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BRASIL, Sudeste, VOTUPORANGA, VILA MARIN, Homem, de 36 a 45 anos, Zulu, Azerbaijani, Tabacaria, Animais, fazer a cobra fumar
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BLOG DO ROBERTO LAMPARINA
 


CHURRASCO COM PERPETUAÇÃO...

 

          Fandango, trago e poder... É isso que os nobres gostam...

          A noite legislativa tinha tudo para ser uma sessão curativa, com os nobres edis exercitando a pajelança sobre as próprias feridas e mirando o foco para todas as questões deixadas para trás nesses dias de diz que me diz do famigerado projeto da reeleição. E foi, mas também teve edil que estava saudoso de uma boa canelada, e feito zagueirão sanguinário lá da Varação nos meus tempos de várzea, mirou da correntinha pra baixo e veio com tudo.

          O nobre edil Meidão chegou primeiro num daqueles carrinhos que o Arnaldo gosta de dizer que é uso excessivo de força, e foi logo atropelando tudo que via pela frente. Meio de voz ainda embargada pelos graves problemas de saúde que sofreu recentemente (saiba o nobre edil, que eu não sou rezador fervoroso, mas Vossa Excelência esteve presente em minhas orações pelo seu pronto restabelecimento, pois esta Casa é nada sem Vossa Excelência), o Meidão salivou pelos cantos da boca ao novamente recriminar a tentativa do presidente da Mesa em se perpetuar no posto, dizendo que os funcionários estão coagidos pelo ato, inclusive citando um que até andou bancando churrascada (aquela em que foram divididas as despesas com o M. P, que doou um carneirinho... Pequeno, raquítico, mas que mesmo assim teve destino trágico, servindo de repasto aos convidados presentes num intento sem êxito, pelo menos até agora. Se o pelego ainda estiver sobrando, por favor, lembrem-se do lampa, pois eu domino a milenar técnica do curtimento no leite e fica muito chique), para quem sabe poder permanecer no cargo atual de indicação do atual presidente. Depois o nobre edil Meidão seguiu com um desabafo sobre um projeto seu que teria sido boicotado pela presidência e alguns nobres colegas de edilidade, aquele projeto que pretendia garantir vagas para idosos na Zona Azul. O nobre edil arrematou sua fala dizendo que não caiu de paraquedas na Casa, tem 10 eleições consecutivas e que, se preciso fosse, entraria na Justiça contra a tentativa de perpetuação da Mesa. Foi ainda mais além ao despedir-se da tribuna bradando que morreria em defesa do que considera ser correto na defesa do seu povo.

          O nobre Edil Osmair veio depois e entre outras coisas, pediu providências sobre uma questão que está ocorrendo em loteamentos mais novos da cidade, citando especificamente uma área ali atrás do Assary, na Pascoalino Pedrazoli, onde os proprietários que estão construindo seus imóveis têm tido dificuldades na construção devido à falta de ligação de água por parte dos serviços prestados pela SAEV – Ambiental. Reclamou muito dizendo não entender o motivo desta demora, mesmo o contribuinte já tendo obedecido todo o trâmite burocrático e pagado por todas as taxas e serviços correspondentes.

          Depois foi a vez do nobre André da TURA, que retomou seu bom trabalho fiscalizador (aquele que lhe rendeu o prêmio mais desejado pela edilidade dos ventos em 2013, à consagração anual do TROFÉU FERRADURA DE OURO) mostrando fotos de um playground de madeira colocado numa praça em construção, que ainda nem foi inaugurada, mas o referido brinquedo já demonstra irregularidades perigosas em sua estrutura. Mostrou também fotos de irregularidades graves no asfalto do loteamento Quinta do Moro (aquele loteamento de propriedade “declarada” como sendo do irmão do nosso vice-prefeito, Waldecy Bortoloti), onde nos informou que já entrou em contato com o secretário Petenucci, com este sinalizando que não assinará o recebimento do empreendimento imobiliário sem a devida reparação. O colega Meidão pediu aparte na fala para instruir o novato edil da necessidade de uma juntada dessas irregularidades todas e o envio póstumo ao Ministério Público (quá, quá, quá.). (pela reencontrada postura do nobre edil, cantará alegre amanhã toda torcida da TURA – O Campeão Voltou!!! Campeão da vigilância legislativa, é claro)

          O nobre edil Douglas assumiu o púlpito e nos deu contas das suas providências para saber sobre anunciadas irregularidades encontradas em imóveis dos projetos habitacionais. Informou-nos também que já existem boatos de pessoas tentando vender imóveis no Boa Vista I e II, aconselhando aos possíveis compradores para que saibam dos riscos de perderem os valores em questão, assim como o vendedor, de perder algumas prerrogativas de mutuário de projeto habitacional subsidiado.

          O nobre Edilson do Santa Cruz veio depois e entre outras coisas, falou da visita que fez a Capital e, das maravilhas da implantação do projeto de ciclovias  pelo prefeito Fernando Haddad do PT, sugerindo que o prefeito Marão Filho tome conhecimento e que implante esse mecanismo de fluxo de bicicletas ao menos em novas avenidas da cidade.

          Veio então o nobre edil Eliezer Casali, que também reclamou da situação caótica das ruas da cidade, que estão parecendo queijo suíço – disse ele. Depois passou receita de que já conversou com o senhor prefeito e ele lhe esclareceu que já está tudo acertado para o início do primeiro trecho licitado, estando os demais 3 em adiantado estágio no trâmite burocrático (bons tempos em que tínhamos uma empreiteira municipal, hein??? Era só passar o Squematti-sinal e o batalhão de engenharia tacava-lhe pau imediatamente... Depois acertavam-se os detalhes burocráticos como licitação, preço e etc... Foi tanto pau que um dia a Turma acordou cercada de homens de preto e todos nós cercados da certeza de que tomamos no... Asfalto!!!). Depois o nobre edil defendeu-se da acusação desferida pelo nobre colega Meidão, do suposto boicote ao seu projeto. Da outra acusação o Eliezer preferiu remeter o tema ao esquecimento, dizendo não valer a pena.

