sensata, uma vez que, politicamente falando é claro, políticos não têm o bom hábito da reafirmação daquela fala do tempo dos antigos; acho que foi um tal de Isaias que falou isso: Isaías 55, 10-11 - Assim fala o Senhor. “A chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a haverem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer. Assim a palavra que sai da minha boca não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão”.

          Sendo assim, podemos dizer que mesmo dando um salto para trás, as palavras do nobre Marcelo Coienca já tinha atingido o objetivo, independente do esperneio ameaçador da parte confrontada.

          Mas, não pensem que foi fácil assim não. O nobre Dr. Ali se fez de difícil ao dizer que não havia tido o esclarecimento devido do termo NEGOCIATA, mas, que da sua parte estava liquidada a fatura.

          Podemos dizer então que entre achados e perdidos, perderam todos, uma vez que o nobre Marcelo Coienca perdeu muito ao não se valer de uma evasiva linguística para suscitar uma dúvida que é dele e de todos nós que acompanhamos o meio (mas ganhou anos de experiência neste único episódio), tendo que dar um salto triplo carpado pra trás. Por outro lado o manifesto ofendido Dr. Ali e a bancada do PV perderam ainda muito mais com a divulgação massiva de um assunto em que parte importante, o da negociação da pelegagem do PV, já era do conhecimento público, mas ninguém ficava lembrando isso toda hora. Agora já temos todos o recurso de linguagem para a ressurreição do tema sempre que se fizer necessário. A parte do troca-troca de cargos em troca da eleição da Mesa da Casa, deixamos por conta da magia da varinha do esquecimento do MIB mesmo. A partir de agora estamos todos proibidos de nos lembramos que um dia se cogitou a possibilidade de que o PV tenha trocado, em NEGOCIATA, os muitos cargos que têm como indicação ao governo, em troca de apoio da bancada para eleição da Mesa. Por favor, que ninguém repita isso nunca mais. Sempre vai ter o boca-aberta que vai dizer – Isso o quê, Lamparina??? Última vez que eu repito então... Está todo mundo proibido de lembrar que um dia se cogitou a possibilidade de que o PV tenha trocado, em NEGOCIATA, os muitos cargos que têm como indicação ao governo, em troca de apoio da bancada para eleição da Mesa.

          Nunca mais vou repetir isso, sob pena de virar o roteiro daquela piada antiga do gaúcho que ensinava o cachorro a fazer boquete, ou então da Florentina do Tiririca!!!

          É a última vez... Que um dia se cogitou a possibilidade de que o PV tenha feito NEGOCIATA...

 

 




Escrito por LAMPARINA às 20h25
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FODEMOS

          O desgaste da representação político-partidária criou uma tendência na qual as siglas trocam nomes por "slogans" e ideologias por "marcas". É o caminho na fuga da negação partidária, os claros tempos da moda em que dizer que não tem partido é negar esta política que envergonha a todos, assim como dizer-se um sem bandido de estimação é negar que votou no Aécio, e mesmo tão envergonhado, o faria de novo se fosse para livrar o Brasil do Lula e do PT. Ou seja, é ódio canalizado do mais puro, feito água de fonte na pedra.

          Nesta de negar a política e excluir do nome de identificação partidária o termo PARTIDO, tendência esta que já tinha se iniciado com a ex-fadinha desaparecida da Floresta, Marina Silva, quando deixou de ser do Partido Verde para fundar sua REDE Sustentabilidade, o PTN mudou para Podemos; o PT do B e o PSDC querem virar Avante e Democracia Cristã. O último a demonstrar a intenção de trocar de sigla foi o PMDB. Na semana passada, o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), disse que, para "ganhar as ruas", voltariam a usar o nome que levava na ditadura militar: Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que naqueles tempos de o grande partido da oposição à ditadura militar, não tinha o termo Partido.

          Pelo tanto que vimos o PMDB piorar em sua conduta política desde que assimilou o pê de partido na sigla, PODEMOS dizer que realmente o P faz muita diferença, pois desde que assumiu o P, o PMDB entrou num buraco sem fim, vindo a terminar como protagonista de um golpe parlamentar que deslegitimou o governo eleito e decretou a quebra do mais duradouro ciclo democrático da história da República.

          Já que têm surgido muita criatividade nesses nomes novos adotados pelos velhos PARTIDOS, eu sugeriria ao PMDB um nome novo bem condizente com sua atuação política atual: o FODEMOS. Seria uma forma de admissão perante a sociedade de todo o desserviço que a legenda presta ao Brasil neste momento negro.

