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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


TOTAL FALTA DE INTERESSE NO FRANCISCO - I

          Alguém em off me disse que as usinas são muito cuidadosas com sistemas de freios em seus veículos e procuram fazer a troca e substituição de demais partes do sistema de frenagem durante a entressafra, não esperando o sistema se exaurir até a lona acabar e virar o chamado S.

          Eu acredito que algumas devem ter sim este cuidado. Não todas, afinal, eu tenho quase 30 anos de experiência prática e vejo as condições das frotas por aí, e, não a imagem que querem passar depois das tragédias. Isso em todas às frotas, inclusive rodoviárias de grandes distâncias.

          Mas, minha experiência é para muito além disso. A inoperância de uma ponta de frenagem não se dá somente pelo final determinado das lonas de freio. Vou apontar aqui mais algumas condições possíveis.

Veículos canavieiros rodam muito por terrenos de difícil acesso, carreadores de cana, no meio da lavoura e sempre em condições de dificuldade extrema. É então comum o rompimento de flexíveis de freios que enroscam nos entulhos e sujeiras do caminho, e se rompem. O operador está na estrada, ele vai lá, isola aquele flexível emergencialmente e segue viagem. Aquele ponto de frenagem servido de ar por aquele flexível rompido, não mais está operante. Aí o operador termina o turno dele e por algum motivo não anota ou avisa o próximo que tem um ponto de frenagem isolado. Vai assim se somando riscos, pois caso não haja a percepção, outras falhas de frenagem poderão surgir durante outros turnos, sem que sejam notadas e anotadas pelos diversos operadores dos mesmos veículos ou composições.

          A alegação de que muitas usinas fazem a troca das lonas depois de cada período de safra é justificável e realmente é fato. Porém, isso diminui riscos, mas não os eliminam totalmente. Acontece que o veículo canavieiro trafega por estradas mistas entre terra e asfalto, isso com lama, poeira, areia e outras materiais que aceleram o desgaste dos tambores de freio e demais componentes. Mesmo equipados com protetores para que materiais estranhos não se depositem na área de frenagem dos tambores, sempre haverá desgaste muito maior sob estas condições severas do trabalho canavieiro. Um jogo de lonas nas carretas rodoviárias modernas normais duram em média 60 mil Km. O jogo de lonas das carretas canavieiras vão durar menos da metade disso e com risco muito maior de soltar partes ou pedaços fixados nos patins, posto que trabalham constantemente sendo usinados por lama, terra e outros materiais estranhos, como pequenas pedras que entram pelos vãos dos protetores do tambor. Dificilmente um jogo de lona numa carreta usineira chegará aos 30 mil Km. Outra questão importante também é o fato de todo o sistema de frenagem das carretas canavieiras ficarem comprometidos pela usinagem de lama, areia e matérias estranhos que podem adentrar o sistema. Então não é só a lona e o tambor que têm desgaste prematuro acentuado, é todo o sistema, o eixo do S e suas buchas de ajuste, patins, o que desgastados, pode definir que um eixo do S vire, sem que a lona tenha chegado ao limite da sua vida útil. Para se fazer um reparo preventivo de boa qualidade hoje, levando-se em conta o desgaste de um tambor, de buchas e de lonas, custará em torno de R$ 600,00 por ponto de frenagem. É realmente um custo de manutenção muito alto, mas que, se a empresa tem uma política de manutenção séria e voltada à segurança, ela se organiza para numa entressafra trocar apenas lonas e demais sistemas visivelmente desgastados e na próxima fazer a troca preventiva de todo o sistema de frenagem que está exposto ao desgaste prematuro das severas condições do serviço. É um custo operacional preventivo caro, mas necessário, pois preserva vidas e vidas não têm preço. Ao menos não deveriam ter.