          O nobre Pedro Beneduzzi foi pra luta e reclamou muito, além de pedir explicações da Secretaria de Trânsito sobre um semáforo que está sendo colocado na esquina das avenidas W. Fóz com Nove de Julho, onde segundo ele teria apurado preliminarmente com moradores da área, só seria colocado num dos lados da passagem de fluxo. (como não entendi como isso seria possível, estamos também no aguardo dos esclarecimentos)

          O nobre Jura veio depois e jogou água benta no clima de guerra entre os nobres colegas Eliezer e Meidão, defendendo uma nova apresentação do projeto e um estudo mais aprofundado por parte dos nobres pares sobre a viabilidade deste.  Falou também do protesto que será organizado pelas educadoras da rede municipal, com seu total apoio. Depois o Jura partiu para o consumo do seu tempo na defesa do governo do seu partido, o PT e nas conquistas que as transformações possibilitadas a partir do governo Lula proporcionaram para Votuporanga, com uma enxurrada de recursos públicos que banharam nosso caixa municipal como nunca dantes visto.

          O nobre Silvão, como sempre, fez a defesa infante da administração diante de todos os pontos críticos apresentados anteriormente pelos nobres colegas queixosos. Num segundo ato, também como sempre, apresentou suas considerações pessoais sobre o governo do PT, anteriormente idolatrado pelo colega rival Jura. (Só faltou o Silvão citar o termo bolivariano, adorado pelos reaças e afins, para eu enxergar nele uma lustrosa careca e o vasto bigode preto pintado de Wellaton do Levy Fidelix)

          O nobre Osvaldo foi o último e, entre muitas críticas sobre a situação do asfalto na cidade e do descaso do governo do estado para com a estrada do 27, lembrou no púlpito que foi ele o único edil a votar contra o projeto do Executivo de aumento do IPTU em 2012, com casos que chegaram a 70% de aumento, questionando onde estão sendo aplicados esses valores no retorno do investimento público.

          Depois houve a votação de dois projetos, sendo um com teor meio que bastante anacrônico, já que cria o programa Disque Ecotudo para que a população que não possua veículos possa ter disponível o serviço de descarte do lixo e tudo aquilo que não se usa mais (aquela enxurrada de sofás velhos e afins que assistimos sendo embarcada no último Cidade Limpa...), mas terá um custo aproximado de R$ 50,00. O nobre edil Eliezer embasou a necessidade do serviço dizendo que nem todo mundo tem um utilitário para descartas corretamente estes materiais. (é verdade... Esqueceu-se de dizer também que poucos dos que não têm o tal utilitário terão os cinquentão para pagar pelo serviço prestado com o investimento público, haja vista principalmente o salário pago pela administração e seus satélites, tipo OSS, por exemplo, que paga o mínimão seco. Os cinquentão representaria quase 10% dos seus rendimentos ao longo dos intermináveis 30 dias)

          Nas considerações finais da noite, gostaria também de saldar a presença dos párocos Gilmar Margotto e Márcio Tadeu, que novamente se fizeram presentes nas galerias da Casa para apreciarem a dinâmica dos trabalhos legislativos. Desta vez não houve incidentes e nem foram excomungados por ninguém, mas sim saldados por quase todos os que se apresentaram aos trabalhos em tribuna. Observei ligeira agilidade nos trabalhos da Casa depois da vigilância mais acirrada dos pastores em cima das suas ovelhas. Sendo assim, que nossos párocos consigam sempre um tempinho para acompanharem mais de perto os trabalhos legislativos, ao bem supremo do interesse público. Convocação estendida às demais lideranças religiosas da cidade, haja vista que os últimos acontecimentos indicaram que toda Fé ainda será pouca diante do desafio que estamos enfrentando de mudar os rumos unilaterais do poder em nossa cidade.

          Conversando com um cidadão que também se faz sempre presente as sessões, este me questionou sobre a demora na finalização da obra do Centro Cultural e Turístico (conhecido também popularmente como biblioteca do brejo), que já foi amplamente alardeado pela mídia parcial em diversas matérias como esta: http://www.acidadevotuporanga.com.br/local/2012/04/fliv-2013-sera-no-centro-cultural-e-turistico-n9700 , mas está lá mais paradona do que o Rio Tietê na Capital. Resolvi então encampar a campanha, já que nenhum edil mostra-se interessado no tema – Prefeito, quando o povo terá disponível aquela maravilha arquitetônica no Centro de Lazer do Trabalhador???

 

          Tô loko para fazer um pipizinho lá!!!



Escrito por LAMPARINA às 09h53
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TFP RESISTENTE

 

          O debate entre os candidatos à Presidência da República promovido nesta noite de domingo pela Rede Record não conseguiu atingir um nível de contrapontos de ideias e planejamento de governo que defina alguma mudança no panorama eleitoral aí anunciado nas pesquisas de intenção de votos.

          Com mais este debate fica muito claro que o PSDB e seu candidato Aécio Neves não tem nenhum planejamento de governo que aponte para um novo caminho, sequer assume publicamente o compromisso privatizante do seu partido, herança natural recebida pelo governo FHC, onde Aécio faz questão de desmentir os boatos privatizantes que incidem sobre um possível governo dele, na Petrobras e nos bancos públicos. Isso é bom e nos deixa mais tranquilos sobre uma muito remota vitória do candidato, mas é a prova inequívoca de que fomos lesados pelo governo FHC e que o Aécio, agora, nega feito Pedro a continuidade das políticas perpetradas por este governo.

          A Marina por sua vez, mesmo tendo um planejamento de governo que assinala teoricamente para algo novo, está subsistindo dos recursos vindos da velha forma de se fazer política pelo capital e para o capital, não conseguindo resistir às pressões dos grupos setoriais, tendo que o readaptar a cada vez que alguém grita na mídia uma contrariedade. Demonstrou no debate que seu programa de governo é derivado dos anseios de uma sociedade que não se nomeia (meio vago para as pretensões), mas que os números mostram não se sustentar numericamente para fazer as mudanças políticas e administrativas que a pretensão da candidata divulga, já que boa parte das mudanças propostas pelo programa da candidata depende de aprovação de uma boa base legislativa.