          O MDB que prestou grande serviço ao povo brasileiro conduzindo-nos como principal força de resistência aos caminhos tortuosos do governo militar caótico e ditatorial, acrescido do P, virou um partido de PÚSTULAS notórios, corruptos filhos de uma P, flagrados em pleno ato de corrupção, como o golpista maior e seu maleiro de estimação flagrados nos grampos da PGR, o caranguejo (grande articulador do golpe), o gatinho angorá, o eliseu quadrilha, o cajú, o justiça, o índio e mais um grande elenco de golpistas e corruptos que se tornaram notórios ou ainda tornar-se-ão.

          Tirar o P, no caso de outros partidos, é mero preciosismo de fuga do estigma ruim, mero recurso fracassado de marketing. No caso do PMDB, deveria ser uma obrigação, pois ficou provado que desde a indexação do P, o partido tem entrado em total estado de PUTREFAÇÃO!!!



Escrito por LAMPARINA às 13h30
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EDILÔMETRO

          Algumas pessoas têm me reclamado muito sobre a qualidade fraca das ações e debates da nova legislatura que se iniciou em Janeiro, que tendo teoricamente um quadro bastante preparado, se mostra muito abaixo do esperado.

          Outras tantas me perguntam porque não estou indo às sessões este ano. Esta segunda pergunta é mais fácil de responder, posto que eu passei por uma cirurgia complicada e de longa recuperação, não estando ainda em condições para tal. Depois, porque desenvolvi alguma experiência ao longo do acompanhamento de muitos anos em sessões legislativas e sou sabedor de que esse início de legislatura, com tantos novatos, inexperientes e sem o ardil legislativo, é muito duro de aguentar os debates mesmo. Não é que o nobre não tenha preparo (apesar de o motivo principal de alguns ser este), capacidade ou a vocação do parlar, mas é que eles ainda não têm o domínio das muitas capacidades necessárias para isso. Quando o nobre é cônscio disso, ele evita a visita ao parlatório até que se sinta preparado para tal, ou que a ida seja de extrema necessidade e urgência, vide aquele que passou 4 anos fazendo curso de oratória, para depois no segundo mandato se ousar em tribuna, começando, lógico, por pequenos apartes nas falas dos nobres colegas. Quando o nobre não tem esta noção, ele vai sem o cacoete assim mesmo, e, é como aquele negócio de quando se aprende fazendo, se erra muito até que se consiga fazer alguma coisa.

          Mas, eu não acho que esteja tão ruim assim como dizem os queixumes. Para quem assistiu o início do “do Conselho”, do “do supermercado”, dos “da farmácia”, do que prometia casas pro povo e responde processos na justiça por não cumprir a promessa, do que tinha poder de resina, tá até bem razoável esta nova safra, pois mesmo eu não tendo podido ir lá in loco, não perco o costume de acompanhar pela net o movimento das sessões.

          Se pessoas que não tem lá muito conhecimento da rotina da Casa acham que a legislatura é horrível, fico imaginando o martírio que deve ser para o nobre edil ancião, o que já está lá há 10 safras e neste período viu de tudo, desde grandes “parladores” como o Jura, até grandes aplicados como o Zé Carlos do Lazão, que mesmo acometido de uma pequena gagueira, quase imperceptível, mesmo assim o intrépido ex-edil não se fazia de rogado e frequentemente ocupava a tribuna para o exercício da sua função maior, o parlar. Era infeliz na escolha dos temas e vinha sempre com umas compilações googleanas. Mas, que ele ia, falava e mandava vê, isso o povo foi testemunha nos 4 anos do seu mandato. Podemos dizer que o Zé do Lazão nunca teria condições de ser um Neymar, mas ele se esforçou muito para ser um Cafú, e assim cumpriu seu papel com denodo e está entronizado na galeria da Casa com louvor. Também, o nobre não tinha condições de ser nada diferente, pois que, além da leve gagueira, também estava sob o freio de ter sido eleito pelo PSDB e o máximo que ele podia ir era falar do mal que o sal causa em nossa gastronomia rotineira, pauta que ele gastou umas duas vezes, que me lembre, sempre amparado em suas profundas pesquisas googleanas administradas no telão sob a condução do paciente palaciano Thiago (Thiago, tu é meu herói cabra!!!). Eu tenho por mim que em seus momentos de ócio o Zé do Lazão folheava as páginas do google como gordo folheia cardápios com foto. E - eu posso dizer isso porque sou um gordo -, do pior tipo, do que come mais com os olhos do que com a boca e mesmo assim continuo gordo e cada vez pior, pois gordo vai ficando velho, a barriga vai crescendo e as pernas vão afinando.