          Muitos outros agravantes somam-se aos riscos de todas essas condições técnicas invisíveis aos olhos de leigos que compartilham estradas e passagens ao lado desses veículos, posto que você está lá atrás, ultrapassando ou até mesmo mantendo uma distância segura deles, mas não sabe se a empresa proprietária do veículo é das que efetivamente mantém um padrão de segurança preventiva, ou se é das que só troca o que quebra (maioria em todos os mercados de transporte no Brasil, não só o canavieiro. O transporte é o setor mais sofrido da economia nacional). Um desses muitos riscos somados é a péssima condição de treinamento de profissionais no Brasil. Não adianta a empresa ter toda uma estrutura técnica de manutenção preventiva de itens essenciais, revisões periódicas dos itens de segurança e etc, se o profissional que opera o veículo não tem conhecimento técnico básico sobre o equipamento que opera. E, infelizmente, muitos profissionais hoje estão na estrada operando grandes caminhões, mas não sabem regular o freio. Não dá pra se exigir muito de uma categoria que recebe piso salarial de pouco mais de mil e quinhentos reais.

          Por isso quando eu saio na estrada com um automóvel, conhecedor de todo tipo de riscos potenciais, procuro me precaver dos mais básicos: mantenho distância segura; antes de ultrapassar analiso a perícia do condutor do veículo a frente; tento consumar a ultrapassagem ao menor tempo possível, escapando assim dos riscos maiores da proximidade. Se não houver uma necessidade de ultrapassagem e o desempenho do veículo a frente não está muito menor do que o meu, prefiro mesmo ficar atrás dele e manter uma distância bem segura.

          Aquela ouvidoria ambulante escrita atrás dos grandes caminhões de frota sobre o “como estou dirigindo”, é uma mentira. Ninguém no controle de frota dá a mínima para às reclamações vindas dela, mesmo porque brasileiro não é sério e usa o serviço para denegrir integridades pessoais, profissionais e até forjar provas contra direitos trabalhistas. O que deveria estar escrito atrás dos grandes caminhões é: “Como está sendo executada minha manutenção e como recruto meus profissionais”.

          Portanto, quando você sair com seu carro nas estradas, tenha medo, pois eu conheço todos os perigos e tenho muito medo. Se você não tem medo é porque não tem conhecimento mínimo dos riscos que te cercam!!!



Escrito por LAMPARINA às 19h37
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TOTAL FALTA DE INTERESSE NO FRANCISCO

 

          Parece que o pau que lamba o Chico não se preocupa muito em achar o lombo do Francisco, quando se sabe que são Franciscos e não Chicos os envolvidos.

           Antes de escrever este pequeno texto, tomei o cuidado de ler atentamente as matérias jornalísticas que foram noticiadas na mídia regional. Li pelo menos 8, entre portais de internet, jornais escritos e a tevê regional mais acessada. Nada além da apresentação de uma nota fornecida pela própria assessoria de imprensa da usina onde aconteceu a tragédia que vitimou três trabalhadores, tendo um ido a óbito no local.

            Pois bem, por falta de informações complementares, vamos então aos fatos como se apresentam. Uma das matérias que li diz que a segunda carreta de um comboio articulado desprendeu-se, atingiu a guarita da entrada e desabou a construção, soterrando as três vítimas nos escombros.

            Se a matéria diz que o cavalo-reboque com duas composições estava saindo da usina, presume-se que ele estaria então vazio, sem carga, uma vez que eles entram carregados e saem vazios, a menos que este veículo estaria servindo ao plantio na lavou e carregando mudas.

            Se este veículo estava vazio a possibilidade de quebrar o engate na carreta com o dolly, é zero. Se carregado, neste tipo de terreno plano, também próxima de zero, uma vez que é até comum este tipo de equipamento apresentar rompimento, por diversos motivos, à maioria por negligência de manutenção, mas a possibilidade disso acontecer numa superfície aonde ele não esteja arrastando o peso, é muito pequena. Geralmente ele quebra quando está sendo aplicada muita força, num aclive, por exemplo, ou até num declive, dependendo das condições de folga do conjunto.