          A candidata Dilma por sua vez, mesmo devorando todos os demais candidatos em termos de conhecimento da máquina e números administrativos, não consegue progredir no debate dos grandes temas de real relevância como saúde, educação, segurança e geração de empregos com garantias concretas de manutenção da inflação sob equilíbrio, justamente por estar sempre pautada pelas acusações de corrupção ocorridas no governo do PT. Ela se defende bem, mas no todos contra um, ela é a mais prejudicada, pois teria condições de oferecer mais propostas para o Brasil e para o seu desenvolvimento.

          Destaque positivo e garantia certa da manutenção do discurso ideológico lúcido e coerente vindo sempre da parte da Luciana Genro, que nunca abandona o idealismo esquerdista e a defesa dos trabalhadores, dos movimentos sociais e dos excluídos, bem como a luta ferrenha pela defesa dos direitos dos LGBT.

          O destaque sempre negativo fica a cargo da extrema-direita conservadora, reacionária, retrógrada e que ali está somente para ocupar espaço de quem realmente teria algo de novo para oferecer, além de nos envergonhar como seres humanos com um discurso preconceituoso e moralista como foi o de considerações finais do candidato Levy Fidélix, um legítimo representante bastardo do que ainda resta da TFP, que vai morrer de velho e pintando o que lhe sobra das laterais da cabeça e do bigode, sem nunca aprender e nem passar nada de novo para o seu semelhante, somente o seu conservadorismo baseado na tal “família tradicional” que ele sempre prega e, que só existe em sua cabeça e na dos reacionários feito ele.

          O candidato do PV, Eduardo Jorge, que atua muito bem nas redes sociais, mesmo sendo candidato por um partido da moda (hoje é quase modismo ser ambientalmente verde, mesmo que não se tenha a mínima noção do que isso signifique), nos debates não consegue o mesmo desenvolvimento, muito devido ao seu bom conhecimento das possibilidades de políticas ambientais e ao seu total desconhecimento do resto que as possibilitaria. Na teoria leva 10, na prática leva 0.

           O pastor Everaldo é uma mistura do gene direitista do Levy com o fundamentalismo religioso da Marina e de apoiadores dela como o Malafaia, o que é garantia certa de reprovação no exame de fezes. Os governantes têm liberdade religiosa garantida pela constituição como todo brasileiro, só não deve fazer da sua convicção religiosa o marco regulatório para suas ações em governo, pois o Estado é laico e ele precisará governar para todos. Excluir o debate sobre aborto como necessidade em saúde pública da pauta de governo, é assinalar que não ouvirá o povo e suas necessidades, deixando claro que governará sob seu marco regulatório religioso fundamentalista. Esse, não nos representa e às nossas necessidades.

          O discurso homofóbico vindo de alguns candidatos nos mata de vergonha do nosso atraso como seres civilizados e do nosso total desconhecimento da História, que anota a presença natural das relações homossexuais ao longo da jornada do homem na humanidade.

          Somente no século IV, quando o imperador romano Constantino converteu-se à fé cristã – e, na sequência, o cristianismo tornou-se obrigatório no maior império do mundo, tendo o sexo passado a ser encarado apenas como forma de gerar filhos, a homossexualidade virou algo antinatural. Data de 390, do reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registro de um castigo corporal aplicado em gays.

          Depois vieram as perseguições e as cruzadas do catolicismo que culminaram com este modelo ocidental de “família tradicional” que alguns hipócritas tomam por cavalo de batalha.

          Lamentável o discurso final do candidato Levy Fidélix... Mais lamentável ainda que exista gente com tão baixo nível de conhecimento e alto nível de hipocrisia.

          Mas, a isso se dá o nome de Democracia e é justamente para combater a intolerância e a mediocridade dos que nela tem respaldo, que estamos aqui diuturnamente contestando tais atos e seus efeitos!!!

 

          



Escrito por LAMPARINA às 02h30
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 18h17
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 13h02
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 00h50
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 00h39
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 14h36
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DEMOCRATA CAIPIRA DA TERRA

 

 

          Com tudo pronto para um confronto entre os que querem a perpetuação da Mesa Diretora através de votação da emenda à Lei Orgânica que possibilitará tal manobra, e os contrários; a noite legislativa acabou praticamente pautada pelo assunto, que não foi pra votação, mas diante dos acontecimentos da noite, o caminho lógico será o recuo da matéria, que está completamente fora de controle. Além de já ter comprometido a imagem pública dos 5 propositores e do possível privilegiado, agora também já derrama residuais na imagem da administração e do próprio prefeito Marão Filho, indiretamente.

           Muitos foram os momentos calorosos da noite e impossível seria fazer um resumo transcrito dos melhores, ou piores, termo que seria o mais apropriado, pois a noite foi repleta de demagogias evasivas e de deturpadores da palavra DEMOCRACIA, que se valeram dela em seus discursos por diversas vezes, mesmo sem saber exatamente o seu significado. Recomendo aos meus concidadãos que assistam amanhã à sessão na íntegra, pois isso seria muito esclarecedor sobre o tipo de democracia que alguns democratas ontem propuseram e o nível intelectual dos nossos eleitos. Alguns edis não querem a população participando das decisões na Casa, haja vista que repudiaram o manifesto popular da noite. Querem o poder de decisão sem consulta, apenas decretado pelas vontades e pelos interesses dos parlamentares.

           Com o início dos trabalhos em tribuna, destaque então para a fala do nobre edil Osmair Ferrari, que ocupou o púlpito para bradar um lamento referente conversas que chegaram ao seu conhecimento de que “alguém” teria pedido aos caciques tucanos da cidade sua expulsão do PSDB. Relatou seu histórico de quase 20 anos dedicados ao partido e lamentou que tal situação esteja acontecendo devido ao mandato independente que tem feito, pautando sempre pelo interesse público ante ao interesse partidário. (novamente parabéns ao nobre edil que tem feito uma legislatura sempre sóbria e votando realmente em favor do interesse público, como no caso da votação da doação de mais de milhão ao Cabra do North, que o nobre edil foi firme desde o início na contrariedade daquele absurdo legislativo,  sendo que por muito pouco não lesou o interesse público, mas lesou o poder da Casa, pois cedeu prerrogativas da função para o Executivo)

          O nobre Douglas ocupou a tribuna e foi firme ao afirmar que está fechado na contrariedade do projeto e que só voltará a se pronunciar a respeito, no dia da votação.