          Portanto, aos críticos desta atual legislatura, saibam pois que, mesmo não tendo os dados concretos da medição por um “Edilômetro”, talvez esta legislatura não seja tão ruim quanto vocês pensam. É brasileiro que tem memória curta. Já passamos por muita coisa ruim aí por tempos não tão distantes.

          A cartilha dos novatos na atividade parlamentar deveria vir com campanhas de advertência igual das de embalagens de cigarros. Tipo: “Falar a verdade em tribuna faz mal pra saúde do mandato parlamentar. Pode causar mordaça congênita, afonia, síndrome do fala e desfala, além da diarreia crônica provocada pela ingestão da manipulação do caldo Verde”.

          Que o diga o nobre edil Marcelo Coienca, que com menos de 8 meses de mandato já apresenta todos os sintomas desses males!!!



Escrito por LAMPARINA às 12h44
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BOCA-ABERTA

 

          Nesta nova crise de hipocrisia que alguns dos nobres edis do PV (com apoio implícito já assegurado de alguns nobres pares de outras bandeiras) estão tentando mover contra o nobre colega do baixo-clero Marcelo Coienca, o que chama atenção é a perpendicularidade com aquela última grande pandemia de hipocrisia da legislatura passada, cujo surto se deu na ocasião em que o seo Inácio do Sindicato falou na mídia que o então prefeito Marão Filho tinha trocado cotas de recapeamento para que vereadores indicassem locais a serem recapeados, em troca de aprovação na Câmara de projeto do Executivo que prejudicava os servidores (não me lembro mais qual exatamente e nem no quê).

          Para quem não se lembra do fato, era exatamente o que ficava claro nas entrelinhas, uma vez que o Executivo tem a prerrogativa de executar e executa aonde se faz necessário e não aonde os vereadores querem. Era uma clara ingerência de poderes (lógico que, ninguém abre mão de uma prerrogativa de poder sem ter o seu preço) e tudo isso coincidindo com a votação importante. Nem o seo Inácio e nem ninguém que conheça modicamente o trânsito político, tinha dúvida disso. Ainda mais que um vereador foi pra tribuna e deixou escapar que o prefeito daria uma cota de recapeamento para cada vereador. Seo Inácio não teve dúvida e colocou a boca no mundo, o que fez certíssimo, mesmo tendo que arcar com às consequências dos seus atos, juridicamente.

          Quase todos os nobres edis, num surto pandêmico de hipocrisia por terem sido surpreendidos com a verdade, se deslocaram até a delegacia para fazerem um BO contra o seo Inácio, daqueles crimes contra a honra (que quem tem, preserva nos atos e não nas aparências).

          Agora o BO que alguns nobres edis surtados pela hipocrisia pretendem levar adiante contra o nobre colega Marcelo Coienca, por também ter dito uma verdade que é do conhecimento público, a de que o PV tem um monte de assentados em cargos de confiança na administração municipal, e que este fato pode ter sido fruto de uma negociação para a eleição da Mesa Diretora da Câmara. Parte da verdade dita pelo nobre Marcelo Coienca é um fato público, o de que o PV tem um monte de assentados na administração pública (e não é só na secretaria da Cidade, como disse o Marcelo, porque existem notícias de alguns na Saúde também). A outra parte que se refere a possibilidade de isso ter sido usado como moeda de troca por cargos na Mesa, é um indício óbvio que deveria ser melhor apurado e esmiuçado na Casa.

          Mas, não é isso que querem os nobres hipócritas. Querem é calar o nobre colega boca-aberta que falou essa meia-verdade com fortes requintes de possibilidade de ser uma verdade inteira.

          O nobre edil Dr. Ali foi pra tribuna, usou dotes espetaculosos e até teatrais para tergiversar o assunto e falar em malas, pacotes de dinheiro, e nos ensinar a transcrição parcimoniosa dele do termo “negociata”, mas o nobre Marcelo Coienca não disse nada de malas e nem de dinheiro, disse que a negociata foi (se tivesse usado o termo pode ter sido, estaria livre de tudo. Vejam como uma mudança de termos muda todo um cenário) em troca de cargos na administração.

          Se a Casa fosse séria, ao invés de tentar calar o nobre colega, apuraria suas meias verdades com requintes e possibilidades de serem verdades inteiras!!!


Ps: Por ter dito o que na época todos os indícios indicavam ser uma verdade, o seo Inácio teve que responder a um inquérito policial e com todo aquele trâmite burocrático legal - que certamente deve ter sido arquivado, pois não tinha qualquer possibilidade de prosperar -, só contribuindo com a sobrecarga da polícia e da Justiça. Com o caso do nobre Marcelo é diferente, o julgamento é político e já existe burburinhos correndo de que um grupinho se empreende para dificultar sua vida na Casa. Esperemos que os nobres surtados recobrem o juízo e cumpram com suas atribuições sem mi mi mi e sem frescura. Homem público que não quer ser julgado e ter seus atos questionados, fica em casa trocando a fralda da vó!!!