              Estando devidamente engatado, travado e verificado todos os sistemas de segurança, esse tipo de equipamento é projetado para não desatrelar sob diversas situações, inclusive no caso de tombamento, onde a carreta de trás tomba, pode ser arrastada por longos metros e sob condições diversas, mas não desatrelará.

             Mas, supondo-se que esta composição não tenha sido devidamente engatada e conferido os mecanismos de trava (uma falha humana também comum), uma vez desatrelada inadvertidamente e rompido os dutos que interligam o sistema de ar das composições ao gerenciamento no cavalo, o equipamento possui um sistema de segurança nos freios que travará emergencialmente os pontos de frenagem dessa composição desligada do sistema, imediatamente.

          Desde 1993, pela obrigatoriedade imposta na Resolução 777 do CONTRAN, esse tipo de equipamento sai de fábrica com o sistema Spring Break obrigatório no último eixo de cada carreta. O sistema nada mais é do que uma cuíca de freio com duas câmaras, uma que atenderá aos comandos de freio do pedal e do manual, e a outra que acionará como freio de estacionamento, acionada por um dispositivo externo independente. Alguns fabricantes já produzem com este equipamento em todos os eixos da composição. Assim que faltar o ar que mantém o sistema liberado, ele travará de imediato. Na verdade travarão todos os eixos, pois mesmo as cuícas de uma só câmara travarão assim que faltar ar no sistema e permanecerão travadas até que o bujão auxiliar-mestre permaneça com ar em seu interior. Se este bujão não estiver furado e nem com vazamentos, isso poderá permanecer travado por dias e meses.

            Então o que foi que aconteceu com este equipamento que supostamente falhou ao desatrelar um sistema que sob condições muito severas é muito raro de acontecer e além de tudo não obedeceu ao comando emergencial de travamento ao rompimento dos dutos de ar???

            Sem ver e examinar o equipamento não é possível dizer com certeza, mas se desatrelou o que não deveria desatrelar e não travou o que deveria travar, pouca coisa resta no sistema para enumerar causas. A principal delas é que o sistema não tenha travado porque não tinha lonas de freio em condições de frenagem, o que tecnicamente é chamado de S virado, que é quando a vida útil das lonas terminam e, o sistema em S que regula seu desgaste vira ao contrário e as desativa, evitando superaquecimento e incêndios no sistema.

             É uma operação com algum grau de risco, mas também muito comum este tipo de equipamento ser operado com vários pontos de frenagem com S virados. Geralmente e de acordo com o padrão de manutenção da empresa, se espera vários pontos de frenagem virarem os S para que o equipamento seja recolhido para a manutenção e que se proceda à substituição das lonas de vários pontos ao mesmo tempo, ganhando tempo no pit stop e evitando o tempo parado da composição. Num equipamento desse modelo do acidente, que engatado no dolly terá 8 pontos de frenagem, com 2 pontos com S virados ele operará tranquilamente com pouquíssimo risco; com 4 pontos inoperantes o freio de serviço tem uma perda já de risco, mas no caso da ocorrência em questão, onde o duto de ar se rompeu pelo desatrelamento indevido, mesmo que só 4 pontos de frenagem estivessem operantes (mesmo que nenhum fosse Spring Break, com o equipamento vazio, era para ter travado e segurado, pois a superfície da ocorrência é plana).  Se não travou, o que nos resta por supor é que mais de 4 pontos de frenagem estavam inoperantes nesta composição.

             Como estamos no meio de um crise econômica em que todos os setores estão em contingência de gastos, é preciso se fazer uma perícia muito precisa nesse equipamento e apontar a sequência de falhas que causaram este acidente. Está meio óbvio que não foi uma, mas sim várias.

             Desta vez a tragédia aconteceu no próprio pátio da empresa. Mas, esses veículos andam em todo tipo de estrada e na próxima poderá acontecer na frente do carro com a sua família, a minha ou a de qualquer pessoa.