           Na sua vez de ocupar a tribuna o nobre edil Eliezer Casali falou da sua luta junto ao DER pelas alças da P. Belini, falou da falta de chuva e do retorno da dengue quando estas voltarem de fato a cair, mas não se ateve à defesa do projeto que teoricamente lhe privilegiaria (lógico, quando ele resolver se é ou não candidato, depois da suposta aprovação da matéria).

          O nobre edil Jura veio pra tribuna desfazer o que teria sido uma tentativa de ataque do colega Eliezer na sessão passada, dizendo que ele teria sonegado a informação de que naquela votação de 2000 havia uma decisão do Tribunal de Justiça de SP, com trânsito em julgado, obrigando à adequação da Lei Orgânica, tendo sido assim uma adaptação jurídica e não uma votação visando um simples alongamento do poder movido por interesses outros. Seguiu duro em seu pronunciamento questionando a que fins serviriam uma reeleição, vislumbrando possivelmente algum ganho político na disputa de 2016. Deu a entender que há mais de 3 meses o colega presidente vem articulando esta tentativa de perpetuação na Casa e também desafiou (tá virando moda... Primeiro foi a munícipe Cristina Dalto que lançou desafio ao presidente Eliezer via Facebook, sem indícios de aceitação...) o presidente a trabalhar em prol da rejeição do projeto (provavelmente também não aceitará), caso não tenha sido realmente ele o mentor da articulação. Anotou a realização de uma reunião que teria acontecido no sábado último envolvendo “pessoas importantes da sociedade”, que estariam sendo mobilizadas para apoiarem à possível tentativa de reeleição. Questionou o colega presidente sobre sua fala da semana passada de que um ano seria pouco para o desenvolvimento do mandato e fez a pergunta – Se um ano é pouco, 4 anos não seria muito??? Depois criticou os interesses imobiliários que, segundo o Jura, não permitiu que a administração despertasse o devido interesse em solucionar de vez o déficit habitacional do município com recursos advindos do Minha Casa Minha Vida, do governo federal do PT.

          Terminado o pronunciamento do nobre colega Jura, o presidente Eliezer Casali se valeu do microfone da Mesa e da condição de presidir os trabalhos, para transgredir o Regimento Interno da Casa e rebater o pronunciamento do colega, sob o protesto do Jura e vaias dos presentes, que estavam em bom número na noite e em alguns momentos se manifestaram com aplausos e vaias.

          O nobre edil André da TURA veio depois e entre outras coisas, se iniciou num discurso nervoso e confuso, criticando a polêmica toda sobre o projeto e firmando sua posição de favorável, onde segundo ele tentou estabelecer embasamento, este não causaria nenhuma despesa extra ao orçamento da Casa. (oras nobre edil... Assim como o projeto aparentemente não causa despesa – o que não é verdade, pois vosso dispêndio de tempo discutindo ele já é despesa paga por nós -, nada acrescenta ao interesse público e ainda é um atentado ao bom senso do cidadão, estabelecer uma medida que permitirá que um edil bem ungido pelas graças do Executivo fique 4 anos nos desígnios da Casa, sendo um mandato todo sem rotatividade no poder. É um absurdo o nobre edil se valer de um embasamento tão torpe e ignaro ao mesmo tempo, e ainda sob a antonomásia de direito democrático de decisão. Na democracia representativa o representante do povo deve consultar e ouvir seus representados, além de ponderar sobre o bom senso da matéria...)

          Depois veio o nobre edil Matheus Rodero, que também seguiu criticando a polêmica sobre o tal projeto e naquele seu habitual discurso confuso e meio dislexo, reclamou da presença dos sacerdotes Gilmar e Márcio Tadeu (que estiveram na Casa na condição de cidadãos legítimos que são, não interferindo em momento algum no trabalho dos edis), tendo o nobre Matheus questionado esta visita dizendo que os nobres pares têm capacidade e legitimidade sobre a deliberação da matéria. (feito seu antecessor André, o Matheus enfiou a cabeça no buraco e ficou com o rabo de fora. Isso não costuma dar bons resultados... Novamente externo meus parabéns ao Pe. Márcio pelo importante artigo publicado em jornal do dia 20/09 )

         Na vez do nobre Pedro Beneduzzi ele ocupou a tribuna visivelmente transtornado, também usou em vão por diversas vezes a palavra democracia (mesmo sem parecer saber ao certo o seu significado), se assumiu como sendo o primeiro a propor a emenda e se definindo irremediavelmente como favorável, já que é possível e constitucional e, lá em Brasília pode (alegou ele, mas por certo não deve saber também que à reeleição a nível municipal, estadual e federal é possível somente via eleições diretas, onde o povo vota nos candidatos diretamente). Seguiu criticando a postura do colega Jura e sua veemência na contrariedade da matéria, dizendo que os nobres pares precisam buscar o que fazer pelo povo e não ficar perdendo tempo com a polêmica desnecessária da matéria. Foi apartado pelo nobre colega Douglas, que em alto e bom tom dirigiu-lhe uma pergunta bastante profícua – Quando Vossa Excelência começou com isso então, não tinha o que fazer??? A pergunta pegou o nobre Pedro despreparado, ainda mais depois de o Douglas ter sido calorosamente ovacionado pelos presentes. Depois disso o Pedro ficou abalado psicologicamente e, mais vermelho do que de costume, nada mais com algum sentido conseguiu emitir, inclusive se embaralhando todo com uma afirmação de que teria consultado e estaria recebendo o apoio de pessoas importantes. (os presentes ficaram esperando o declinar da lista para ver quem são e quanto vale o apoio de um dito “importante” em comparação ao nosso anseio de cidadão comum, alijado da representatividade legislativa do nobre edil, que só representa pessoas importantes)

          O nobre Silvão novamente vestiu a armadura de cavaleiro medieval e fez defesa da administração pegando carona numa fala do colega Jura para exaltar a qualidade republicana do governo do PT, que destinou recursos nunca dantes vistos em nossa cidade. O Silvão alegou que isso foi possível pela credibilidade da gestão do prefeito Marão Filho. (chumbo partidário trocado não dói...)