Escrito por LAMPARINA às 11h12
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DIÁLOGO DE FILA DO TARJA PRETA EM MANICÔMIO

          Como prometido, teço agora algumas considerações sobre o embate Marcelo Coienca X Dr. Ali e PV.

          Em seu pronunciamento complexo e enrolado sobre suas falas de possíveis “negociatas” na condução política da formação da Mesa Diretora da Câmara, isso o do último dia 21, o vereador Marcelo Coienca, além de demonstrar toda a inexperiência legislativa de um dos 10 novatos da Casa, deu a entender que está arrependido da externação daquela suposição fatídica.

          Em seu pronunciamento na semana anterior, dia 14/08, aquele em que o nobre vereador Marcelo usou quase todo o seu tempo falando da visita de um partidário seu - disse não estar fazendo campanha para este seu partidário, o Paulo Skaf, mas o fez -, novamente outra fala muito enrolada, indo e vindo, inclusive um tal requerimento que teria feito pedindo informações sobre às funções e encargos das secretarias de Obras e da Cidade, outra infeliz colocação, já que se tivesse lido o calhamaço de mais de 300 páginas de leis submetidas ao seu crivo lá em Janeiro, saberia que assinou em branco dando aval à criação dos cargos e funções, assim como toda estruturação da administração, com cargos, salários, funções, nomeações e etc. Eu não sou vereador, mas como cidadão e módico formador de opinião, me senti obrigado a ler a publicação das chatas 255 páginas que constam na publicação do Diário Oficial do Município. Mas, neste mesmo pronunciamento o nobre Marcelo, mesmo tentando se desculpar e desvencilhar dolo do presidente Osmair no episódio da suposta coordenação da “negociata”, mais uma vez reafirmou sua definição de “negociata”, dizendo ter analisado e chegado a conclusão de que quase todos os cargos em comissão na secretaria da Cidade seria uma indicação do PV, isso reafirmando sob suas contextuais considerações. É bom que fique bem claro que o nobre Marcelo, mesmo com toda sua inexperiência política, seus discursos enrolados e suas considerações muitas das vezes ocas de fundamentos, não disse que a Mesa Diretora foi constituída movida a negociata se valendo de negócio em dinheiro, mas sim de transações efetuadas tendo como moeda de troca cargos públicos na administração. Se isso puder ser levado ao pé da letra como uma falta disciplinar, não exisitiriam mandatos e nem mandatários públicos neste país, pois transacionar com cargos públicos não é uma execessão no Brasil, é regra. Não existe uma cidade, um poder ou qualquer instância que esta regra não seja devidamente usada como moeda de troca e tem um nome prático menos agressivo, o de governabilidade. O nobre edil Marcelo só disse ter analisado o quadro funcional e chegado a esta conclusão, meio óbvia até para um novato inexperiente feito o Marcelo, que dirá para nós que acompanhamos de perto o histórico das negociatas públicas desde muito tempo. Não podemos nos esquecer que o PV, por ter conseguido manter sua bancada de 3 parlamentares, além desta afirmação do nobre edil Marcelo de ter havido a possibilidade da barganha por cargos em troca de apoio da eleição da Mesa, também na gestão passada tentou, através do ex-vereador Elieser Casali, uma manobra sinistra de perpetuação na Presidência da Mesa, a qual nós do Blog do Lamparina com nossos 7 ou 8 leitores denunciamos e trabalhamos ardorosamente para que não se concretizasse essa tentativa totalitária de permanência no poder.

          Tem sido normal e corriqueiro vermos o assentamento de políticos perdedores dos pleitos (assim também como ex-conselheiros tutelares e alguns que quase conseguiram eleição), mas com boa votação, sendo trazido pra perto pelo assentamento na máquina. É uma regra por aqui. Perdeu, mas chegou perto, tem que ser trazido pra perto com a garantia de uma vaga na administração pública. O caso do ex-vereador Pedro Beneduzzi do PV, pode ser enquadrado nesta regra, assentado como assessor de gabinete III, classe CC-5 e recebendo salário de R$ 3.596,68, isso tudo descrito naquele calhamaço de papel que poucos vereadores realmente leram. E quem poderá nos defender dessa sanha agasalhadora de políticos aliados???