             É por este motivo que eu não entendo o descaso da mídia com a matéria. Essa falta de interesse e respostas muito me incomoda!!!

           

 

          



Escrito por LAMPARINA às 01h18
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SEMPRE QUE POSSÍVEL???

 

          Vi por aí na mídia uma matéria do senhor prefeito João Dado atribuindo por via de decreto à preferência pelo etanol nos veículos bicombustível da frota municipal e também o abastecimento “sempre que possível” dos veículos movidos a diesel com diesel S-10.

           No caso da preferência pelo etanol nos bicombustíveis, o apelo do decreto é ecológico. É correto, desde que, como todo proprietário de veículo bicombustível, seja utilizado aquela tabelinha em que o álcool só é compensador se custar até 70% menos que a gasolina.

            Já o apelo do “sempre que possível” no uso do S-10 para motores antigos com injeção mecânica, é altamente não recomendado. A alegação do decreto de representar um ganho de performance é totalmente descabida nesse tipo de motor que não foi produzido para este combustível, assim como vai por terra o sentido da sustentabilidade.

           Fará mal aos motores com injeção mecânica usar o S-10??? No uso adequado, não. Quando digo isso, me refiro à assepsia prévia antes da troca da alimentação, uma limpeza e descontaminação dos tanques e de todo sistema de combustível e de filtragem, com a substituição desses elementos filtrantes. É que o diesel S-50, esse que conhecemos como diesel comum e usado no Brasil desde 2002, tem 50 ppm (partes por milhão) de enxofre e o S-10 tem 10 ppm de enxofre, ficando o produto muito suscetível à contaminações por água, com formação de borra, prejudicando o desempenho e a vida útil do sistema mecânico de injeção.

          Portanto, se tomados esses cuidados na troca do combustível, é possível que o veículo de injeção mecânica seja alimentado com S-10 e tenha aumento de performance. Se não for tomadas essas medidas, certamente o veículo será abastecido com um combustível mais caro e que ao invés de trazer algum benefício, trará é prejuízo, pois o acúmulo de água no sistema diminuiu a performance e danifica o sistema mecânico de injeção. Lembrando que a diferença de preço no varejo entre o S-50 e o S-10 está sempre na casa de R$ 0,10 à 0,15 centavos por litro mais caro no S-10.  Isso pode significar um aumento muito expressivo num uso diário de frota.

           No dito popular, quando alguém quer expressar um sofrimento extremo através de uma metáfora, uma das preferidas é aquela que se diz que: “Sofre mais do que sovaco de aleijado”. Para uma coisa bagunçada, toda fora da ordem, sem lei e sem rumo é: “Mais bagunçado do que casa de viúva”. E uma outra expressão que exprime muito bem o conceito de desordem e bagunça é uma que diz: “Mais abandonado do que carro de prefeitura”.

           Pois bem, conhecendo bem a expressão “mais abandonado do que carro de prefeitura”, você acha que o (s) responsável (is) pela frota municipal vai (ão) tomar todos os cuidados necessários com a assepsia da alimentação da frota municipal na hora em que for trocar o combustível, na base em que está descrito o decreto – o do sempre que possível???

          Portanto, não existe isso de sempre que possível. Se o senhor prefeito decretou o uso do S-10 no lugar do S-50, é perfeitamente possível, uma vez que a realidade da frota deve ser um misto de veículos de alimentação mecânica e eletrônica, e a unificação do combustível seria uma facilidade (antes de qualquer ganho financeiro ou ecológico), levando-se em conta o custo-benefício da manobra. Mas, nesta troca de alimentação terá que tomar essas medidas de prevenção. Ou, o custo-benefício, a melhora da performance e o ganho ecológico vão para o beleléu!!!