          A odisseia terminaria com fala veemente do nobre edil Osvaldo Carvalho, que saudoso da tribuna, criticou também a polêmica sobre o projeto da reeleição, nomeando-o de absurdo, declarou seu voto contrário e esclareceu seu colega Jura de que não sofreu pressões, pois não tem rabo preso e nem cargos de confiança sob sua indicação. Depois lubrificou a língua e atirou pedras na situação vergonhosa da falta de acessos da P. Belini, criticando também duramente o governo tucano pela situação calamitosa da estrada do 27.

          Ao final, o nobre Jura requereu Questão de Ordem e passou a narrar o que diz o Regimento Interno sobre o ato arbitrário do presidente de usar o microfone da Mesa para fazer réplica ao seu pronunciamento, passando a declinar as prerrogativas do presidente na condução da Mesa. Ao final, o Jura arrematou dizendo que o presidente, ao desrespeitar o que diz o Regulamento da Casa, rasgou-o sumariamente.  Novamente o presidente rasgou mais uma página e balbuciou réplica antes de declarar encerrada à sessão.

          Nas considerações finais, gostaria de chamar a atenção dos nossos munícipes para um fato lamentável. Muitos dos nossos edis não sabem o que é democracia e pensam que democracia seja só dar o direito do outro dizer à besteira que bem queira. Senhores, pelo baixo nível de conhecimento democrático que Vossas Excelências demonstram ter, terei que descer ao vosso nível para dizer-lhes que, talvez realmente seja possível definir democracia assim meio por baixo e de forma precária, desde que à besteira seja devidamente embasada.

 

          A polêmica toda sobre o projeto da reeleição advém exatamente disso, de que nenhum dos 6 “democratas caipiras da terra” que já se pronunciaram favoráveis, até agora não conseguiram arrumar um único embasamento para justificar que vantagem a Maria leva, no caso, a Maria em questão, representada pelo interesse público!!!



Escrito por LAMPARINA às 01h37
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PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO

 

          Consta nas ações do Tribunal de Justiça de São Paulo um procedimento investigatório do Ministério Público, distribuído na 4ª Câmara de Direito Criminal, tendo como Relator Edison Brandão e, figurando como “denunciados” nosso prefeito Nasser Marão Filho, nosso secretário municipal de assuntos jurídicos Mário Fernandes Junior e Alécio Castelucci Figueiredo, procedimento este que apura supostos “Crimes de Responsabilidade”, que teriam sido cometidos em desvios de rendas públicas em proveito da empresa Castelucci Figueiredo e Advogados Associados, uma vez que inexigiu licitação fora das hipóteses previstas em lei e, ainda, admitiu prorrogação contratual em favor da adjudicatória durante a execução do contrato celebrado com o Poder Público.

          Confira aqui o teor completo do despacho:


Remetidos os Autos para Processamento Grupos e Câmaras - Com Despacho 

 

27/08/2014

http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/imagens/doc2.gif

Despacho 
Procedimento Investigatório do Mp (Peças de Informação) nº 0050882-78.2014.8.26.0000 Vistos. Trata-se de denúncia ofertada pelo membro do Ministério Público contra NASSER MARÃO FILHO, Prefeito Municipal de Votuporanga (2009-2012 e 2013-2016), ALÉCIO CASTELUCCI FIGUEIREDO, sócio-gerente da ''Castelucci Figueiredo de Advogados Associados'' e MÁRIO FERNANDES JÚNIOR, Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos de Votuporanga, em que lhes são imputadas as práticas dos delitos tipificados no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei 201/67, combinado com os artigos 29, caput e 71, caput, ambos do Código Penal e os artigos 89 e 92, ambos da Lei nº 8663/93, combinado com artigo 29, caput, do Código Penal. A denúncia narra que, Nasser Marão Filho, agindo continuamente com os demais, desviou rendas públicas em proveito da empresa ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'', o qual Alécio Castelucci Figueiredo é sócio-gerente, uma vez que inexigiu licitação fora das hipóteses previstas em lei e, ainda, admitiu prorrogação contratual em favor da adjudicatória durante a execução do contrato celebrado com o Poder Público. Alécio Castelucci Figueiredo, sócio-gerente da ''Castellucci Figueiredo e Advogados Associados'', concorreu para consumação dos crimes, eis que sua empresa foi destinatária do dinheiro público decorrente da contratação ilegal e adjudicatória do serviço contratado mediante inexigibilidade da licitação, além de beneficiária das prorrogações contratuais. O denunciado Mário Fernandes Júnior, também, concorreu para os crimes, eis que, no exercício do cargo de Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos da Prefeitura Municipal de Votuporanga, emitiu parecer jurídico favorável à contratação dos serviços da empresa de Alécio, ciente da ilegalidade de parte dos serviços contratados, e ainda, opinou favoravelmente pela inexigibilidade da licitação. Segundo apurado, Nasser e Alécio assinaram o contrato nº 291/2009, referente à inexigibilidade de licitação por suposta notória especialização e singularidade do serviço, razão pela qual a Prefeitura Municipal de Votuporanga formalizou a contratação da empresa ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' para prestação de serviços técnicos especializados de advocacia, consultoria e assessoria tributária judicial e/ou administrativo, apuração de pagamentos indevidos junto à Receita Federal, INSS a título de contribuição previdenciária. Tais serviços consistiam na elaboração de planilhas das contribuições previdenciárias patronais mensais a serem recolhidas pela Prefeitura Municipal, descontados os valores referentes à autocompensações de contribuições previdenciárias recolhidas nos 05 anos anteriores (e, indevidamente, inclusive sobre valores recolhidos anteriormente ao quinquênio, já atingidos pela decadência), os quais Alécio entendia indevidos, e que descontava até o máximo de 30% sobre as contribuições previdenciárias vincendas, recolhidas nos meses futuros. Em contraprestação por tal serviço, a ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' recebia 20% dos valores que a Prefeitura Municipal deixava de recolher, em relação ao que vinha recolhendo antes da contratação da empresa. Afirma o Ministério Público a ilegalidade de tais serviços, uma vez que a ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' promovia autocompensações das contribuições em favor da Prefeitura, locupletando-se de 20% dos valores recolhidos a menor sem o pronunciamento prévio das autoridades fazendárias ou judiciárias sobre a legitimidade do autoenquadramento e da autocompensação. Em razão disso, Alécio, sócio-gerente do referido escritório construiu ''verdadeira engenharia jurídica'' para sustentar a desnecessidade da homologação prévia da Receita Federal ou o trânsito em julgado para autocompensações, e, com isso, defendia a singularidade de seu serviço, sem a necessidade de licitação para sua contratação. Todavia, tais serviços oferecidos pela citada empresa, a princípio ''serviços ilegais'', de autocompensação tributária, inclusive de contribuições previdenciárias posteriormente devidas, a via adequada para o seu não recolhimento seria a impetração de Mandado de Segurança, porém nesse caso, a ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' iria perder a natureza de sua contratação específica, pois existem vários escritórios de advocacia que militam nessas áreas e poderia realizar tal trabalho. Afirma, ainda, que tais serviços, posteriormente, por serem ''ilegais'', ensejaram a instauração de processos administrativos junto a Delegacia da Receita Federal, e também, o ajuizamento de ações na Justiça Federal sobre a questão (fls. 11). E, ainda, que os serviços prestados pela ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' consistiam pura e simplesmente em ''ensinar'' os servidores públicos municipais a preencherem as guias de recolhimento das contribuições previdenciárias com os valores que seus sócios, inclusive Alécio, supunha devidos, mas que, na verdade, acabaram engendrando diversos processos administrativos e judiciais, em decorrência da ilegalidade das compensações tributárias. Desse modo, percebe-se que os serviços prestados por tal empresa não passam de mero ''serviços corriqueiros'' e no tocante a propalada especialização do escritório pautava-se nos ''serviços ilegítimos de compensação tributária por ela oferecidos'', os quais ensejaram vários processos administrativos e judiciais em nada alterando o fato de que, ao tempo em que forem julgados, a ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' já terá se locupletado de cerca de R$ 500.000.000,00 (meio bilhão de reais) pelas autocompensações irregulares, com autorização dos prefeitos municipais e de seus assessores jurídicos, inclusive daqueles ora denunciados. Finalizando, constata-se que existem suficientes elementos nos autos de que NASSER MARÃO FILHO e seu Assessor Jurídico MÁRIO FERNANDES JÚNIOR embora não haja prova material de terem recebido vantagem patrimonial para celebrar o contrato com ALÉCIO, sócio-gerente da empresa ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'' concorreram na prática dos crimes narrados na denúncia, em autorizar a contratação, independentemente de licitação. Diante da complexidade dos fatos narrados, verifica-se que é absolutamente necessária que outras diligências sejam realizadas, visando apurar o alegado. Inicialmente, quanto ao pedido formulado pelo Ministério Público, de decretação da prisão preventiva de ALÉCIO CASTELUCCI FIGUEIREDO, sócio gerente da empresa ''Castelucci Figueiredo e Advogados Associados'', este, será analisado, após a manifestação dos acusados, quando do recebimento ou não da denúncia. Defiro o requerido pela douta Procuradoria Geral de Justiça às fls. 3385/3387, itens 2, 3, 4, 5, 6, oficiando-se na forma preconizada. Sem prejuízo, notifiquem-se os denunciados NASSER MARÃO FILHO, Prefeito Municipal de Votuporanga, ALÉCIO CASTELUCCI FIGUEIREDO e MÁRIO FERNANDES JÚNIOR, para oferecerem resposta no prazo de 15 (quinze) dias, nos termos do artigo 4º, da Lei nº 8.038/90, devendo a Serventia observar o § 1º do mencionado dispositivo legal. Com a apresentação de resposta, abra-se nova vista à douta Procuradoria Geral de Justiça. Após, tornem conclusos. São Paulo, 25 de agosto de 2014. EDISON BRANDÃO Relator