          O nobre Marcelo Coienca não disse nenhum palavrão e nem nenhuma afirmação cabeluda que o próprio bom senso público em breve “reparada” não confirme, só disse o óbvio. Poderia ter usado o bom senso e a experiência parlamentar para dizer isso de forma evasiva e sem se comprometer pessoalmente, mas, pela total inexperiência legislativa que demonstra ter, não o fez. Seu crime então é ser inexperiente e mesmo assim se arriscar em tribuna. Talvez devesse passar 4 ou 8 anos sem se fazer notado, como tem feito alguns vereadores alí na Casa, que se o povo depender da voz deles para uma defesa, estaremos todos mortos.

          Na vez do nobre edil Dr. Ali, talvez sentindo a encolha do nobre colega em suas reafirmações do dia 14 e tendo demonstrado fragilidade uma semana depois, este partiu para o ataque se embasando numa interpretação parcimoniosa do termo “negociata”, pegando a parte que lhe interessava na interpretação e “dichavando” (não é aquele negócio da canabis, é o que na gíria do momento seria o mesmo que desenrolar um assunto. Agora a gente tem sempre que se policiar na transcrição da nossa predileção por termos) em tribuna. Seria bom lembrar ao nobre edil que existem muitas outras interpretações do termo negociata: desvio, arranjo, mamata, bandalheira, esquema, especulação e etc, tudo mais suave e talvez mais palatável, mas não menos imundo do ponto de vista de um conchavo cujos privilegiados podem ser políticos e seus partidos, mas o pagador da conta será sempre o interesse público nas costas de nós povo.

          Não tendo também o cacoete legislativo, o nobre edil Dr. Ali deve ter se embasado na sua farta experiência de inquiridor público estadual, vocação aperfeiçoada nos muitos anos ocupando função de Delegado de Polícia, e deitou e rolou em cima da “encolhida” do nobre colega, com direito até a arroubos exagerados do tipo: “Prova que eu renuncio”. A prova poderia ser já a própria nomeação do partidário Pedro, um perdedor eleitoral que foi ganhador de um cargo em comissão, assim como a manutenção de outros assentados indicados (imposição política) pelo PV desde a legislatura passada (melhor eu não citar nomes para não ter meu mandato também ameaçado de cassação. Mas, entre alguns sabido por todos, aquele rapaz que gostava de manusear os implantes de silicone das colegas, mas quando desvendada a lebre, foi escondido num porão da Saúde). O nobre edil Dr. Ali sentou na janela no PV agora, mas nós acompanhamos o movimento das peças há muitos e muitos anos (e, não colocaria à prova sequer a cutícula da minha unha do dedinho do pé esquerdo, se ele eu fosse, nem pelo PV e nem por pê algum. Temos bem visto o que a maioria dos pês fazem quando o povo não está olhando).

          No final a cena clássica, com o nobre Marcelo pedindo aparte e como naqueles programas sensacionalistas de plantão policial, proferiu o mea culpa do bandido diante da autoridade que o aprisionou em flagrante delituoso – Não “dotô, eu sô inocente, sô só trabaiadô e pai de famia que não sabe o que fala.

          Pois bem, parece que não bastou o mea culpa e o PV vai realmente cumprir a ameaça de levar o possível desvio disciplinar do nobre colega Marcelo ao Conselho de Ética da Casa. Não deveria prosperar, se a Casa fosse composta de forças que estivessem ali se contrapondo. Mas, não é essa a realidade e a Casa foi composta com apenas 2 nobres edis que, teoricamente, não fazem parte da camarilha (ai my god, já vou logo disponibilizando a minha preferência na transcrição do termo para não correr o risco de levar a “mijada” que o nobre Marcelo levou do também nobre Dr. Ali. Camarilha: ou panelinha, é o nome dado a um grupo de pessoas unidas em torno de algum projeto secreto, geralmente para promover através de intrigas seus pontos de vista e interesses numa igreja, estado ou outra comunidade) eleita pela coligação do atual chefe do Executivo. Logo, se esta camarilha se juntar com o intuito de desapear do poder conferido pelo povo o mandato do vereador Marcelo Coienca, ele estará em sérios apuros, pois ele não terá base de apoio, além de conclamar o bom senso dos pares.

          Pelo bom senso individual dos nobres pares, não deveria passar de um diz que me diz para chamar a atenção dessa legislatura tão fraca e tão ruim de debates, muito disso fruto da inexperiência total de muitos dos nobres pares. Mas, pelo sim ou pelo não, melhor meu amigo e professor Djalma já se iniciar no aquecimento, posto que bom senso é uma pérola que pouco se tem encontrado em nossa Casa do Povo nos últimos anos!!!



Escrito por LAMPARINA às 20h34
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