 

 

 

 

 



Escrito por LAMPARINA às 22h36
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O BEABÁ REGIONAL

O Blog do Lamparina fez uma pequena pesquisa nas contas públicas de algumas cidades da região, entre grandes (Rio Preto e Araçatuba) e médias (Votuporanga, Olímpia, Jales, Fernandópolis e Santa Fé do Sul). Analisando as contas descritas no TCE de 2008 à 2016, partindo de saldo zero em 2008, observa-se que, se saiu melhor nas finanças às cidades que conseguiram maior desempenho na arrecadação, como o caso de Olímpia, que aumentou sua arrecadação em 196,92% de 2008 à 2016, tem nível muito baixo de endividamento e bom fluxo de caixa. Lembrando que esta análise está descrita com a administração direta e indireta somadas, assim como está descrito nos dados do TCE. Em separado, talvez o desempenho não seja tão bom individualmente.

Destaque negativo para Araçatuba, com baixo nível de crescimento na arrecadação, alto endividamento e fluxo de caixa baixíssimo. Indicadores de que as finanças estão em risco de colapso. A situação de Fernandópolis também inspira cuidados pelo alto endividamento.

1- Olímpia
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 196,92%
• Saldo à pagar de mais de 14,9 milhões
• Saldo à pagar representa 7,03% da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 43,37% da arrecadação de 2016
• População de 53.702 habitantes
2- Rio Preto
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 127,55%
• Saldo à pagar de mais de 498,8 milhões
• Saldo à pagar representa 34,06% da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 24,06 da arrecadação de 2016
• População de 446.649 habitantes
3- Votuporanga
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 148,20%
• Saldo à pagar de mais de 93,2 milhões
• Saldo à pagar representa 34% da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 23,97 da arrecadação de 2016
• População de 92.032 habitantes
4- Santa Fé do Sul
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 97,89%
• Saldo à pagar de mais de 33,8 milhões
• Saldo à pagar representa 23,05% da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 19,66 da arrecadação de 2016
• População de 31.578 habitantes
5- Jales
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 111, 01%
• Saldo à pagar de mais de 70,1 milhões
• Saldo à pagar representa 56% da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 14,7 da arrecadação de 2016
• População de 49.017 habitantes
6- Fernandópolis
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 133%
• Saldo à pagar de mais de 128,4 milhões
• Saldo à pagar representa 71,14 da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 14,26 da arrecadação de 2016
• População de 68.399 habitantes
7- Araçatuba
• Crescimento de arrecadação de 2008 à 2016 = 75,60%
• Saldo à pagar de mais de 226,7 milhões
• Saldo à pagar representa 47,11 da arrecadação de 2016
• Saldo total representa 0,36% da arrecadação de 2016
• População de 193.828 habitantes

 

 

 



Escrito por LAMPARINA às 19h52
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HERANÇA NÃO TÃO MALDITA - ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO

              Esse negócio do prefeito que entrou alegar que o que saiu lhe deixou muitas dívidas (a tal herança maldita) é uma milonga antiga no meio político, muito usada por todos para tentar segurar a torneira nos primeiros tempos, mas que não pode mais se sustentar só por palavras.

          Eu não vou aqui afirmar que li ou ouvi isso da boca do prefeito João Dado, pois estaria mentindo, mas li e ouvi de alguns vereadores e secretários da atual gestão, alegações de que o atual prefeito teria herdado muitas dívidas do antigo.

           Como o prefeito Marão Filho apoiou em tudo a eleição do João Dado, duvidei dessa informação e fui buscar os números oficiais lá no “pai dos burros” das contas públicas, o TCE – Tribunal de Contas do Estado. Também, tem um monte de notícia de jornal dos dias finais de Dezembro de 2016 noticiando que o prefeito Marão Filho deixou 16 milhões em caixa para o prefeito João Dado. Se o João Dado não desmentiu na ocasião, certamente é porque talvez seja verdade.