08/08/2014

 

Recebidos os Autos pelo Relator 
Edison Brandão

 

          O Blog do Lamparina continuará monitorando o andamento do Procedimento para que nossa população se mantenha informada dos atos e acontecimentos que circundam nossa administração pública!!!



Escrito por LAMPARINA às 12h18
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 00h31
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CAPITAL DO PROJETO

 

 

          São Pedro não está colaborando, e os que mandam permitiram que a população fosse informada que podemos sim ter racionamento de água na cidade, conforme os jornais noticiaram hoje: http://www.acidadevotuporanga.com.br/local/2014/09/racionamento-de-agua-pode-ocorrer-em-15-dias-n21716 .

          Melhor então ignorarmos outras matérias que andaram permeando o tema lá no início do período da estiagem, que, menos alarmantes, afirmavam convictamente que não teríamos racionamento de água: http://www.diariodevotuporanga.com.br/mm/index.php?_path=noticias_det&id=15023 .

          Entre idas e vindas do conversório desencontrado dos que mandam, é sempre bom lembrarmos que perdemos tempo e pagamos por diversos projetos de remodelação da área do entorno da represa e nunca nenhum foi posto em prática, conforme esta notícia aqui em 2006, ainda no governo Carlão: http://www.votuporanga.sp.gov.br/arquivodenoticias/2006/03/29_prainhameninos.html .

           Na gestão Junior Marão e com uma suposta verba que teria sido conseguida pelo deputado Dado, o prefeito contratou uma empresa e fez um grande projeto de reestruturação de toda área do horto Florestal e entorno da represa, tendo isso sido anunciado como fato concreto nos festejos de final de ano em 2012, o projeto tinha o nome pomposo de Parque Ecológico de Votuporanga e a ambição de atingir diversas metas de impacto nas áreas de lazer, educação ambiental, cultura e na própria saúde, pois previa a proteção do nosso manancial de abastecimento. Acontece que 2013 veio acompanhado das tempestades Fratellescas e a administração que voava feito jato, passou a andar feito tartaruga manca, tendo o pomposo projeto sido rebaixado à condição de uma simples reestruturação do horto florestal. O projeto imponente que pagamos e foi abandonado está aqui: https://docs.google.com/file/d/0B9dkUAq56SPxVmpucGlXZFFyY3c/edit?pli=1 .

          Surpreendentemente, depois de negar que teríamos racionamento de água, à SAEV agora admite que se não chover em 15 dias, teremos que entrar no rol das cidades abastecidas por bacias, baldes e tudo que puder acumular alguma quantidade de água.

           A pergunta que fica é essa: quem será o responsável por assinar debaixo dessa falta de prioridade de investimento do nosso dinheiro público???

          Estamos nos tornando a Capital do Projeto, onde se projeta tudo e não se executa nada. Só lembrando: projeto de transposição da via férrea (pagamos e não levamos); projeto do estacionamento subterrâneo (graças a DEUS morreu só no projeto e nem sei quem realmente pagou aquela aberração); projeto do Parque Ecológico de Votuporanga (pagamos e estamos aguardando sentados, com possibilidade de racionamento).

          A administração não sabe fazer feijão com arroz, tem necessidade extrema de gastar aquelas fortunas nas perfumarias que já nos acostumamos.

          O imponente projeto do Parque Ecológico foi propagandeado a época como investimento na casa dos 30 milhões.

 

          Essa administração nos fez perder a noção de valores e nos colocou sob risco de ficarmos sem água!!!



Escrito por LAMPARINA às 23h52
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O CARA

 

 

          As vantagens de se viver numa cidade onde a imprensa é parcial são essas. O sujeito sob blindagem pode dizer e fazer os piores absurdos do mundo que ninguém repercute a barbaridade dita e feita.

          Estamos assistindo isso no caso da tentativa de ser votada na Casa de Leis a emenda que possibilitará novamente à reeleição da Mesa Diretora.

          Diante de toda polêmica sobre qual vantagem o interesse público teria na matéria, o nobre edil Eliezer Casali vai pra tribuna e faz mira com espingarda de dois canos no próprio pé dizendo que, mesmo sendo aprovada a possibilidade da reeleição ele não sabe se será candidato.

          Oras senhores munícipes e membros da imprensa lacaia das Brisas – Por que então os nobres edis gastam uma fortuna com toda a estrutura que a Câmara move para o trabalho legislativo, ainda perdendo foco na mudança de uma lei que atende bem a necessidade de rotatividade na direção da Casa e da qual nada acrescenta ao interesse público??? Sim, porque se o nobre edil Eliezer encontrou algum embasamento racional e lógico para justificar esta ação, ele ainda não disse pra ninguém.

          Vasculhei todas as edições da imprensa local depois da polêmica do referido projeto e não encontrei nenhuma justificativa dos 5 propositores e do beneficiado único na matéria.

          Na sessão de segunda o nobre edil Eliezer gastou também seu tempo pra dizer que é constitucional e por isso pode ser feito, alegação única utilizada para embasar a matéria.

          Em alguns países o suicídio é considerado crime e os que tentam e não conseguem sucesso pleno na matéria, depois ainda terão que pagar pena pelo crime praticado.

          Aqui no Brasil a legislação não penaliza quem tira ou atenta contra sua própria vida, o que não é nenhum estímulo para que as pessoas saiam por aí tentando suicídio.

          Não é porque não existe nenhuma obstrução legislacional que é racional se fazer algo.

          Presidente Eliezer – O povo liberto de Votuporanga está esperando o senhor e os demais 5 escolhidos nos fornecerem um único embasamento racional e lógico onde o interesse público seja o beneficiário maior do ato, pois caso o senhor e os demais não saibam, estão aí para defender o interesse público e não o pessoal.

          Caso isso acontecer, além de toda mídia lacaia que o está protegendo na matéria, ganhará também a blindagem deste modesto blogueiro!!!

  

 

 

 



Escrito por LAMPARINA às 11h52
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PARCELANDO O QUE NÃO SE DEVE

          A campanha do Skaf está pondo as manguinhas de fora...

          Agora o neocabeludo já prometeu que, se eleito for, dividirá o nosso IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores em 10 parcelas sem juros e não nas 3 máximas atuais. Confiram aqui: http://www.youtube.com/watch?v=-CD40IzxaAA .

          Para quem não conhece ou não se lembra dos legados da implantação, o IPVA entrou em substituição à TRU – Taxa Rodoviária Única depois de uma série de tentativas de criar tributações que arrecadasse recursos para investimentos no sistema de transporte.

          Com a privatização de boa parte da malha viária paulista nos governos tucanos e a cobrança de pedágios por parte das concessionárias, este imposto pode ser visto como uma forma de dupla-tributação, sendo que neste período nunca houve uma revisão para baixo levando em conta esta nova investida da cobrança dos pedágios no bolso do consumidor.

          Um governo comprometido com o povo paulista, refém da privataria da nossa malha viária pelos tucanos, revisaria o IPVA tendo como base o impacto causado pelo preço das tarifas dos pedágios.

          Um governo sério e comprometido com o povo paulista extinguiria o IPVA.

          Agora, um governo descomprometido com a empreitagem de SP, sério e honesto, criaria mecanismos para que todas as concessões rodoviárias em SP realizassem uma nova tabela de custos dos serviços e investimentos, o que levaria a diminuição de mais da metade do preço da atual tarifa cobrada.

          Mas, o Skaf tirou da cartola este parcelamento em 10 vezes sem juros, e acha que tá bom...

         Eu não acho, e acho ainda que pra ganhar eleição aqui em SP só tem um jeito – Peitar os tucanos chocando a galinha dos ovos de ouro que financia a perpetuação deles no poder.

 

          Enquanto não nascer este homem, seremos vítimas passivas de seres leguminosos e outras aberrações da espécie tungana!!!



Escrito por LAMPARINA às 01h02
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HUMOR CAIPIRA DA TERRA



Escrito por LAMPARINA às 14h49
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OS DEVORADORES DE MOSCAS

             Como já anunciado anteriormente sobre a sessão legislativa de hoje, com a não votação do polêmico (a palavra correta é abjeto) projeto de emenda à Lei Orgânica 02/2014 assinado por 5 dos nobres edis, onde o intento principal da (aparente ócio legislativo) “virgulada” será abrir uma brecha regulamentar que permita à reeleição do mandato da Mesa Diretora; a noite só serviu mesmo como uma espécie de aquecimento para o que será a sessão próxima, onde muito possivelmente o projeto será colocado sob apreciação do plenário.