           Mas, no TCE os dados são oficiais, são públicos, estão ao alcance de todos e, qualquer um pode acessá-los e verificar a real situação do caixa da nossa prefeitura municipal. Lá é certeza que não existe sardinha puxada nem para quem sai e nem para quem entra.

            Pois bem, analisando as contas públicas desde 2008 (os números só estão disponíveis daí em diante e este então é o último ano do governo Carlão Pignatari) não dá pra saber quanto o ex-prefeito Carlão Pignatari deixou efetivamente (boatos da época falavam de 4 a 5 milhões de saldo positivo) em caixa para o prefeito Marão Filho, mas, pelos dados descritos deixou um saldo credor do ano de 2008 de R$ 1.689.508,21, já abatido o Saldo à pagar. Vamos então trabalhar com início de caixa zero em 2008 e só demonstrarmos as contas daí em diante. (imagem do gráfico com dados do próprio TCE)

            Equacionada a Receita Consolidada menos a Despesa Consolidada do Município de 2008 à 2016, teremos um saldo positivo de R$ 65.713.472,00 ao final do ano de 2016, já abatido o Saldo à Pagar, liquidado e não pago no exercício de 2016.

            Portanto, faltando então o saldo oficial à transportar de todo o governo Carlão, teremos este saldo – aproximadamente -, no final do exercício de 2016.

            Esses são os números oficiais do TCE. Não os inventei nem para prejudicar x ou exaltar y, é tão somente os números descritos como oficiais e estão à disposição de todos para a devida consulta no site do órgão: http://www4.tce.sp.gov.br/ .

           Sempre soubemos que o prefeito Marão Filho foi o maior liquidador de patrimônio público da história do município. Nos seus oito anos liquidou quase tudo do patrimônio possível, começando pelo velho estádio Plínio Marin. Sua última grande empreitada na área da liquidação de patrimônio foi a construção da nova sede da prefeitura, em escambo com a construtora do empresário Sérgio Gomes (leia-se, cabra do shope). Também sabemos que ele deixou dezenas de obras começadas e inacabadas, isso fruto de convênios, em sua maioria, com o governo federal. Por isso é primordial a prestação de contas da real situação do município.           

            Passados mais de 6 meses da posse do novo governo, este não processou ainda uma prestação de contas ao povo e só sabemos da situação por boatos. Até que o atual prefeito assim proceda de forma clara e cristalina, só podemos acreditar no saldo herdado como sendo positivo, até que se prove o contrário.

           É bom que a população preste atenção e exija uma clara prestação de contas do senhor prefeito João Dado. Não podemos exigir isso dos nobres edis, já que 13 deles foram eleitos pela base política do prefeito.

            Transparência e prestação de contas ao povo nunca foi o forte da administração que saiu e tudo indica ser uma doença contagiosa que já contaminou a nova administração!!!

 

 

PS1: Este saldo aproximado de mais de 65 milhões em caixa aqui descrito está incluso toda administração, direta e indireta. Então, para que ninguém confunda, neste saldo estão somados os caixas da SAEV e da Votuprev. Infelizmente o site do TCE não tem estes valores descritos em cálculos separadamente, o que é uma pena, pois daria um trabalho enorme para desmembrar esses resultados. Vou sugerir isso na ouvidoria do Tribunal, que as contas sejam apresentadas em separado com saldos de transporte e à transportar!!!

 

PS2: Se algum dos 15 vereadores realmente tiver interesse em saber exatamente quanto tem no caixa da prefeitura para nos informar, basta que ele requeira da administração às informações precisas dos caixas separadamente; exatamente quanto cada ente administrativo tem em seus caixas!!!

 

PS3: Lendo alguns institucionais da prefeitura, vi a notícia de que a Votuprev possui patrimônio de aproximadamente 70 milhões. Deve ser então a representação de quase todo este saldo descrito na Administração Municipal!!!


  

         

 

         



Escrito por LAMPARINA às 12h32
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