          Entre outros que passaram antes na tribuna, o nobre Pedro Beneduzzi mostrou as fotos de uma carreta que se perdeu na cidade devido aos encalacrados acessos da P. Belini e a precária sinalização da área, onde acabou causando transtornos e acidente numa rotatória ali perto do cemitério, com o referido veículo não conseguindo contornar a rotatória e batendo num automóvel estacionado irregularmente (Votuporanga passou a odiar caminhoneiros a partir do primeiro mandato do ex-prefeito Carlão Pignatari, onde alguém de competência duvidosa gastou nosso dinheiro público fixando uns tachões em tudo quanto é cruzamento da cidade. Certamente a fatura deve ter ido parar no caixa daquela empreiteira parceira, e nós profissionais ficamos com as dificuldades, percalços e pneus cortados. Depois disso a coisa foi só piorando...). O nobre Pedro mostrou também um buraco aberto que ainda permanece cheio de água, seguido de uma ameaça – Se não taparem o buraco, a dengue volta e eu trago o DENGOSO pra tribuna!!! (para quem já se esqueceu, DENGOSO foi aquele boneco mosquitão que o Pedro trouxe para acompanhá-lo na tribuna no auge da crise de casos de dengue, e fizeram uma parceira inesquecível que dá saudade, poderiam até ter partido para carreira artística, tipo dupla sertaneja caipira da terra - Chulé & Dengoso, com o Pedrão matando o cachê sozinho igual a Ana Maria Braga explora o Loro José)

           Na vez do nobre Jura ele, entre outras coisas, trouxe para a tribuna o debate sobre o que ele nomeou de “famigerado projeto” (o da reeleição da Mesa), sugerindo que este deveria ser incluído das discussões no bojo da reforma da Lei Orgânica que está prevista para acontecer na Casa. Ameaçou recolher assinaturas para que se promova emenda que diminua o mandato da Mesa para 1 ano, sem reeleição. Depois rebateu as críticas feitas pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (o Lolô 300 mil trensaleiro Nunes) ao governo federal do seu partido, o PT, na semana passada quando aqui esteve.

           O nobre Eliezer Casali começou falando dos resultados da sua mobilização em acionar o CDHU para apurar irregularidades na ocupação de casas do Monte Verde, onde se verificou irregularidades em mais de 30 residências. Depois disso agradeceu o apoio dos 5 (mosqueteiros – André, Pedro, Wilmar, Mateus e Edilson) que assinaram pela manobra da emenda, e nos esclareceu que mesmo esta passando, não sabe se realmente ele será candidato à reeleição da Mesa (o nobre edil fez o popular cú-doce ao deixar claro então que este retrocesso insano é somente para afirmar quem manda ali... Que bom seria se o povo desse o recado a ele de quem realmente manda ali. Mas, o homem tem padrinhos fortes... E madrinha rezadeira...). Fez críticas à ameaça do Jura da possibilidade da emenda de 1 ano de mandato, dizendo que existe um tempo necessário de aclimatação na direção da Casa, e num  mandato de um ano seria impossível o desenvolvimento de um bom trabalho. Depois desenterrou velhas escrituras sagradas da Casa onde tentou desmontar a teoria oposicionista do nobre colega Jura sobre seu possível intento de se perpetuar (não sabe ainda se é isso que ele quer...) na cadeira central da Mesa. Ao ler projeto onde o Jura teria votado favorável ao aumento de mandato da Mesa em 2000, o nobre edil arrematou dizendo ser incoerente agora a decisão de se posicionar contra. (o nobre edil Eliezer, na tentativa de desqualificar o oposicionismo do seu colega Jura na matéria, perdeu uma grande oportunidade de se embasar num único, unzinho que seja, motivo que nos convença, a nós povo, de que o retrocesso pretendido nos traga alguma vantagem na prática. O nobre Eliezer pensa que é o Jura que está contra seu projeto, mas na verdade, ninguém nos tempos atuais pode tolerar medidas que conduzam um ambiente democrático já constituído - onde a rotatividade do poder só alavanca a busca pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos -, ao totalitarismo com possibilidade de perpetuação  decretada pelos que estão de posse do poder avassalador em nossa cidade. Dois anos sem reeleição era a merda perfeita e, merda, toda vez que se mexe, a tendência é feder mais do que antes)

          Foi votado na noite um projeto polêmico vindo do Executivo, que autorizaria à SAEV – Ambiental deslocar funcionários e equipamentos para prestar serviços em cidades vizinhas. O projeto foi rejeitado por 8 votos contrários, com a alegação principal de que o município não conseguiria atender satisfatoriamente a demanda interna e externa nesta área. Votação histórica em que acertadamente os nobres edis protegeram o nosso interesse em primeira mão. Esperamos essa clareza e esse entendimento noutro projeto polêmico que está por vir.

           Nas considerações finais da noite, gostaria de responder um questionamento que o nobre edil Pedro Beneduzzi fez ao colega Jura durante uma fala, onde segundo ele, esta tentativa de perpetuação da Mesa não afeta a imagem pública dos 5 proponentes. Gostaria de esclarecer ao nobre Pedro, em nome dos meus 7 ou 8 leitores e dos cidadãos que me procuram para colocar luz neste caso (e não são munícipes que políticos compram com churrascos, dentaduras e caminhões de terra, são pessoas independentes, esclarecidas, articuladas e formadoras de opinião) e que, não só afeta diretamente a imagem dos 5 proponentes, como também dos demais e da instituição, pois demonstra o descaso dos senhores nobres edis para com os nossos recursos públicos, que paga por toda estrutura que vocês movimentam, desviando o foco legislativo numa matéria da qual o interesse público não tem nada a ganhar, sendo que o único interessado até demonstrou  certo descaso nesta noite pela matéria, não batendo no peito e assumindo suas intenções de fato, como era esperado.

          Isso está muito feio pra todos e, horrível para os cinco mosqueteiros do nobre presidente Eliezer. 

          Como nós somos democráticos, o espaço está aberto para que alguém consiga embasar a matéria e colocar ao debate público aqui.

          Duvido muito que consigam, mas...

          Se eu tivesse voz suficiente para fazer chegar um conselho ao nobre presidente Eliezer, diria pra ele assumir suas pretensões de vez e arrumar um embasamento lógico para tal, ou pedir gentilmente para seus mosquiteiros, digo, mosqueteiros que finjam que nunca tiveram esse espasmo intelectual avantajado de sapiência e representatividade pública.

          O povo agradecerá e até fingirá que isso nunca ocupou a pauta dos nossos pesadelos um dia!!!           



Escrito por LAMPARINA às 09h28
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